O presidente da Câmara de Viana do Castelo defendeu hoje que a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) tem de ter rapidamente uma nova administração, porque “prolongar no tempo a atual situação não é solução”.
“Tem de haver uma nova administração. Prolongar no tempo a atual situação não é solução. Só peço urgência e competência na solução que vier a ser tomada”, afirmou Luís Nobre, antes do período da ordem do dia da reunião de câmara.
O conselho de administração da ULSAM, cujo mandato terminou em 2019, vai ficar reduzido a dois elementos, após a renúncia, com efeito a 01 de outubro, da diretora clínica e, no final do mês, da enfermeira diretora.
Com a saída da enfermeira diretora, no final do mês, o conselho de administração da ULSAM ficará reduzido ao presidente, Franklim Ramos, e a uma vogal.
O conselho de administração da ULSAM é composto por cinco elementos, sendo que o lugar ocupado pelo representante dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo está por ocupar desde as últimas eleições autárquicas de 2021.
Até então, o cargo era desempenhado por Rui Teixeira, eleito naquelas eleições presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo.
O presidente da câmara, que respondia a uma interpelação do vereador do PSD Eduardo Teixeira sobre a ausência, há dois anos, de um representante dos 10 concelhos do distrito no conselho de administração da ULSAM, disse que essa questão está a ser trabalhada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
“Os presidentes de câmara estão a trabalhar no sentido de encontrar o nosso representante. Esperamos em breve ter essa questão estabilizada”, referiu, adiantando que esse representante não foi nomeado após as eleições autárquicas porque o atual conselho de administração já se encontrava “a prazo”.
“Quando decidimos [CIM do Alto Minho] não indicar um representante foi porque nos pareceu que não fazia sentido. A pessoa que escolhêssemos podia não aceitar a nova administração que estaria para ser nomeada. Decidimos aguardar, mas o facto é que já passaram anos”, admitiu Luís Nobre.
Sobre a nomeação pelo Governo da nova administração, Luís Nobre avisou: “há limites para a nossa resiliência nesta área como em todas as coisas da vida”.
Segundo Luís Nobre, a manutenção do atual conselho de administração “foi compreensível” durante a pandemia de covid-19 e mesmo no período seguinte, mas tem de haver uma mudança “o mais rápido possível”.
Disse que essa posição foi transmitida em maio ao atual presidente do conselho de administração da ULSAM, Franklim Ramos, e ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, que “assumiu um calendário que não foi cumprido”.
Em maio, numa reunião que manteve com os 10 autarcas do Alto Minho, Manuel Pizarro disse que a situação seria regularizada “até ao final do mês de julho”.
Para Luís Nobre, “a relevância da ULSAM no distrito tem de sofrer um processo de regeneração para que possa voltar à normalidade”.
Questionado pela vereadora da CDU, Cláudia Marinho, sobre o impacto da recusa dos médicos da ULSAM em fazer mais do que as 150 horas extraordinárias definidas pela lei, Luís Nobre disse estar “preocupado” e “disponível” para receber aqueles profissionais de saúde.
“O serviço de cirurgia já está afetado pela recusa dos médicos em fazer mais do que as 150 horas extraordinárias. Na reunião que mantive com os profissionais de saúde fui informada que o serviço de medicina será o próximo a ser afetado”, alertou Cláudia Marinho.
Na resposta, o presidente da Câmara disse estranhar que os profissionais de saúde da ULSAM ainda não lhe tenham pedido uma audiência.
“Acho estranho não ter sido pedida uma audiência. Somos um dos poucos municípios do país em que existe um pelouro da saúde e não fomos contactados pelos médicos para uma reunião, mas estamos abertos a recebê-los porque as consequências dessa recusa preocupa-nos”, afirmou.
A ULSAM gere os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente de 231.488 habitantes nos 10 concelhos do distrito e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.
A vida e o legado de Armando Alves, figura emblemática de Merufe, serão celebrados este domingo, dia 15 de fevereiro, às 15h30, no Cine Teatro João Verde, com o espetáculo “Heranças da Terra – Homenagem a Armando Alves”. A entrada é gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete.
Um técnico do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) natural de Viana do Castelo foi peça determinante num caso que está a marcar a atualidade nacional e que ganhou destaque no Dia Europeu do 112.
Vila Nova de Cerveira recebeu nos dias 6 e 7 de fevereiro a segunda ação do CAPACITEATRO, projeto que utiliza o teatro como instrumento de inclusão e intervenção social.
No âmbito do combate ao tráfico de estupefacientes, a PSP de Viana do Castelo realizou, no passado dia 2 de fevereiro, duas intervenções que resultaram na apreensão de drogas e na identificação de dois suspeitos.
Viana do Castelo recebe, entre 19 e 27 de fevereiro, a 17ª edição dos “Contornos da Palavra”, projeto cultural promovido pela Câmara Municipal através da Biblioteca Municipal. A iniciativa envolve 56 escolas, sendo 51 públicas e 5 privadas, e cerca de 11 mil alunos do pré-escolar ao ensino secundário, incluindo professores e encarregados de educação.
O município de Viana do Castelo reforça o compromisso com a promoção da saúde e do bem-estar da população sénior com a nova valência do projeto “Vencer a Idade com Saúde”: o “Caminhar em Família”.
O superintendente Raúl Jorge Caetano Curva vai assumir, a partir de quinta-feira, o cargo de comandante distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) em Viana do Castelo, por um período de três anos, anunciou a PSP.