Não é de agora a tendência crescente, nas nossas escolas, da generalização de ambientes de aprendizagem virtual.

“A Suécia decidiu acabar com os “tablets” nas escolas para regressar aos tradicionais manuais escolares em papel. A decisão é tomada com base em vários estudos que demonstram que os ecrãs interactivos refreiam o desenvolvimento da inteligência. A presença dos tablets na sala de aula estava a ser mais prejudicial do que benéfica para um saudável desenvolvimento da aprendizagem. A notícia foi publicada quinta-feira, dia 1, na página 20 do jornal francês “Liberation”.”
Não é de agora a tendência crescente, nas nossas escolas, da generalização de ambientes de aprendizagem virtual.
Professores e alunos fazem já uma utilização intensiva dos recursos educativos digitais disponibilizados pelas diversas editoras que, cumulativamente com a aquisição dos manuais em papel, proporcionam o acesso ao manual digital.
No concelho de Viana do Castelo, na sua generalidade, as escolas estão hoje em dia equipadas de boas estruturas tecnológicas. A utilização do computador ou de quadros interactivos, o uso de tablets e até de smartphones – estes menos comuns nas salas de aula -, fazem a diferença como suporte e mediadores de novas formas de proporcionar aprendizagens significativas.
Um manual digital interactivo é, efectivamente, um factor de mudança, quando alicerçado em ambientes de aprendizagem activa, que se desejam e que, a generalizar-se com os adequados equipamentos de suporte, poderá implicar mudar totalmente o paradigma do ensinar e aprender.
Portanto, merece séria ponderação dotar a comunidade escolar de uma solução tecnológica abrangente, que se adeque aos diferentes contextos de aprendizagem, quer em sala de aula, quer no estudo autónomo nos diferentes níveis de ensino.
Contudo, há igualmente que ponderar e avaliar os impactos da sua eventual universalização, que muitos preconizam. É que a bondade da pretensão pode resultar, não na atenuação, mas sim em descriminação e na potenciação de diferenças sociais e económicas e, a longo prazo, em prejuízos no próprio processo de aprendizagem.
É do conhecimento público a existência de projectos piloto e estudos a decorrer nesta área. Há que os concluir e avaliar adequadamente, nomeadamente no que respeita aos impactos e objectivos pretendidos.
Com efeito, é inegável haver indícios que apontam vantagens na dimensão da motivação e da aquisição de competências transversais. Todavia, segundo um estudo da Universidade Católica Portuguesa, o impacto na aprendizagem e, mais concretamente, a relevância nos resultados escolares, não é ainda suficientemente concludente.
Não basta tecnologia, espaço e alunos para que as aprendizagens se façam. A realidade não é assim, há outras dimensões a considerar.
A título de exemplo: um estudo realizado em 10 países europeus – Portugal incluído – e asiáticos, levado a cabo na London School of Economics pelo Departamento Media & Communications, concluiu que escrever à mão e ler – livros ou material didáctico – em papel, facilita a concentração e proporciona uma maior absorção de informação.
Este estudo vem ao encontro das razões subjacentes à decisão na Suécia.
Pretende-se fazer mais e melhor com menos, ensinar e aprender melhor. Mas um processo de
simples substituição de manuais em papel por manuais em suporte digital exige prudência e ponderação.
Para ter um eventual sistema 1:1, seja por acção institucional, seja numa política de BYOD (Bring your own device = traz o teu próprio equipamento), naturalmente, para introduzir novas e adequadas metodologias e estratégias educativas, há que considerar o que outros países já concluíram: que o digital nem sempre é o melhor.
Devo ainda salientar que, segundo o artigo no “Liberation”, “a leitura em ecrã fica menos “impressa” na memória do que a leitura em papel (…), sendo sublinhado “que a escola reclama paciência, um discurso personalizado, o diálogo, o questionamento para compreender o mundo”.
No meu entendimento, o equilíbrio e a complementaridade deverão ser considerados, nunca a desmaterialização generalizada ou definitiva dos manuais escolares.
A freguesia de Santa Marta de Portuzelo prepara-se para viver, entre os dias 9 e 12 de julho, mais uma edição das tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Silva, que terão lugar em Souto da Silva, num programa que alia a devoção religiosa, a música, a gastronomia e as tradições populares.
A contagem decrescente para a estreia de "Viana, A Lenda dos Corações de Ouro" já começou. A maior produção portuguesa de animação de sempre chega às salas de cinema no próximo 19 de novembro, levando ao grande ecrã uma história inspirada na lenda medieval que está na origem dos emblemáticos Corações de Viana.
Seis atletas vão protagonizar, no próximo dia 18 de julho, uma desafiante travessia de 20 quilómetros em águas abertas entre o parque eólico offshore WindFloat Atlantic e a costa de Viana do Castelo, numa iniciativa que alia o desporto de resistência à promoção da inovação e da energia sustentável.
O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana apresentou a programação da Oferta de Teatro Escolar para o ano letivo 2026/2027, um projeto que prevê a estreia de seis novas produções e que pretende envolver mais de 14 mil crianças e jovens das escolas do concelho de Viana do Castelo.
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A Festa da História – Era Viking está de regresso a Vila Nova de Cerveira entre os dias 13 e 16 de agosto, prometendo transformar o Centro Histórico num cenário inspirado na cultura nórdica. A edição de 2026 destaca-se pelo reforço da participação da comunidade local e por um subtema dedicado às Valquírias, figuras lendárias da mitologia viking associadas à coragem, ao destino e à honra.
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