Sem carrosséis ou farturas, a Romaria em honra de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, mantém “a mesma essência há 200 anos”, aspeto considerado diferenciador para a classificação, em fase final, como Património Cultural Imaterial.

Em declarações à agência Lusa, o diretor da Casa das Artes, Nuno Soares, adiantou que a candidatura “já foi validada, aguardando apenas a assinatura do ministro da Cultura e a publicação em Diário da República”.
A romaria, com 200 anos, decorre entre quinta-feira e 08 de setembro e é promovida pela Confraria da Nossa Senhora da Peneda, no Santuário da Senhora da Peneda, na freguesia da Gavieira, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).
Um “dos aspetos diferenciadores que conduziu à classificação é que uma parte substancial está relacionada com a metodologia da festa que mantém a sua essência original”, afirmou Nuno Soares.
“Não há carrosséis, farturas e música a não ser popular. É uma experiência de comunhão com o sagrado e o profano, e com um espaço de grande misticismo e de beleza atroz”, frisou Nuno Soares.
Segundo o responsável, “existem referências em muitos clássicos da literatura local e regional que referem a Peneda como a maior romaria do Alto Minho, por decorrer durante sete dias”.
“Se concentrássemos as pessoas que passam durante os sete dias da romaria, tal como todas as romarias marianas realizadas em setembro, a da Senhora da Peneda é a maior de todas. Atraia pessoas de todos os lados do país e da Galiza”, acrescentou.
Nuno Soares destacou que o local “não é um local onde passe uma autoestrada. Viaja-se por uma estrada, em PNPG, num espaço belíssimo, mas inóspito”, referiu.
“É uma celebração que acontece no grande terreiro que está na base do santuário. É como se a parte religiosa, a capela e a escadaria das Virtudes até ao templo ficasse apenas presente e a parte pagã tomasse conta do terreiro, onde se juntam comunidade e párocos num momento de partilha de emoções”, contou.
Foi concluída a empreitada de melhoria da iluminação do campo de jogos e da pista de atletismo e de proteção contra descargas atmosféricas do Estádio Municipal Manuela Machado, em Viana do Castelo. A intervenção representou um investimento municipal de 164.700 euros.
Darque e Afife recebem hoje e amanhã, dias 16 e 17 de outubro, dois espetáculos integrados no ciclo da Platea — Plataforma de Teatro Amador do Alto Minho, que prossegue a sua programação no concelho de Viana do Castelo.
Viana do Castelo acolhe, até ao próximo domingo, 18 de outubro, a Exposição Filatélica Nacional, que reúne expositores portugueses e coleções de valor histórico, documental e cultural.
A exposição «Viana à Mesa: 1920–1970», promovida pela Ephemera, está patente até 31 de outubro nos antigos Paços do Concelho, em Viana do Castelo. A mostra propõe uma viagem por cinquenta anos de hábitos alimentares, práticas culinárias e formas de convívio.
O Trilho Caminho dos Mortos, em Merufe, recebe este domingo, 18 de outubro, uma caminhada de cerca de 13 quilómetros, integrada no projeto «Descobrir Monção a Caminhar 2026». A iniciativa tem um custo de três euros por participante, com a receita a reverter a favor da Associação Mão de Mimos.
O VII Torneio Zé Natário – Cidade de Viana do Castelo, em hóquei em patins, começa hoje, no Pavilhão José Natário, com a participação da Juventude Viana, FC Porto, UD Oliveirense e AA Espinho. A competição prolonga-se até amanhã e integra as comemorações dos 50 anos do clube vianense.
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