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Oficina Cultural do IPVC reabre com exposição de Maria João Lousa nas comemorações dos 40 anos

25 Junho, 2026 | 9:25
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Pedro Sérgio Xavier
3 min. leitura

A Oficina Cultural do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) voltou a abrir portas à atividade expositiva com a inauguração da mostra "Um tempo que se abre – Permanecer no olhar, na matéria, na memória", da artista Maria João Lousa.

A exposição, integrada nas comemorações dos 40 anos da instituição, marca simultaneamente o regresso daquele espaço cultural após a sua remodelação e a primeira grande exposição individual da antiga colaboradora do Politécnico.

A cerimónia de inauguração decorreu esta segunda-feira e reuniu membros da comunidade académica, convidados e representantes institucionais, assinalando um momento simbólico para o IPVC.

O presidente da instituição, Carlos Rodrigues, destacou o significado da reabertura da Oficina Cultural, sublinhando que a escolha de Maria João Lousa para inaugurar o espaço renovado representa um reconhecimento do percurso da artista e da sua ligação ao Politécnico.

“O espaço renasce com uma exposição de alguém que fez parte desta casa durante muitos anos, o que confere um simbolismo muito especial a este momento”, afirmou.

Carlos Rodrigues reforçou ainda a ambição de transformar a Oficina Cultural num espaço de referência para a criação e divulgação artística, aberto não apenas à comunidade académica, mas também à sociedade civil e aos artistas da região.

A inauguração foi acompanhada por um momento musical protagonizado por Benedito Lopes, finalista da Escola Profissional Artística do Alto Minho (ARTEAM), que interpretou várias peças em violoncelo.

Na apresentação da exposição, a curadora Fernanda Vilas Boas salientou a importância deste momento na carreira de Maria João Lousa, considerando que a artista reúne um percurso sólido e uma produção consistente que justificavam plenamente a realização da sua primeira grande mostra individual.

Segundo explicou, a exposição reúne diferentes fases do percurso artístico da autora e organiza-se sobretudo em torno das séries “Silêncios” e “Ecos do Oriente”, trabalhos profundamente marcados pelas vivências da artista em diferentes geografias. Enquanto a primeira reflete memórias das suas origens em Angola, a segunda incorpora referências à experiência vivida em Macau e às sucessivas viagens realizadas pela Ásia.

Natural de Angola, Maria João Lousa passou ainda por Lisboa antes de fixar residência em Macau e, mais tarde, no Alto Minho, percurso que se traduz numa linguagem artística predominantemente abstrata, construída através da sobreposição de matéria, textura, cor e gesto, onde a memória assume um papel central.

No final da sessão, a artista agradeceu o convite para integrar as comemorações dos 40 anos do IPVC e manifestou satisfação por poder partilhar publicamente uma seleção representativa do seu trabalho.

A exposição “Um tempo que se abre – Permanecer no olhar, na matéria, na memória” estará patente na Oficina Cultural do Instituto Politécnico de Viana do Castelo até 2 de julho, podendo ser visitada pelo público durante o período da mostra.

Para Luís Ceia, administrador dos Serviços de Ação Social do IPVC, a exposição traduz na prática o próprio título que lhe dá nome, ao permanecer “no olhar, na matéria e na memória”, deixando uma marca em quem a visita.

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