A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou as contas relativas a 2025, ano em que registou uma receita de 114,2 milhões de euros e uma despesa de 113,9 milhões, resultando num saldo líquido positivo de 10,5 milhões de euros.

O Relatório de Atividades e Documentos de Prestação de Contas foi aprovado com os votos favoráveis da maioria socialista, a abstenção da coligação PSD/CDS-PP e o voto contra do Chega.
Apesar da taxa de execução orçamental se ter fixado nos 68,4%, o presidente da autarquia, Luís Nobre, destacou tratar-se do ano com “o nível mais elevado de atividade de sempre”, garantindo que não ficaram projetos por concretizar nem houve alteração de prioridades. O documento justifica a execução abaixo do previsto com atrasos na operacionalização de fundos europeus, nomeadamente do Portugal 2030 e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A oposição social-democrata optou pela abstenção, justificando a posição com o facto de os atuais vereadores não integrarem o anterior executivo. Ainda assim, a vereadora Joana Ranhada apontou falhas na concretização de áreas estruturantes e alertou para o aumento da carga fiscal sentida pelos munícipes. Luís Nobre contrapôs, afirmando que não houve agravamento de impostos, mas sim um aumento da base contributiva, impulsionado pelo crescimento do concelho.
Entre as críticas, a coligação PSD/CDS-PP considerou reduzida a verba de 140 mil euros destinada ao empreendedorismo jovem. Já o Chega votou contra, com o vereador José Belo a manifestar preocupação com o volume de horas extraordinárias e com os compromissos financeiros assumidos até 2030.
O relatório aponta ainda para uma execução aquém do previsto no eixo do desenvolvimento económico, com 13,9 milhões de euros realizados face aos 37 milhões orçamentados. No conjunto da despesa, esta área representou 23,5%. Já a Habitação e Urbanização absorveram 12,2 milhões de euros (20,6%) e a Educação 8,1 milhões (13,7%).
Face a 2024, o município registou um crescimento de 20% na receita e de 21% na despesa. A autarquia destaca ainda a segunda maior poupança corrente de sempre, de 13,2 milhões de euros, e o maior montante de fundos europeus captados, num total de 29,9 milhões.
O investimento global atingiu também um máximo histórico, fixando-se em 45,28 milhões de euros, com o investimento direto a alcançar 39,55 milhões — mais do dobro do registado no ano anterior.
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