Os portugueses foram este domingo, 18 de janeiro, às urnas para escolher o próximo Presidente da República, mas nenhum dos candidatos conseguiu obter a maioria absoluta dos votos. As eleições presidenciais de 2026 terão, assim, uma segunda volta marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, que será disputada entre António José Seguro e André Ventura.

De acordo com os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista, foi o mais votado na primeira volta, com 31,11% dos votos. Na reação aos resultados, Seguro afirmou que “venceu a democracia” e mostrou-se confiante numa vitória na segunda volta, apelando à união de democratas, progressistas e humanistas para “derrotar os extremismos”.
Em segundo lugar ficou André Ventura, líder do Chega, que obteve 23,52% dos votos. O candidato considerou que apenas poderá perder a segunda volta “por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita”.

A terceira posição foi ocupada por João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16% dos votos. Seguiu-se o independente Henrique Gouveia e Melo, com 12,32%, e Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD, que ficou em quinto lugar com 11,30%.
À esquerda do espectro político, Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, obteve 2,06%, enquanto António Filipe, apoiado pelo PCP, alcançou 1,64%. Jorge Pinto, do Livre, ficou pelos 0,68%, atrás do independente Manuel João Vieira, que recolheu 1,08% dos votos.
Entre os candidatos menos votados estiveram os independentes André Pestana da Silva, com 0,19%, e Humberto Correia, que registou apenas 0,08%, o resultado mais baixo destas presidenciais.
Com estes resultados, o país prepara-se agora para uma segunda volta decisiva, que colocará frente a frente António José Seguro e André Ventura, num confronto que promete marcar o debate político das próximas semanas.
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