Logo
Opinião

OPINIÃO: Equilíbrio, Exigência e Esperança num Portugal de todos e para todos

21 Janeiro, 2026 | 11:55
Partilhar
António José Seguro
3 min. leitura

Vivemos um momento exigente da nossa vida democrática, em que se torna essencial reafirmar aquilo que nos une enquanto país.

Foi com esse espírito que me dirigi aos portugueses: com respeito por todos os eleitores, por todos os candidatos e, acima de tudo, com a convicção de que a democracia portuguesa é mais forte quando se constrói na inclusão, no diálogo e na recuperação da confiança de quem não acredita, não participa ou que escolhe o protesto inconsequente, que nada resolve.

Ao longo deste caminho, semeámos esperança e colhemos confiança. Confiança num projeto que não pertence a um partido, nem a uma fação, mas que se afirma como a casa comum de todos os democratas, progressistas e humanistas. Um projeto livre, independente, sem amarras, que coloca Portugal acima de qualquer interesse particular.

A democracia venceu. E continuará a vencer sempre que soubermos unir os portugueses em torno do chão comum que nos permite viver em liberdade e segurança, conviver com dignidade e afirmar a realização plena de cada pessoa, sem distinções, sem exclusões, sem rótulos. Não há portugueses de primeira nem de segunda. Somos todos Portugal.

Regressei à vida pública para unir, nunca para dividir. O Presidente da República deve ser o Presidente de todos, leal à Constituição, defensor dos valores fundamentais e atento às reais dificuldades das pessoas. Há muito para cuidar e muito para mudar. A começar pela saúde, onde o acesso atempado aos cuidados é hoje uma exigência ética e democrática. Mas também na desigualdade persistente entre mulheres e homens, na pobreza que atinge demasiados portugueses, nos salários e pensões insuficientes e na falta de habitação que bloqueia o futuro dos mais jovens.

A política que faz sentido é a que melhora a vida das pessoas. A política com propósito, com ambição e com exigência. Um país moderno e justo precisa de um Estado que funcione, de uma economia mais competitiva, de empregos qualificados e de salários dignos. Precisa de criar riqueza para gerar oportunidades de afirmação individual ou comunitária e garantir que o futuro não é sinónimo de emigração forçada dos jovens e de adiamento permanente da autonomia.

Escolho a esperança como bandeira. Não uma esperança vazia, mas uma esperança ancorada no trabalho, no mérito, na igualdade, no cuidado com os mais velhos e no investimento nos jovens. Uma esperança que aposta no conhecimento, na ciência, na inovação, na cultura e na identidade que nos une como povo. Uma esperança que pensa nas próximas gerações quando decide no presente.

Na minha visão de Portugal, todos contam. Cada cidadão, cada região, cada comunidade tem um papel a desempenhar. É urgente recuperar o sentido de comunidade e reforçar o nosso chão comum, condição essencial para vivermos em paz, com coesão e com qualidade de vida crescente entre gerações.

É também nesse quadro que importa valorizar tudo aquilo que reforça a democracia de proximidade e a ligação entre cidadãos e território. Um país que não deixa ninguém para trás é um país atento aos sinais que podem fragilizar essa ligação, incluindo aqueles que afetam o acesso à informação e à participação cívica em algumas zonas do interior. A coesão nacional constrói-se garantindo igualdade de atenção e de voz em todo o território e onde existirem portugueses.

Este é um tempo de escolha: entre o medo e a esperança, entre a divisão e a união, entre o extremismo e a democracia serena. Portugal é mais forte quando se mobiliza pela positiva, quando confia em si próprio e quando escolhe líderes que unem, cuidam e respeitam.

Por amor a Portugal, continuaremos este caminho, onde cabem todos os democratas, com equilíbrio, ambição e esperança. A vitória que procuramos não é de um contra outro. É a vitória da democracia, da liberdade e de um país inteiro que acredita no seu futuro. Já a 8 de fevereiro.

António José Seguro, Candidato a Presidente da República.

Programas de Autor

Episódios Recentes Ver Mais

Notícias

Desporto 21 Janeiro, 2026

AFVC promove primeira reunião de Direção descentralizada em Viana do Castelo

A Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC) realizou, na passada segunda-feira, 19 de janeiro, a sua primeira reunião de Direção descentralizada, numa iniciativa inédita que teve lugar no concelho de Viana do Castelo e que pretende reforçar a proximidade com clubes e autarquias do distrito.

Nacional 21 Janeiro, 2026

Depressão Ingrid traz chuva, neve, vento e forte agitação marítima a Portugal

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê vários dias de condições meteorológicas adversas em Portugal continental devido à passagem da depressão Ingrid, que afetará o país entre esta quinta-feira, 22, e domingo, 25 de janeiro.

Internacional 21 Janeiro, 2026

Viana do Castelo leva o turismo à FITUR 2026 em Madrid

Viana do Castelo estará, entre os dias 21 e 25 de janeiro, na 46.ª edição da Feira Internacional de Turismo – FITUR, em Madrid, com stand próprio no Pavilhão P04, n.º 4G01A. A participação reforça a estratégia do Município de promover o concelho como destino turístico de excelência.

Cultura 21 Janeiro, 2026

Teatro Mochos no Telhado estreia em Paredes de Coura peça sobre imigração e fronteiras

A companhia de teatro Mochos no Telhado regressa a Paredes de Coura esta sexta-feira, 23 de janeiro, para apresentar a peça "Era uma vez uma linha de fronteira, aqueles que a atravessaram e o porquê de o terem feito", no Centro Cultural, às 21h30.

Nacional 21 Janeiro, 2026

Viana do Castelo recebe campanha “Viaje Sem Pressa” contra o excesso de velocidade

A cidade de Viana do Castelo vai acolher na próxima segunda-feira a fase final da campanha “Viaje Sem Pressa”, iniciativa que visa sensibilizar os condutores para os riscos do excesso de velocidade. A ação combina sensibilização da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) com fiscalização da PSP e GNR.

Regional 21 Janeiro, 2026

Dia da Cidade: Luís Nobre exige mudança urgente no financiamento das autarquias

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, defendeu esta terça-feira uma revisão urgente da atual fórmula de cálculo do Financiamento das Autarquias Locais, que considerou “opaca” e desajustada às realidades dos municípios.

Regional 21 Janeiro, 2026

Viana do Castelo investe mais de 2 milhões de euros na requalificação de centros de saúde

O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade, a adjudicação das obras de requalificação dos centros de saúde de Darque, Barroselas e Lanheses, num investimento total que ultrapassa os 2,1 milhões de euros (acrescido de IVA), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).