O vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), alertou esta quarta-feira para os desafios que se colocam à gestão dos rios face às alterações climáticas que “num país tão pequeno” se fazem sentir de “forma diferente”.
“Ainda ontem [terça-feira] estive no Algarve a falar de seca. Neste mesmo país, tão pequeno, mas tão diferente, vou dar um número que vai assustar. Em 2023, no rio Lima, em 15 dias, nas chuvas que ocorreram no final de outubro e primeira semana de novembro, choveu mais do que chove em dois anos no Algarve”, afirmou Pimenta Machado.
O responsável, que falava na Câmara de Viana do Castelo, insistiu na necessidade dos “territórios e as cidades” se preparem para a “nova realidade”.
“Temos mesmo de o fazer. O tema das cheias é uma realidade e, portanto, muitas vezes, se calhar, teremos de usar soluções mais pesadas, naquela lógica de procurar a nossa rede hidrográfica a esta mudança do clima que está aí e, vai continuar”.
Questionado pela agência Lusa, Pimenta Machado explicou que, “em algumas situações, devem ser usadas soluções mais pesadas para proteger os territórios da alteração do regime de precipitação, com a frequência e intensidade dos eventos extremos”, adiantando como exemplos a construção de bacias de retenção de água, de diques para proteção de áreas ameaçadas por cheias, reforçar a rede ripícola.
Pimenta Machado alertou para a necessidade de os “territórios adaptarem a rede hidrográfica do país à frequência e intensidade dos eventos extremos”
“Estamos num tempo de bater recordes. Em janeiro tivemos um tempo muito quente e muito seco, é inacreditável, e de bater recordes de picos de precipitação. Este ano, foi um exemplo incrível nisso. Infelizmente, vamos ter agora 15 dias sem chuva. Vai aquecer o tempo. A sul não vai chover nada, o que nos preocupa. Recordes do nível de recuos de costa e incêndios. São estes os desafios a quem de gerir as cidades, o território” adiantou.
Em Viana do Castelo, o vice-presidente da APA, visitou as intervenções realizadas no âmbito do REACT-EU – Reabilitação da Rede Hidrográfica do Município de Viana do Castelo, nomeadamente, a estabilização de margens do rio Lima e a beneficiação de ‘habitat’ para espécies ribeirinhas em domínio hídrico, através da aplicação de soluções técnicas de engenharia natural.
Em 2023, a Câmara de Viana do Castelo investiu 341.277 euros na reabilitação de dois troços das margens do rio Lima, um compreendido entre a União de Freguesias de Mazarefes e Vila Fria e Vila Franca (margem esquerda), vulgarmente conhecida como Veiga de S. Simão, uma das zonas húmidas mais importantes do concelho, com valores naturais de extrema relevância para o bem-estar humano, e um segundo troço compreendido entre a União de Freguesias de Torre e Vila Mou e Lanheses (margem direita), que apresentavam graves problemas erosivos.
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