O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, lançou um alerta sério sobre o aumento “galopante e insustentável” dos custos de depósito de resíduos, defendendo que a situação já ultrapassa a capacidade de resposta dos municípios e exige uma intervenção urgente do Governo.

“Começámos por pagar 8,1 euros. Vamos pagar 64 euros em 2026 e a expectativa é, daqui a dois anos, pagarmos 92 ou 94”, afirmou o autarca, no final da reunião do executivo municipal. “É insuportável este incremento dos custos da operação.”
Luís Nobre sublinha que os municípios estão a ficar asfixiados por despesas que não conseguem absorver sem comprometer outros investimentos essenciais. “Os municípios não podem suportar estes custos e, ao mesmo tempo, responder às necessidades das populações”, frisou, acrescentando que o problema é transversal a todo o país e reconhecido tanto pelo regulador ERSAR como pelo Governo.
Para o autarca socialista, é inevitável repensar o modelo nacional de gestão de resíduos. “Tem de haver uma estratégia nacional, um novo modelo de gestão. Algumas decisões podem ser disruptivas, mas são necessárias”, afirmou, admitindo que soluções como a incineração “têm de ser colocadas em cima da mesa”, ainda que não exclua outras alternativas.
Entre os fatores que mais pressionam as contas está o aumento dos custos energéticos associados ao processo de separação dos resíduos antes de irem para aterro. “Só os custos de energia são hoje absolutamente insuportáveis. Isso impacta diretamente o custo por tonelada”, alertou.
A Resulima — o sistema multimunicipal responsável pela recolha e tratamento de resíduos no Vale do Lima e Baixo Cávado — serve mais de 307 mil habitantes dos concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Barcelos e Esposende.
Com a fatura a subir ano após ano, Luís Nobre insiste que não há mais tempo a perder. “Há soluções mais económicas do que as que estamos a usar. É preciso agir, porque este modelo já não é sustentável.”
A Comissão Concelhia de Viana do Castelo do PCP acusa o Governo de agravar a crise da habitação e de dirigir uma “autêntica declaração de guerra aos inquilinos”, numa altura em que a cidade registou a maior subida homóloga das rendas entre as capitais de distrito portuguesas.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou um investimento global de 201.267 euros para apoiar os agrupamentos de escolas do concelho no ano letivo 2026/2027. As verbas destinam-se às atividades de animação e apoio à família e ao ensino da música na educação pré-escolar e no 1.º ciclo.
Viana do Castelo registou, em julho, a maior subida anual do preço das casas para arrendar entre as capitais de distrito e das regiões autónomas analisadas pelo idealista. As rendas aumentaram 28,7% no espaço de um ano, fixando-se num valor mediano de 12,2 euros por metro quadrado.
Os bilhetes para o Cortejo Histórico-Etnográfico da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia 2026 já podem ser adquiridos através da plataforma de bilheteira online BOL.
Um homem de 52 anos foi resgatado, na tarde desta quarta-feira, 5 de agosto, quando se encontrava em dificuldades junto ao molhe exterior do porto de Viana do Castelo.
O vereador do CHEGA na Câmara de Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, requereu ao executivo municipal o relatório de execução orçamental relativo ao primeiro semestre de 2026.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo atribuiu cerca de 4,5 milhões de euros em benefícios fiscais e económicos entre 2017 e 2022, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC), divulgada esta quarta-feira.