Várias estações e apeadeiros da Linha do Minho vão sofrer obras de ampliação das plataformas já este ano e ao longo de 2027, com o objetivo de garantir que os comboios Intercidades possam parar em segurança e com melhores condições para os passageiros.

A informação foi avançada pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação, em resposta ao deputado Fabian Figueiredo, indicando que estão previstas intervenções em 26 pontos ao longo da linha. As obras incluem o prolongamento e alteamento das plataformas existentes, numa adaptação às exigências atuais do serviço ferroviário.
Segundo o acordo estabelecido entre a Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comboios de Portugal (CP), as estações com serviço Intercidades deverão passar a ter plataformas com 220 metros de comprimento, enquanto nas restantes será fixado um mínimo de 150 metros.
Para 2026, estão já calendarizadas intervenções nas estações de Barcelos, Valença e S. Pedro da Torre, bem como no apeadeiro de Carreira. Já numa segunda fase, a partir de 2027, as obras vão abranger um conjunto alargado de localidades, incluindo Midões, Silva, Carapeços, Tamel, Durrães, Barroselas, Alvarães, Darque, Areosa, Carreço, Afife, Âncora Praia, Moledo, Caminha e Vila Nova de Cerveira, entre outras.
No caso específico da estação de Viana do Castelo, o projeto encontra-se em fase avançada de desenvolvimento. A intervenção deverá integrar uma empreitada mais ampla, que inclui melhorias na via, catenária, sinalização e acessibilidades, nomeadamente na ligação ao centro comercial adjacente.
Estas obras surgem na sequência da modernização e eletrificação da Linha do Minho, concluída entre 2019 e 2021, num investimento global de cerca de 86 milhões de euros, cofinanciado por fundos europeus.
Apesar dessas melhorias, persistem ainda constrangimentos operacionais, com alguns comboios a não caberem totalmente nas plataformas de certas estações. Esta situação obriga, por vezes, os passageiros a deslocarem-se dentro das carruagens para conseguirem sair em segurança — um problema que estas intervenções pretendem resolver.
Com estas obras, espera-se não só aumentar a segurança e o conforto dos utilizadores, mas também reforçar a competitividade do transporte ferroviário na região do Minho.
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