Cada vez sinto menos vontade de dar importância às redes sociais. Vivemos num mundo cada vez mais perigoso, e uma parte significativa dessa perigosidade encontrou nestas plataformas um terreno fértil para crescer e normalizar-se.
Sinto que as redes sociais estão a ser cada vez mais dominadas pela agressividade. A racionalidade vai perdendo espaço para a emoção, sobretudo para a raiva, e a divergência deixou de ser um exercício saudável de pensamento crítico para passar a ser vivida como ataque pessoal. Em vez de argumentos, multiplicam-se desqualificações; em vez de diálogo, instala-se a lógica do “nós contra os outros”.
Também a comunicação social tem responsabilidade neste ambiente. Vejo com frequência títulos e programas que recorrem a palavras como “humilhação”, “arrasado”, “esmagado” ou “destruição”, não para informar melhor, mas para provocar reação imediata. Quando isso acontece, deixamos de ser convidados a compreender e passamos a ser empurrados para tomar partido, muitas vezes guiados pela raiva.
Em paralelo, os extremos ganham terreno porque se ligam ao que há de pior em nós: o medo, o ressentimento, o desejo de exclusão. Não me surpreende que tantas pessoas se sintam atraídas por líderes autoritários precisamente pelos seus traços mais sombrios, racismo, xenofobia, violência, como se isso validasse sentimentos que nunca foram verdadeiramente enfrentados.
Ainda assim, continuo a acreditar que a nossa essência deveria ser guiada pelo que temos de melhor, e não pelo que temos de pior. Porque não escolher esperança em vez de medo? Compaixão em vez de desprezo? Cooperação em vez de opressão? A esperança exige responsabilidade, a compaixão exige humanidade e a cooperação exige maturidade.
Um novo ano começa. Não me parece que venha a ser um “Bom Ano Novo”. Mas deixo, com sinceridade, o desejo de que seja pelo menos melhor do que o ano que termina, com mais lucidez do que ruído, mais empatia do que agressividade e mais cooperação do que confronto. Resistir à raiva e à polarização não me parece ingenuidade; parece me uma escolha consciente, necessária e cada vez mais urgente.
A Câmara de Arcos de Valdevez abriu concurso público para a criação de uma galeria cultural, com preço base de 1,5 milhões de euros, acrescido de IVA. As propostas podem ser apresentadas até às 18h00 do dia 12 de fevereiro, e o prazo de execução da obra é de um ano.
Já é oficial. A partir de 10 de abril, devolver garrafas e latas de bebidas nos supermercados vai permitir recuperar dinheiro. O valor do depósito foi fixado em 10 cêntimos por embalagem, segundo despacho publicado em Diário da República.
A Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, em Ponte de Lima, recebeu esta semana cerca de duas dezenas de estudantes e docentes espanhóis no âmbito de um intercâmbio educativo dedicado às áreas da agricultura e da floresta.
O Santa Luzia FC esteve em grande plano na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal Feminina de Futsal, ao vencer de forma categórica o Núcleo SCP de Pombal por 0-6, este sábado, no Pavilhão Municipal Manuel Eduardo Gomes, garantindo o apuramento para a fase seguinte da competição.
A Juventude Viana conquistou, na noite deste sábado, uma importante vitória frente ao Termas Oquei Clube, por 3-1, em encontro da 13.ª jornada do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão de Hóquei em Patins.
O Sport Clube Vianense continua em grande momento de forma e confirmou-o este sábado, ao vencer o Tirsense por 3-1, no Estádio Dr. José de Matos, em jogo a contar para a 15.ª jornada da Série A do Campeonato de Portugal.
O arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima, recentemente certificado como Especialidade Tradicional Garantida (ETG), continua a ser um motor económico no concelho.