Logo
Regional

Miguel Alves muito contente com absolvição não descarta regresso à política

17 Fevereiro, 2024 | 9:55
Partilhar
Pedro Sérgio Xavier
4 min. leitura

O ex-presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, manifestou-se muito contente com a absolvição do crime de prevaricação de titular de cargo político e não descartou um regresso à atividade política.

“O meu futuro é abraçar a minha família, estar com as pessoas que gostam muito de mim. Fico muito contente porque ficou provado que agi sempre ao serviço do interesse público, sempre em cumprimento da lei”, afirmou em declarações aos jornalistas, no final da leitura da sentença, no tribunal de Viana do Castelo.

O tribunal de Viana do Castelo absolveu o ex-presidente da Câmara de Caminha Miguel Alves e a empresária Manuela Sousa do crime de prevaricação na contratação pública de serviços de assessoria de comunicação para o município.

A juíza, que presidiu ao coletivo que julgou este caso, sublinhou que o tribunal deu “como não provada a acusação do MP” e que não foi sustentado “por quaisquer meios de prova” o crime em coautoria, de prevaricação de titular de cargo político, de que vinham acusados o ex-autarca do PS e a empresária.

Questionado sobre o seu futuro Miguel Alves afirmou que nunca diz nunca a um desafio.

“Já estou há tempo suficiente na atividade pública, política. Já tenho idade e experiência suficientes para nunca dizer nunca a nenhum desafio. Por hora, é consolidar o meu percurso profissional, abraçar a minha família e, de algum modo, festejar porque foi um ano e meio muito difícil para mim e para as pessoas que gostam de mim”, adiantou.

O socialista considerou que, no seu caso, foi feita justiça, mas admitiu os “danos pessoais, profissionais, familiares” que o processo causou.

“O que aconteceu não vai trazer de volta a alegria da minha família, o trabalho que eu poderia ter feito no Governo, o meu compromisso com o concelho de Caminha. Há coisas que já não voltam. Mas, os políticos têm de estar preparados para estas situações”, disse.

Miguel Alves – que se demitiu do cargo de secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro após saber da acusação – referiu que “sempre” reclamou “inocência” e acrescentou que os políticos “têm de estar preparados para o escrutínio e para que quando há denúncias anónimas elas têm de ser esclarecidas”.

“Quando me demiti do Governo, por causa desta acusação, sabia que não tinha praticado nada, mas também sabia que, no exercício das minhas funções, precisava de estar acima de qualquer suspeita e, nesse momento, era já acusado. Demiti-me e vim defender-me. Não pedi abertura de instrução. Quis que o julgamento decorresse o mais rapidamente possível e tudo ficou absolutamente esclarecido, nada foi provado”, sublinhou.

Para o socialista, mais importante que o processo judicial que chegou ao fim, “é o momento particularmente relevante” que o país vive, referindo-se as eleições legislativas antecipadas de 10 março, alertando para a necessidade da tomada de “opções”.

“É preciso que nessas opções olhemos para os que fazem sentenças de tabacaria, que tomam como definitivo qualquer tipo de suspeição porque esses, em última análise, vão acabar por deteriorar, estão a deteriorar o nosso Estado de Direito, a nossa democracia”, observou.

A empresária Manuela Sousa delegou as declarações à imprensa à advogada que disse ter sido “reposta justiça”, porque “nada” irá “devolver” ao ex-autarca e à empresária o que este “processo lhes retirou”.

Solange Jesus elogiou a “análise irrepreensível”, a “postura séria” do coletivo de juízas que presidiu ao julgamento e criticou a “atitude persecutória do MP”.

“Se continuarmos com uma atitude destas, um dia não temos políticos sérios, corretos e de qualidade à frente das instituições. Não temos empresários de qualidade a quererem trabalhar com o Estado. Hoje repôs-se alguma justiça. É pena que, por causa disto, tenha caído um secretário de Estado, uma pessoa com muito mérito que se calhar iria longe. É pena que, por causa disto, uma empresária de sucesso tenha perdido a credibilidade. Não se recupera, mas pelo menos hoje saímos daqui felizes, satisfeitos, com sensação do dever cumprido”, afirmou a advogada de Manuela Sousa.

Programas de Autor

Episódios Recentes Ver Mais

Notícias

Internacional 22 Julho, 2026

Ponte Tui–Valença recebeu milhares de pessoas em 12 horas de cultura ibérica

Milhares de pessoas atravessaram, no sábado, a Ponte Internacional Tui–Valença, que esteve encerrada ao trânsito e transformada num palco cultural para celebrar os 140 anos da ligação entre Portugal e Espanha.

Nacional 22 Julho, 2026

Viana do Castelo avança com sistema de videovigilância no centro histórico

A Câmara Municipal de Viana do Castelo e o Comando Distrital da PSP assinaram, esta terça-feira, um protocolo para financiar a instalação e utilização de um sistema de videovigilância na cidade.

Regional 22 Julho, 2026

Celebrações em Viana do Castelo evocam legado de São Bartolomeu dos Mártires

A Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, recebeu as celebrações em honra de São Bartolomeu dos Mártires, numa cerimónia marcada pela evocação do seu testemunho de fé, humildade e serviço à Igreja.

Nacional 22 Julho, 2026

IPVC passa a Universidade Politécnica de Viana do Castelo

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) inicia uma nova etapa da sua história ao passar a designar-se Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC).

Nacional 22 Julho, 2026

Morreu Luís Represas, uma das vozes marcantes da música portuguesa

O cantor e compositor Luís Represas morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A informação foi confirmada pela agência responsável pelo agenciamento do músico.

Regional 22 Julho, 2026

Dois homens detidos em Valença por roubo de mochila a mulher de 67 anos

Dois homens, de 21 e 35 anos, foram detidos pela GNR por suspeita de terem roubado a mochila a uma mulher de 67 anos, através do método de esticão, no concelho de Valença.

Nacional 21 Julho, 2026

Ponte de Lima recebe “Festa na Praça Continente” com Ana Bacalhau

Ponte de Lima será uma das paragens da segunda edição da Festa na Praça Continente, iniciativa que vai percorrer oito localidades portuguesas ao longo do verão e que promete levar música, gastronomia e animação ao centro da vila nos dias 24 e 25 de julho.