Vila Nova de Cerveira é um dos poucos municípios portugueses com crescimento demográfico sustentado e projeções otimistas para as próximas três décadas. Em apenas três anos, a população aumentou cerca de 500 habitantes, além de se assistir a um rejuvenescimento da população em idade ativa e de uma significativa recuperação do índice de potencialidade.
Estas são as principais conclusões do estudo “Diagnóstico Demográfico e Projeção da População no Município de Vila Nova de Cerveira”, da autoria do Professor Doutor José Cunha Machado, docente e investigador da Universidade do Minho, apresentado publicamente, esta sexta-feira, Dia Mundial da População.
“Os indicadores recolhidos e as estimativas apresentadas tornam o concelho de Vila Nova de Cerveira uma boa exceção no contexto nacional”. A garantia deixada pelo autor do estudo sustenta-se “sinais positivos a nível de crescimento e de estrutura populacional, como por exemplo, o crescimento da população jovem ativa e uma boa recuperação do índice de potencialidade. Isto significa que o Município de Vila Nova de Cerveira é atrativo para a população em idade ativa, o que contagia as perspetivas de futuro”. Neste momento, Vila Nova de Cerveira regista 9.425 habitantes, estando numa curva ascendente desde 2021, com “um muito significativo” aumento de 1,55% ao ano; a população jovem ascende a 11%; e o índice de longevidade também está a aumentar, havendo mais pessoas com idade superior a 75 anos.
Quanto às projeções até 2055, o Professor Doutor José Cunha Machado fala em estimativas baseadas em cenários suscetíveis de serem avaliados, periodicamente, mediante as constantes alterações nacionais e globais. Para o investigador universitário, há duas formas de potenciar o crescimento populacional: através da fecundidade, “processo que não se pode impor pois existem opções/liberdades individuais; e através dos movimentos migratórios. Com o fecho de portas à imigração, o cenário de Vila Nova de Cerveira é de uma redução populacional em cerca de 20% (2000 pessoas) daqui a 30 anos. Com políticas de migração sustentadas, a projeção-referência é a de atingir quase 10.500 habitantes em 2055, e a projeção-otimista que levaria o Município para dados registados há 100 anos, de cerca de 12.000 habitantes em 2055.
Para o Professor Doutor José Cunha Machado, “o movimento migratório é o único elemento que pode fazer mexer os municípios, e despoletar políticas mais incisivas. Durante os próximos 10 anos, Vila Nova de Cerveira conseguirá manter os valores reais atuais apresentados, depois dependerá do que a população quer e das medidas implementadas”.
Para a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, “estamos perante um retrato encorajador, mas que exige ação contínua”. “Embora já conseguíssemos atingir várias metas a que nos propusemos, temos de continuar a consolidar políticas em áreas tão cruciais como habitação, saúde, educação, cultura e economia, com uma gestão sustentada e responsável. Denota-se que temos atratividade, e que há famílias a quererem fixar-se no nosso concelho, mas temos de continuar o trabalho de dar respostas necessárias e boas condições”, explicou Carla Segadães. E acrescentou: “Queremos que os nossos jovens fiquem no concelho, e conseguir atrair mais casais jovens; queremos proporcionar um envelhecimento ativo; e não podemos descurar os movimentos migratórios de forma a torná-los efetivos no concelho. Com este diagnóstico, é necessária uma reflexão com a população, e depois implementar políticas prósperas”.
Este trabalho de análise e projeção, realizado no âmbito da iniciativa municipal “Em Cerveira, Acontece…”, traça um retrato detalhado da realidade demográfica atual e antecipa a evolução da população local nas próximas três décadas. A escolha do Dia Mundial da População, instituído pela ONU em 1989, sublinha o simbolismo da data e reforça a importância do conhecimento demográfico como ferramenta para o desenvolvimento económico e social dos territórios.
Síntese das alterações com impacto na estrutura da população:
A população residente no Município de Vila Nova de Cerveira tem vindo a registar uma curva ascendente desde o ano de 2018, mais acentuadamente no triénio 2022-2024 (a uma taxa média de 1,55%), passando de 8.812 a 31 de dezembro de 2017 para 9.425 residentes a 31 de dezembro de 2024.
Regista-se um crescimento da população do sexo masculino, passando de 48% da população total em 2018 para 49,8% a 31 de dezembro de 2024.
O saldo migratório é o responsável pela variação da população com um valor anual médio de quase duas centenas no quadriénio 2021-2024 (entre um mínimo de 157 em 2021 e um máximo de 250 em 2022).
Contínuo envelhecimento da população na base e no topo: a percentagem de jovens com menos de 15 anos aproxima-se de 11% (11,1% a 31 de dezembro de 2024), a percentagem de idosos com 65 ou mais anos aproxima-se de 27% (26,9% a 31 de dezembro de 2024) e o índice de envelhecimento já ultrapassa os 240 idosos por 100 jovens (243 a 31 de dezembro de 2024). Contudo, a percentagem de idosos com 65 ou mais anos estabilizou no quadriénio 2021-2024 (de 26,8% a 31 de dezembro de 2020 passou apenas para 26,9% a 31 de dezembro de 2024).
Há um rejuvenescimento da população em idade ativa: o índice de renovação da população em idade ativa tem vindo a recuperar desde 2019, crescendo de 72,5 pessoas com idade entre os 20 e os 29 anos por cada 100 pessoas com idade entre os 55 e os 64 anos a 31 de dezembro de 2018 para 80,6 pessoas a 31 de dezembro de 2024.
Verifica-se uma recuperação do índice de potencialidade: a relação entre o número de mulheres com idade entre os 20 e 34 anos por cada 100 mulheres com entre os 35 e os 49 anos, subiu de 66 a 31 de dezembro de 2020 para 74 a 31 de dezembro de 2024, potenciando um maior número de nascimentos nos próximos anos. O índice sintético de fecundidade tem vindo progressivamente a melhorar desde 2021 (1,29 nados-vivos por mulher em idade fértil em 2022, para 1,36 em 2023 e 1,46 em 2024).
Crescimento da população estrangeira: Com estatuto legal de residente subiu de valores próximos dos 3% registados até ao ano de 2019 para 10,8% a 31 de dezembro de 2024; com estatuto legal de residente de fora da União Europeia (Extra UE 27), nos últimos três anos a respetiva percentagem subiu de valores na casa dos 70% para valores acima dos 80% (85,9% a 31 de dezembro de 2024).
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