A Câmara Municipal de Viana do Castelo lançou, esta sexta-feira, no âmbito das comemorações dos 176 anos de elevação de Viana a cidade, o tomo 57 dos “Cadernos Vianenses”, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal.

A publicação municipal reúne um conjunto de textos, artigos, opiniões, ideias e testemunhos que representam o perpetuar do passado, valorizando o presente e preparando o futuro, e foi classificada pelo Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, como “a celebração da identidade coletiva dos vianenses”.
A edição, um dos mais bem sucedidos projetos editoriais da autarquia, foi coordenada por Rui A. Faria Viana e assume-se também como uma verdadeira homenagem ao autor de literatura infantil, poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo António Manuel Couto Viana. Assim, este tomo inicia com Centenário do Nascimento de António Manuel Couto Viana, com 15 textos em torno desta personalidade vianense. Na sua intervenção, Luís Nobre enfatizou o facto do Tomo 57 “se associar ao nosso poeta e despertar a curiosidade de todos para este ilustre vianense”.
Agradecendo o momento especial da apresentação da edição, o autarca lembrou que são estes os exemplos da preservação de toda uma identidade dos vianenses, onde se destaca Couto Viana, lembrado também pelo Vereador da Cultura, Manuel Vitorino, pelo “bom legado da obra, assim como o é também o concurso literário onde se constata o quão vivo está o autor”.
“Homenagem a António Manuel Couto Viana no centenário do seu nascimento (1923-2023)”, de Rui A. Faria Viana, “Em louvor de António Manuel Couto Viana, poeta lusíada”, de José Carlos Seabra Pereira, e “Viagens pelas ligações afetivas de António Manuel Couto Viana a Ponte de Lima”, de José Pereira Fernandes, são os primeiros contributos desta publicação.

“António Manuel Couto Viana – o poeta nos primeiros anos”, de António Matos Reis, “Centenário de dois poetas vianenses inseparáveis: António Manuel Couto Viana e Fernando de Paços”, de José Veiga Torres, “Quatro revistas literárias na vida e na obra de A. M. Couto Viana”, por Artur Anselmo, são outros textos que recordam o ilustre escritor.
“António Manuel Couto Viana e as memórias de Macau”, por António Aresta, “O Claro Itinerário (António Manuel Couto Viana)”, de Isabel Ponce de Leão, “António Manuel Couto Viana – o poeta, o mentor e o amigo”, de Manuel Sobral Torres, são textos que se juntam a “O Avestruz Lírico” (1948), de Manuel de Freitas, “Correspondência de António Manuel Couto Viana para Luís Amaro”, de António José Barroso, “Coração Arquivista” de Inês Dias, “Cinco rosas para António Manuel Couto Viana”, de Luís Manuel Gaspar e Manuel de Freitas, “Saudação a António Manuel Couto Viana nos seus cem anos”, de José Valle de Figueiredo, e a “António Manuel Couto Viana”, de António Cândido Franco.
Na secção de Património, s textos dedicados a temáticas diversas: “Museu: centenário e coleções”, de Regina Pereira, Ricardo Rodrigues e Henrique Costa, “Concelho de Viana do Castelo: a talha no Vale do Neiva e o mestre entalhador Ambrósio Coelho”, de Francisco José Carneiro Fernandes, bem como “Estudo preliminar dos picos pré-históricos de Viana do Castelo – fundo de Adalberto Enes”, de Marisa Magalhães.
Na secção Memória, encontram-se ainda “Memória anacrónica – tríptico monumental da Praça da República”, de Manuel Brázio, e “Notas sobre a tuberculose em Viana do Castelo”, de Gonçalo Fagundes Meira. Por fim, nos Continuados, “Arquivo Municipal de Viana do Castelo: descrição monumental (parte V)”, de António Maranhão Peixoto.
No final da apresentação desta edição, foi ainda inaugurada a exposição “Marginal Viana do Castelo Memória Anacrónica”, a partir dos espólios fotográficos de “Arquivo e Memória” de Gualberto Boa-Morte. Manuel Filgueiras Tilve e Severino Costa e o Fundo Postal.
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