Cada vez sinto menos vontade de dar importância às redes sociais. Vivemos num mundo cada vez mais perigoso, e uma parte significativa dessa perigosidade encontrou nestas plataformas um terreno fértil para crescer e normalizar-se.

Sinto que as redes sociais estão a ser cada vez mais dominadas pela agressividade. A racionalidade vai perdendo espaço para a emoção, sobretudo para a raiva, e a divergência deixou de ser um exercício saudável de pensamento crítico para passar a ser vivida como ataque pessoal. Em vez de argumentos, multiplicam-se desqualificações; em vez de diálogo, instala-se a lógica do “nós contra os outros”.
Também a comunicação social tem responsabilidade neste ambiente. Vejo com frequência títulos e programas que recorrem a palavras como “humilhação”, “arrasado”, “esmagado” ou “destruição”, não para informar melhor, mas para provocar reação imediata. Quando isso acontece, deixamos de ser convidados a compreender e passamos a ser empurrados para tomar partido, muitas vezes guiados pela raiva.
Em paralelo, os extremos ganham terreno porque se ligam ao que há de pior em nós: o medo, o ressentimento, o desejo de exclusão. Não me surpreende que tantas pessoas se sintam atraídas por líderes autoritários precisamente pelos seus traços mais sombrios, racismo, xenofobia, violência, como se isso validasse sentimentos que nunca foram verdadeiramente enfrentados.
Ainda assim, continuo a acreditar que a nossa essência deveria ser guiada pelo que temos de melhor, e não pelo que temos de pior. Porque não escolher esperança em vez de medo? Compaixão em vez de desprezo? Cooperação em vez de opressão? A esperança exige responsabilidade, a compaixão exige humanidade e a cooperação exige maturidade.
Um novo ano começa. Não me parece que venha a ser um “Bom Ano Novo”. Mas deixo, com sinceridade, o desejo de que seja pelo menos melhor do que o ano que termina, com mais lucidez do que ruído, mais empatia do que agressividade e mais cooperação do que confronto. Resistir à raiva e à polarização não me parece ingenuidade; parece me uma escolha consciente, necessária e cada vez mais urgente.
A terceira edição do Acampamento Juvenil Diocesano (JUBIGO) vai decorrer entre 28 de julho e 1 de agosto, nos arciprestados de Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira. A iniciativa deverá reunir centenas de jovens provenientes de diferentes pontos da Diocese de Viana do Castelo.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo iniciou a demolição do antigo acampamento de Vila Nova de Anha, depois de ter realojado as famílias que ali residiam em habitações municipais.
Dois músicos ligados a algumas das mais prestigiadas orquestras europeias atuam este domingo, 26 de julho, no Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira, no encerramento da segunda edição do Festival Terras de Cervaria.
A árbitra Filipa Pereira Cunha, natural de Valença, foi nomeada pela UEFA para dirigir um encontro da primeira ronda de qualificação da Liga dos Campeões feminina.
A K-Bridge, uma plataforma de Inteligência Artificial desenvolvida por três estudantes do Politécnico de Viana do Castelo, venceu a fase regional da 22.ª edição do Poliempreende. O projeto vai representar a instituição na final nacional do concurso, marcada para setembro, na Universidade do Algarve.
A redução do número de incêndios e a melhoria da resposta operacional não evitaram que cerca de 271 mil hectares ardessem em Portugal em 2025. A Quercus alerta que a vulnerabilidade da paisagem continua por resolver e defende uma aposta mais forte na prevenção.
A União das Freguesias de Viana do Castelo e Meadela alertou moradores e comerciantes para a deposição irregular de resíduos no centro histórico da cidade, onde vigora um sistema de recolha porta a porta.