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Símbolos da Jornada Mundial da Juventude começam hoje peregrinação em Viana do Castelo

29 Dezembro, 2022 | 10:21
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Eduarda Alves
2 min. leitura

Os dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) - a cruz peregrina e o ícone mariano - vão começar a peregrinação pela Diocese de Viana do Castelo com uma procissão ao mar. A iniciativa, que decorrerá hoje, numa fragata das Forças Armadas, contará com a participação “extraordinária” das imagens da Nossa Senhora d’ Agonia e de S. Bartolomeu dos Mártires.

Os símbolos vão percorrer os dez Arciprestados entre dezembro e janeiro. Nos dias 2, 3 e 4 irão para Caminha; nos dias 5, 6 e 7 em Vila Nova de Cerveira; 08 e 09 em Paredes de Coura; nos dias 10 e 11 em Valença; nos dias 12, 13 e 14 em Monção; nos dias 15 e 16 em Melgaço; nos dias 17, 18 e 19 em Arcos; nos dias 20 e 21 em Ponte da Barca; nos dias 22 a 25 em Ponte de Lima; e nos dias 26 a 29 em Viana do Castelo.

Será a 29 de janeiro de 2023 que decorre a peregrinação, com início na Praça da Liberdade, e a celebração final, na Sé Catedral de Viana do Castelo.

Programa para esta quinta-feira,  29 de dezembro, no acolhimento dos Símbolos da JMJ em Viana do Castelo:

13h15 – Trasladação dos andores de Nossa Senhora d’Agonia e de São Bartolomeu dos Mártires do Santuário de Nossa Senhora d’Agonia para a Igreja de São Domingos

16h00 – Receção dos Símbolos da JMJ no Centro Cultural *

17h00 – Chegada dos Símbolos à Igreja de São Domingos

                – Entronização dos Símbolos

                – Terço

                – Eucaristia (Transmissão em direto na Viana TV)

21h00 – Vigília de Oração na Igreja de São Domingos.

A Cruz peregrina

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis.

Tem-se afirmado como um sinal de esperança em locais particularmente sensíveis. Em 1985, esteve em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa. Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que
vitimaram quase 3000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil.

O ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani

Desde 2003 que a cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este ícone foi introduzido ainda pelo Papa João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália. É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

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