Com a chegada de maio, volta a repetir-se um dos costumes mais antigos e simbólicos da cultura popular portuguesa: a colocação das “maias” nas portas e janelas das habitações. De Norte a Sul do país, sobretudo em zonas rurais, ramos de giesta amarela são usados para assinalar a entrada no mês de maio e afastar o chamado “mau olhado”.

A tradição, que ocorre na noite de 30 de abril para 1 de maio, mantém-se viva em várias comunidades, onde a giesta é vista não apenas como elemento decorativo, mas também como símbolo de proteção, fertilidade e renovação da natureza. A sua cor amarela está associada à luz, à vida e ao fim do inverno, dando as boas-vindas à primavera.
Segundo várias interpretações etnográficas, trata-se de um ritual com origens pagãs que terá sido posteriormente integrado em práticas cristianizadas, variando a sua expressão conforme as regiões. No Norte do país, é comum acreditar-se que o cheiro da giesta ajuda a afastar energias negativas, levando muitas famílias a colocá-la não só nas entradas das casas, mas também em automóveis e outros espaços.
Em algumas zonas de Trás-os-Montes e das Beiras, a tradição cruza-se ainda com hábitos gastronómicos, como o consumo de castanhas no dia 1 de maio, associado a antigos provérbios populares. Já noutras regiões persistem rituais como o “Maio-Moço” ou a “Marafona”, que reforçam a diversidade cultural associada a esta época do ano.
Historiadores e etnógrafos referem ainda possíveis ligações à Antiguidade Clássica, nomeadamente à deusa romana Maia, associada à fertilidade e à primavera, o que poderá ter influenciado a simbologia atual da tradição.
Independentemente das variações regionais, o mês de maio continua a ser visto como um período de renovação e celebração da natureza, mantendo viva uma prática que atravessa gerações e preserva a identidade cultural do país.
O concelho de Caminha volta a receber, no final deste mês, o Festival Âncora Folk, que este ano assume um significado especial ao celebrar os 50 anos do Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora. A edição comemorativa reunirá grupos folclóricos de quatro países, reforçando a dimensão internacional de um dos mais antigos encontros de culturas tradicionais da região.
As “Pataniscas Três Milhos” conquistaram o júri da 28.ª edição do Concurso Gastronómico da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, que este ano teve o milho como ingrediente obrigatório.
O árbitro Bruno Pires Costa, filiado na Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC), foi nomeado pela UEFA para integrar a equipa de arbitragem do encontro entre o Derry City, da Irlanda do Norte, e o HNK Rijeka, da Croácia.
A Câmara de Viana do Castelo aprovou, esta quinta-feira, a abertura do concurso público para a construção do novo Polo de Arqueologia, na Zona Empresarial da Praia Norte. A empreitada tem um preço base de 1,23 milhões de euros e deverá ficar concluída no prazo de um ano.
A Águas do Alto Minho revelou que serve atualmente mais de 196 mil clientes nos sistemas de abastecimento de água e saneamento, através de uma rede com cerca de 5.800 quilómetros. Os dados foram apresentados nas III Jornadas de Desenvolvimento, realizadas no Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira.
O vianense João Veloso sagrou-se, este domingo, campeão do mundo de Sub-23 na classe BLM1x, em Duisburgo, na Alemanha, tornando-se o primeiro português de sempre a conquistar o título mundial nesta categoria de remo.
A 41.ª edição do festival “Folk – O Mundo a Dançar” realiza-se entre 1 e 10 de agosto, levando música, dança e tradições de vários países a diferentes localidades do Alto Minho e à Galiza.