O Tribunal de Trabalho de Viana do Castelo iniciou na quinta-feira, 20 de novembro, o julgamento do processo movido, em 2014, por antigos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que contestam o despedimento coletivo que marcou o encerramento da empresa pública. A ação, que começou com 12 autores e hoje envolve oito, tornou-se um dos processos laborais mais extensos da região, acumulando já 13 volumes.

Na primeira sessão, foram ouvidos quatro antigos funcionários, que descreveram um período marcado pela degradação progressiva da atividade, falta de materiais e ausência de orientações de gestão nos últimos anos da empresa. Segundo os testemunhos, a transição para a sub-concessionária WestSea não representou alterações substanciais no funcionamento diário dos estaleiros, que continuaram a operar com os mesmos recursos físicos e técnicos, mas com novos quadros e condições laborais diferenciadas.
Os trabalhadores sustentam que, ao transmitir infraestruturas, equipamentos, oficinas e encomendas para a nova operadora, o Estado deveria igualmente ter assegurado a transição dos postos de trabalho. Parte do material inicialmente previsto para projetos suspensos — como os navios asfalteiros encomendados pela petrolífera venezuelana PDVSA — acabou por não ser utilizado e foi posteriormente desativado ou vendido.
Alguns dos antigos trabalhadores relataram ter sido convidados a regressar aos estaleiros já sob gestão privada meses depois de terem aceite as rescisões indemnizadas propostas pelo Estado, mas com condições salariais inferiores às anteriores.
Durante a sessão, o tribunal ouviu também a ex-eurodeputada Ana Gomes, que apresentou queixa-crime na altura da sub-concessão, e o então presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, que contestou publicamente o processo de encerramento.
O julgamento prossegue no dia 8 de fevereiro de 2026, às 09h00.
Os ENVC encerraram atividade em abril de 2014, após quase 70 anos de operação, empregando então 609 trabalhadores. O programa de rescisões amigáveis — financiado com recursos públicos — representou um esforço de 30,1 milhões de euros para o Estado, incluindo indemnizações entre 6.000 e 200 mil euros e acesso a subsídio de desemprego ou reforma.
A sub-concessão à Martifer, válida até 2031 e com uma renda anual de 415 mil euros, foi decidida após o fracasso do processo de reprivatização, travado por uma investigação da Comissão Europeia sobre 181 milhões de euros em ajudas públicas não notificadas entre 2006 e 2011.
Formalmente extintos em 2018, os ENVC permanecem, ainda hoje, no centro de um dos capítulos mais controversos da indústria naval portuguesa.
O Mercado de Natal de Viana do Castelo regressa de 4 a 23 de dezembro e tem inscrições abertas até 9 de novembro para artesãos e comerciantes interessados em participar.
Viana do Castelo é um dos municípios piloto do Passaporte Climático das Cidades, uma iniciativa que pretende acompanhar a execução dos Planos Municipais de Ação Climática (PMAC) e dar visibilidade às medidas desenvolvidas pelas autarquias.
Geraz do Lima, no concelho de Viana do Castelo, vai receber uma caminhada noturna de Halloween no próximo sábado, 31 de outubro, com início marcado para as 20h30, no Polidesportivo de Santa Maria.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, na reunião de executivo desta terça-feira, apoios financeiros no valor global de 15.500 euros às juntas de freguesia de Amonde, Montaria e Freixieiro de Soutelo, destinados ao transporte de pessoas idosas a consultas, tratamentos e outros cuidados de saúde.
O abastecimento de água poderá sofrer perturbações, com possibilidade de interrupção, em parte da freguesia de São Romão do Neiva, no concelho de Viana do Castelo, esta quinta-feira, 29 de outubro, entre as 09h00 e as 11h00.
A exposição “Eco Arte – Caminhos de Santiago”, de Victor Machado, inaugura a 31 de outubro no Centro Interpretativo do Caminho Português da Costa, em Viana do Castelo, reunindo esculturas que cruzam o universo da peregrinação com a reutilização de materiais.
Uma proposta para transformar biomassa vegetal em couro destinado ao fabrico de cintos, carteiras e solas de calçado venceu o Bootcamp Escola da Energia, que reuniu cerca de 130 alunos de escolas de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e da EPRA Lima, na Estação Vitivinícola Amândio Galhano.