O novo curso de licenciatura, cujo pedido de acreditação já foi submetido à A3ES, irá funcionar em consórcio com as Escolas Superiores de Saúde de Santarém e de Viseu. O anúncio foi feito pelo diretor da Escola Superior de Saúde do Politécnico de Viana do Castelo, Luís Graça, esta quinta-feira, durante as cerimónias comemorativas do 51.º aniversário da Escola.

Luís Graça orgulha-se de dirigir uma Escola que preenche a totalidade das vagas, quer no CTeSP em Termalismo e Bem-Estar, no curso de licenciatura em Enfermagem ou nos mestrados, mas as necessidades do mercado são dinâmicas e contínuas. E é a pensar no futuro que a Escola Superior de Saúde do Politécnico de Viana do Castelo (ESS-IPVC) avançou com a proposta de criação de um curso de licenciatura em Fisioterapia, que irá funcionar em consórcio com a Escola Superior de Saúde de Santarém e a Escola Superior de Saúde de Viseu. O processo de acreditação já foi submetido à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). “É, certamente, uma formação que responde às necessidades em Saúde das populações e ao aumento do número de estudantes, mas também que irá contribuir para a fixação de jovens na região”, afirma o diretor da ESS-IPVC.
Escola Superior de Saúde do Politécnico de Viana do Castelo anseia pela criação de um centro de simulação
Se é fundamental a criação de novas formações, que correspondam às carências do mercado de trabalho e aos anseios formativos da comunidade é de igual forma importante que as condições estruturais na Escola acompanhem essas necessidades e esses anseios. “É importante pensarmos na construção de um centro de simulação, para a formação de pré e pós-graduação, mas também para a formação contínua de profissionais de Saúde. Este, porque exigirá um investimento avultado, será certamente um desafio que exige a congregação de esforços e a mobilização das forças sociais e políticas da região”.
A par disto – continuou Luís Graça –, “os desenvolvimentos da digitalização na Saúde, com a e-health, a m-health, a Inteligência Artificial, em articulação com a diversidade de formações do IPVC, leva-nos a lançar o repto de pensarmos em áreas de formação que articulem a digitalização e a Saúde”.
Assente numa prática baseada na evidência e na investigação, é também urgente, defende o diretor da ESS-IPVC, pensar na investigação que é feita, dando especial relevo à “criação de redes” com parceiros estratégicos, como é disso exemplo a ULSAM, “com ganhos para a sociedade e para os utentes, para as organizações e para os profissionais, mas também para a formação”.
A construção dos Planos Municipais de Saúde, em articulação com as autarquias, foi outro ponto abordado pelo diretor da Escola Superior de Saúde do Politécnico de Viana do Castelo durante as cerimónias de aniversário daquela que é a Escola mais antiga do universo IPVC.
Na mesma linha de pensamento, o presidente do Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, defendeu que a Escola Superior de Saúde (ESS-IPVC) conta com “um percurso de dedicação, empenho e esforço, levado a cabo por todos ao longo de mais de meio século”, resultando numa “formação de qualidade”, reconhecida pelos pares. No entanto, é o momento de a Escola dar o passo seguinte e diversificar a sua oferta formativa. Irá fazê-lo, já no ano letivo 2024/25, com dois novos mestrados – em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica e Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica, cuja primeira fase de candidaturas está já a decorrer –, mas também com a submissão de um novo curso de licenciatura, no caso em Fisioterapia.
“O IPVC é, sem dúvida, o maior projeto de coesão territorial e social do Alto Minho” | Luís Nobre, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo
A cerimónia contou também com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, que destacou o papel colaborativo que tem sido mantido entre a autarquia e o Politécnico de Viana do Castelo. “Há dois anos, no meu primeiro discurso numa cerimónia de aniversário do IPVC, referi que o Politécnico de Viana do Castelo é o maior projeto de coesão territorial. Hoje, acrescento ao territorial o social. O IPVC é, sem dúvida, o maior projeto de coesão territorial e social do Alto Minho”, defendeu Luís Nobre, que se referiu, de seguida, à “aniversariante”, para realçar o papel de “cooperação, consistência e relevância” que tem sido mantido com a Escola Superior de Saúde do IPVC. “Temos grandes desafios pela frente e é absolutamente fundamental a colaboração com o IPVC e com as suas Escolas Superiores, que têm atuado em dimensões de extrema importância, como a capacitação coletiva, a educação de excelência e a cooperação institucional”.
A encerrar, a presidente da Associação Académica da ESS-IPVC, Carolina Pereira, caraterizou a Escola Superior de Saúde do IPVC como “um farol de excelência académica”, agradecendo a toda a comunidade da Escola pelo trabalho desenvolvido para o sucesso de todos os estudantes.
A celebração do 51.º aniversário da Escola Superior de Saúde começou e terminou com música. Em palco estiveram, no arranque, Santiago Melo, da Escola Profissional Artística do Alto Minho, com a interpretação de Capricho III, para saxofone a solo, de David Salleras, e a encerrar esteve a Tuna da ESS-IPVC, a TUNESS, que cantou os parabéns à Escola.
Pelo meio, a plateia pôde assistir à palestra do professor e investigador João José Cerqueira, que fez uma reflexão sobre os processos de aprendizagem e de educação, nos quais defende que é função de quem trabalha numa Escola tornar os estudantes melhores profissionais. Foram também entregues prémios de reconhecimentos/agradecimento aos colaboradores da ESS-IPVC.
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