Cada vez sinto menos vontade de dar importância às redes sociais. Vivemos num mundo cada vez mais perigoso, e uma parte significativa dessa perigosidade encontrou nestas plataformas um terreno fértil para crescer e normalizar-se.

Sinto que as redes sociais estão a ser cada vez mais dominadas pela agressividade. A racionalidade vai perdendo espaço para a emoção, sobretudo para a raiva, e a divergência deixou de ser um exercício saudável de pensamento crítico para passar a ser vivida como ataque pessoal. Em vez de argumentos, multiplicam-se desqualificações; em vez de diálogo, instala-se a lógica do “nós contra os outros”.
Também a comunicação social tem responsabilidade neste ambiente. Vejo com frequência títulos e programas que recorrem a palavras como “humilhação”, “arrasado”, “esmagado” ou “destruição”, não para informar melhor, mas para provocar reação imediata. Quando isso acontece, deixamos de ser convidados a compreender e passamos a ser empurrados para tomar partido, muitas vezes guiados pela raiva.
Em paralelo, os extremos ganham terreno porque se ligam ao que há de pior em nós: o medo, o ressentimento, o desejo de exclusão. Não me surpreende que tantas pessoas se sintam atraídas por líderes autoritários precisamente pelos seus traços mais sombrios, racismo, xenofobia, violência, como se isso validasse sentimentos que nunca foram verdadeiramente enfrentados.
Ainda assim, continuo a acreditar que a nossa essência deveria ser guiada pelo que temos de melhor, e não pelo que temos de pior. Porque não escolher esperança em vez de medo? Compaixão em vez de desprezo? Cooperação em vez de opressão? A esperança exige responsabilidade, a compaixão exige humanidade e a cooperação exige maturidade.
Um novo ano começa. Não me parece que venha a ser um “Bom Ano Novo”. Mas deixo, com sinceridade, o desejo de que seja pelo menos melhor do que o ano que termina, com mais lucidez do que ruído, mais empatia do que agressividade e mais cooperação do que confronto. Resistir à raiva e à polarização não me parece ingenuidade; parece me uma escolha consciente, necessária e cada vez mais urgente.
O SC Vianense venceu este sábado o CD Trofense, por 2-0, no Estádio Dr. José de Matos, em Viana do Castelo, e somou o primeiro triunfo na edição 2026/27 da Liga 3.
O novo desfile “Domingar na Romaria” estreia-se este domingo, 16 de agosto, constituindo um dos principais destaques do segundo dia da Romaria d’Agonia.
A Praça da República, em Ponte da Barca, recebe este domingo, 16 de agosto, às 21h30, a terceira edição do Festival da Diáspora, uma iniciativa municipal dedicada à comunidade emigrante.
O Club Lote 5, na Marina de Viana do Castelo, vai receber o Agonia Music Fest, uma iniciativa que promete prolongar a animação noturna durante a Romaria de Nossa Senhora d’Agonia.
O Festival CA Vilar de Mouros regressa entre 18 e 22 de agosto, reunindo durante cinco dias vários nomes de destaque da música nacional e internacional na vila minhota.
O SC Vianense estreia-se este sábado perante os seus adeptos na edição 2026/2027 da Liga 3, recebendo o Trofense no Estádio Dr. José de Matos, em jogo da segunda jornada da competição.
A Polícia de Segurança Pública vai reforçar o policiamento durante a Romaria de Nossa Senhora d’Agonia, que decorre entre 15 e 23 de agosto, em Viana do Castelo. O dispositivo contará com equipas especializadas, efetivos provenientes de outros comandos e sistemas de videovigilância através de drones.