O ex-presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, manifestou-se muito contente com a absolvição do crime de prevaricação de titular de cargo político e não descartou um regresso à atividade política.

“O meu futuro é abraçar a minha família, estar com as pessoas que gostam muito de mim. Fico muito contente porque ficou provado que agi sempre ao serviço do interesse público, sempre em cumprimento da lei”, afirmou em declarações aos jornalistas, no final da leitura da sentença, no tribunal de Viana do Castelo.
O tribunal de Viana do Castelo absolveu o ex-presidente da Câmara de Caminha Miguel Alves e a empresária Manuela Sousa do crime de prevaricação na contratação pública de serviços de assessoria de comunicação para o município.
A juíza, que presidiu ao coletivo que julgou este caso, sublinhou que o tribunal deu “como não provada a acusação do MP” e que não foi sustentado “por quaisquer meios de prova” o crime em coautoria, de prevaricação de titular de cargo político, de que vinham acusados o ex-autarca do PS e a empresária.
Questionado sobre o seu futuro Miguel Alves afirmou que nunca diz nunca a um desafio.
“Já estou há tempo suficiente na atividade pública, política. Já tenho idade e experiência suficientes para nunca dizer nunca a nenhum desafio. Por hora, é consolidar o meu percurso profissional, abraçar a minha família e, de algum modo, festejar porque foi um ano e meio muito difícil para mim e para as pessoas que gostam de mim”, adiantou.
O socialista considerou que, no seu caso, foi feita justiça, mas admitiu os “danos pessoais, profissionais, familiares” que o processo causou.
“O que aconteceu não vai trazer de volta a alegria da minha família, o trabalho que eu poderia ter feito no Governo, o meu compromisso com o concelho de Caminha. Há coisas que já não voltam. Mas, os políticos têm de estar preparados para estas situações”, disse.
Miguel Alves – que se demitiu do cargo de secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro após saber da acusação – referiu que “sempre” reclamou “inocência” e acrescentou que os políticos “têm de estar preparados para o escrutínio e para que quando há denúncias anónimas elas têm de ser esclarecidas”.
“Quando me demiti do Governo, por causa desta acusação, sabia que não tinha praticado nada, mas também sabia que, no exercício das minhas funções, precisava de estar acima de qualquer suspeita e, nesse momento, era já acusado. Demiti-me e vim defender-me. Não pedi abertura de instrução. Quis que o julgamento decorresse o mais rapidamente possível e tudo ficou absolutamente esclarecido, nada foi provado”, sublinhou.
Para o socialista, mais importante que o processo judicial que chegou ao fim, “é o momento particularmente relevante” que o país vive, referindo-se as eleições legislativas antecipadas de 10 março, alertando para a necessidade da tomada de “opções”.
“É preciso que nessas opções olhemos para os que fazem sentenças de tabacaria, que tomam como definitivo qualquer tipo de suspeição porque esses, em última análise, vão acabar por deteriorar, estão a deteriorar o nosso Estado de Direito, a nossa democracia”, observou.
A empresária Manuela Sousa delegou as declarações à imprensa à advogada que disse ter sido “reposta justiça”, porque “nada” irá “devolver” ao ex-autarca e à empresária o que este “processo lhes retirou”.
Solange Jesus elogiou a “análise irrepreensível”, a “postura séria” do coletivo de juízas que presidiu ao julgamento e criticou a “atitude persecutória do MP”.
“Se continuarmos com uma atitude destas, um dia não temos políticos sérios, corretos e de qualidade à frente das instituições. Não temos empresários de qualidade a quererem trabalhar com o Estado. Hoje repôs-se alguma justiça. É pena que, por causa disto, tenha caído um secretário de Estado, uma pessoa com muito mérito que se calhar iria longe. É pena que, por causa disto, uma empresária de sucesso tenha perdido a credibilidade. Não se recupera, mas pelo menos hoje saímos daqui felizes, satisfeitos, com sensação do dever cumprido”, afirmou a advogada de Manuela Sousa.
A circulação automóvel na Ponte Eiffel, em Viana do Castelo, regressa à normalidade a partir desta terça-feira, 14 de julho, com a reabertura da travessia nos dois sentidos de circulação, após a conclusão dos trabalhos que motivaram os condicionamentos temporários.
O Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Viana do Castelo continua esta semana a assinalar o seu 150.º aniversário com um conjunto de iniciativas abertas à comunidade, que incluem uma exposição histórica, um concerto e demonstrações de meios operacionais.
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho apresentou um novo programa de promoção turística que convida residentes e visitantes a explorar o território transfronteiriço através de experiências ligadas à natureza, ao património histórico e à paisagem.
A Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo passou a dispor de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), na sequência de um investimento municipal de 127.980 euros, financiado pelo programa Norte 2030, destinado a reforçar a segurança dos operacionais e a capacidade de resposta da corporação.
Melgaço volta a integrar o percurso da Volta a Portugal em Bicicleta e será um dos concelhos em destaque na 87.ª edição da prova, ao acolher a partida da oitava etapa, marcada para 14 de agosto. A tirada ligará o concelho mais a norte do país a Fafe, ao longo de 166 quilómetros, numa jornada de perfil acidentado que antecede a decisiva subida ao Santuário da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
Deve ser porreiro ter Cristiano Ronaldo como colega de equipa. Sobretudo nas derrotas.
Viana do Castelo entra esta segunda-feira, 13 de julho, na semana principal do Festival de Folclore Internacional Alto Minho, iniciativa que volta a afirmar o concelho como um dos principais palcos nacionais de promoção do folclore e do intercâmbio cultural. Durante seis dias, o evento reúne grupos da Argentina, Brasil, Chile, Espanha, México, Países Baixos e Portugal, num programa que inclui desfiles, galas, concertos, atuações em instituições e momentos de convívio com a comunidade.