A Diocese de Viana do Castelo vai promover, no dia 19 de abril, pelas 21h00, um debate que procura dar voz aos filhos da madrugada que formam os “Portugais” saídos da Revolução.

A Diocese de Viana do Castelo vai promover um debate que celebra os 50 anos do 25 de abril.
Este debate procura dar voz aos filhos da madrugada que formam os “Portugais” saídos da Revolução. Assim “Depois de Abril” integra as celebrações dos 50 anos do 25 de abril.
Hugo Soares é natural de Viana do Castelo, tem 36 anos e é um comediante cujo trabalho “deambula” entre as produções online e as actuações em stand-up comedy.
Apresenta-se como sendo defensor acérrimo da liberdade de expressão, do humor sem limites e do direito à ofensa. Assume em palco uma “persona” arrogante, inquietante e crítica, recorrendo à ironia, ao escárnio e ao sarcasmo para falar de temas como a morte, o crime e a religião com uma intenção clara de fazer rir.
Hugo Soares vai integrar o painel de convidados e explicou à Viana TV que o interesse em participar neste debate passa por “discutir e perceber as várias opiniões sobre o estado da liberdade actual, assim como compreender de que forma as várias liberdades (principalmente a de expressão) podem estar comprometidas na era das redes sociais e do politicamente correcto”.
O humorista vianense espera falar sobre alguns casos que lhe parecem nocivos à liberdade como a censura e o cancelamento por parte de grupos do politicamente correcto, da imposição da linguagem inclusiva, entre outros.
“Abril trouxe a possibilidade dessa liberdade, de não haver policiamento estatal ao que se diz, ainda que haja policiamento hoje e forças minoritárias a apoiar que volte a existir… a liberdade de expressão é a maior força que temos para ouvirmos e sermos ouvidos, é a única ferramenta para separarmos o amor da estupidez”, realçou.
Hugo Soares defende que: “O humor tem a função de fazer rir, se houver alguma brecha na liberdade de expressão ou limite para não se poder fazer rir com algum assunto. É o primeiro passo para um ‘estado novo’, um estado em que eu não quero viver.”
O debate vai contar ainda com a participação de Maria Luís Cambão (médica), Ana Margarida Silva (professora) e Ricardo Sousa (professor).
Os quatro convidados vão debater sobre o que mudou e o que ficou igual, as expectativas que foram concretizadas e o que ainda está por fazer desde a revolução dos cravos.
A iniciativa decorrerá na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, no dia 19 de abril às 21h30.

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