Um capacete de cortiça que pode ser dobrado foi desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA) a pensar em quem se desloca de bicicleta ou de trotinete, divulgou fonte académica.

O capacete foi testado contra impactos nos laboratórios da Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas (Abimota), de acordo com a norma europeia para capacetes de bicicleta, e foi “aprovado com distinção”, segundo uma nota de imprensa da Universidade.
O capacete, denominado Flattie, ajusta-se à cabeça do utilizador “devido aos materiais e geometrias selecionados, bem como devido ao seu design”.
Gabriel Serra, estudante do Programa Doutoral em Engenharia Mecânica da UA e autor do projeto, garante que, no que à sustentabilidade diz respeito, o capacete “é uma das únicas soluções que permite que as peças sejam desmontadas após o fim de seu ciclo de vida, com o intuito de serem devidamente recicladas, seguindo assim as recomendações da agenda da ONU para o desenvolvimento sustentável”.
“Os capacetes tradicionais não permitem que as peças sejam posteriormente separadas, pois, devido ao seu processo de fabrico, o casco externo e o forro são fundidos um no outro”, explica.
Por outro lado, acrescenta, “os forros em poliestireno expandido (EPS) só garantem proteção para um único impacto, fazendo com que o capacete tenha que ser descartado logo a seguir”.
Ao substituir essa espuma sintética por cortiça, Gabriel Serra, além de possibilitar a reciclagem do forro, desenvolveu um capacete com a capacidade de resistir a múltiplos impactos, uma vez que a cortiça pode suportar grandes deformações sem sofrer fraturas ou danos.
Outra das vantagens do Flattie é a forma rápida e simples como pode ser arrumado: “os capacetes convencionais são bastante volumosos e, por isso, tornam-se difíceis de serem transportados de modo conveniente”.
Já o Flattie tem a vantagem de “ser facilmente arrumado, pois pode-se se dobrar a ponto de ocupar o espaço de um pequeno computador portátil”.
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