A programação de Viana do Castelo Capital da Cultura do Eixo Atlântico, já foi apresentada, prevê a realização em 2025 de 74 eventos, num investimento de um milhão de euros para ser a "melhor" em 16 anos da iniciativa transfronteiriça.

“Um mar de Cultura” foi o mote da candidatura de Viana do Castelo a Capital da Cultura, em junho, pela comissão executiva do Eixo Atlântico (EA) do Noroeste Peninsular, associação que junta 41 municípios do norte de Portugal e da Galiza, em Espanha.
É a segunda vez que Viana do Castelo é escolhida para realizar a iniciativa que, entre 01 de janeiro e 13 de dezembro de 2025, prevê, entre outros, eventos de cultura urbana, música, literatura, gastronomia, cinema e arquitetura.
Dos 74 eventos que compõem a “ossatura” da iniciativa que no próximo ano completa 16 edições, apresentados em conferência de imprensa pelo vereador da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Manuel Vitorino, a maior parte integra a programação anual da cidade.
O programa poderá ainda vir a incluir mais iniciativas culturais apoiadas financeiramente ou logisticamente pelo município, mas promovidas por instituições ou associações e que “já atingiram relevância na programação anual”, como os festivais de cinema e de jazz, entre outros.
O ciclo de concertos Atlântico começa a 18 de janeiro e é “o primeiro evento em que se dá a conjugação de agentes culturais de Viana do Castelo e da Galiza”.
“Vamos cantar o Natal e os Reis como se canta nos dois lados do rio Minho. Nós celebramos mais o Natal, os galegos celebram mais os Reis. É um espetáculo que faz a síntese das afinidades culturais entre os dois povos”, sublinhou o vereador da Cultura.
O segundo concerto “Mar adentro” acontece no dia 17 de fevereiro para marcar a abertura da Capital da Cultura do Eixo Atlântico.
“É uma viagem sonora e visual sobre uma cultura ancestral que é partilhada pela eurorregião. Serão cerca de 100 participantes em palco, com a participação de Daniel Pereira Cristo e Xabier Díaz”, especificou Manuel Vitorino.
Para março, no dia 22 está programado “um evento novo que terá continuidade para lá de 2025” designado “Coração de Viana-Arte pública de bordados”.
“O que se pretende é agarrar nos bordados tradicionais e, em maio, na azulejaria, e a partir dos valores e elementos de identidade cultural de Viana do Castelo trabalhar a sua reinterpretação contemporânea, mobilizando os nossos artistas, escultores, ilustradores, ceramistas para a criação de obras para expor no espaço público, como o mobiliário urbano”, avançou Manuel Vitorino.
Dia 30 de março acontece o primeiro de três concertos intitulados “Sons do Caminho” que “vão percorrer diferentes espaços patrimoniais do Caminho de Santiago da Costa, dinamizando esse itinerário cultural europeu”.
Um dos concertos decorrerá na igreja paroquial de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo, “o templo fora do território espanhol, há mais tempo consagrado ao apóstolo Santiago, 1862”.
Outro evento criado para a Capital da Cultura do Eixo Atlântico é o Open House Viana, em outubro, que pretende “associar as questões da arquitetura patrimonial moderna e contemporânea para dar visibilidade a elementos arquitetónicos ao público”.
Ainda em outubro haverá um encontro de culturas, que já se realiza na cidade e que pretende “celebrar a presença dos imigrantes no território”.
“Só nas escolas de Viana do Castelo, 3% dos alunos são imigrantes, de 50 nacionalidades. É uma realidade com a qual temos de viver e conviver”, frisou o vereador da Cultura.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, que é também presidente do Eixo Atlântico, disse que o município ambiciona ser a “melhor” Capital da Cultura das edições realizadas na eurorregião.
“Queremos mostrar ao mundo a consciência que temos de valorização da identidade que partilhamos (…) Mostrar o que somos, o que nos liga”, afirmou Luís Nobre.
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, destacou a “grande qualidade” da programação preparada pela autarquia e apontou a cultura e a educação “como a melhor arma para combater os extremismos, de qualquer quadrante”.
O responsável referiu ainda a “importância da democratização da cultura e do acesso ao consumo cultural”.
“Facilitando o consumo, facilitamos a criação”, defendeu.
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