O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) denunciou hoje mais um despedimento coletivo na fábrica da Coindu, em Arcos de Valdevez, abrangendo mais de 30 trabalhadores e apelou à intervenção das entidades oficiais.

“Depois de um despedimento de várias centenas de trabalhadores na Coindu, em Arcos de Valdevez, em novembro de 2023, esta estrutura sindical foi agora informada que haverá novo despedimento coletivo, desta feita abrangendo mais de três dezenas de trabalhadores naquela unidade, como parte de um plano de reestruturação”, refere o SIMA em comunicado.
A agência Lusa contactou a administração da Coindu, fabricante de componentes para o setor automóvel, mas ainda não obteve resposta.
Para o SIMA, “a empresa tem um valor estratégico muito grande para região em que está situada” e considera que o “contínuo recurso ao despedimento coletivo leva que seja urgente a intervenção das estruturas municipais, como o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para avaliar a qualificação ou requalificação dos trabalhadores”.
O SIMA reclama ainda a intervenção “do Ministério do Trabalho, através da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT)”.
“O SIMA entende que é necessária uma estratégia para estes trabalhadores e avaliar a possibilidade de integração”, refere a nota.
O sindicato diz estar “muito preocupado com o futuro da unidade e dos trabalhadores” face aos “consecutivos despedimentos coletivos”.
Em novembro último, em resposta, por escrito, a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, a Coindu anunciou “a intenção de proceder a um despedimento coletivo de 103 dos 2.300 trabalhadores”, e garantiu “não haver lugar ao encerramento de qualquer das suas unidades de produção”.
“Trata-se de um procedimento transparente e fundamentado, que vem decorrendo com a maior serenidade e com a compreensão por parte dos trabalhadores da Coindu”, sustentava a empresa.
Na resposta então à Lusa, a Coindu adiantava que iria “continuar a mover esforços no sentido de conseguir novas nomeações de projetos e manter em pleno funcionamento todas as unidades de Portugal, conforme tem vindo a ser praticado nos últimos 35 anos”.
“Neste sentido, a Coindu tem vindo a fazer um grande investimento nas áreas tecnológicas com vista a um posicionamento competitivo face aos mercados concorrentes de baixo custo”, acrescentou.
Em Portugal, a Coindu, fundada em 1988, tem unidades fabris em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, e em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga.
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