Catorze forças políticas concorrem às legislativas de 10 de março pelo círculo de Viana do Castelo, com o ex-ministro Aguiar Branco a encabeçar a lista da AD e a atual governante Marina Gonçalves a do PS.
A saída de Eduardo Teixeira do PSD para encabeçar, como independente, a lista do Chega é a principal novidade das legislativas de 10 de março pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, um distrito com seis câmaras municipais lideradas pelo PS, três pelo PSD e, uma por CDS-PP.
De acordo com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), os 233.527 eleitores que residem nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo vão eleger cinco representantes para a Assembleia da República, menos um do que em 2022.
A perda de cerca de 2.500 eleitores em Viana do Castelo ditou que agora o círculo eleitoral tenha menos um mandato, que foi perdido para o distrito de Setúbal.
A Aliança Democrática (AD), constituída pelo PPD/PSD/CDS-PP/PPM, apresenta Pedro Aguiar Branco que, em 2014, enquanto ministro da Defesa do Governo PSD/CDS-PP iniciou o processo de extinção dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Os ENVC foram formalmente extintos em março de 2018, mas encontravam-se em processo de extinção desde 10 de janeiro de 2014, data da assinatura, entre o Governo liderado por Pedro Passos Coelho e o grupo privado Martifer, do contrato de subconcessão dos estaleiros navais até 2031, por uma renda anual de 415 mil euros.
A ministra da Habitação, Marina Gonçalves, é a cabeça de lista do PS, a CDU(PCP-PEV) repete o nome do deputado municipal em Caminha Joaquim Celestino Ribeiro, o BE estreia Adriana Temporão, de 31 anos.
De acordo com a ordem das candidaturas nos boletins de voto, em primeiro lugar aparece o cabeça de lista do Alternativa 21, com a sigla MPT.A, Fernando da Silva, de 49 anos, técnico de audiovisuais, seguido do candidato do Volt Portugal (VP), Vladimiro Ribeiro Osório, de 48 anos, inspetor tributário e aduaneiro, natural do distrito do Porto e, residente em Ponte de Lima.
O Reagir Incluir Reciclar (R.I.R) é o terceiro no boletim de voto, sendo Luísa Aguiar, de 53 anos, de Valongo, a cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo.
A Nova Direita (ND) ocupa o quarto lugar com a cabeça de lista Sónia Cardoso, de 42 anos, de Guimarães.
Na ordem das candidaturas nos boletins de voto, na sequência do sorteio efetuado pelo tribunal, a AD surge em quinto lugar, seguido do PS, PAN Pessoas-Animais-Natureza, que concorre com Maria Dantas de Lima, professora de 53 anos, natural de França e a residir em Paredes de Coura.
Pedro Pereira, de 41 anos é o cabeça de lista do Livre, oitavo partido no boletim de voto, seguido da Alternativa Democrática Nacional (ADN) candidata Renato da Silva, de 47 anos, natural de Viana do Castelo e a residir em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha.
Em nono lugar está o candidato do Ergue-te, Diogo Casanova, de 23 anos, natural e residente em Gondomar, Porto.
A CDU ocupa o 11 lugar no boletim de voto, seguindo o BE, a Iniciativa Liberal (IL) que concorre com Marta da Silva, 35 anos, arquiteta natural de Rio Tinto, Porto e, residente em Seixas, no concelho de Caminha.
O Chega é o último partido no boletim de voto.
Com uma área de 2.219 quilómetros quadrados, o distrito de Viana do Castelo, segundo o Censos de 2021, perdeu na última década mais de 13 mil habitantes, uma quebra de 5,45%, registando uma população de 231.488 pessoas.
Todos os 10 concelhos registaram uma diminuição populacional, sendo que a maior quebra ocorreu em Melgaço que perdeu 1.437 residentes (-15,6%). Seguem-se Arcos de Valdevez (-9,27%), Ponte da Barca (-8,32%) e Monção (-7,29%).
Viana do Castelo perdeu 2.861 residentes (-3,22%) e Vila Nova de Cerveira sofreu uma quebra de 3,49% (323 pessoas).
Nas legislativas de 2022 foram eleitos pelo PS, o ex-ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, Marina Sola Gonçalves, atual ministra da Educação e, José Maria da Cunha Costa, secretário de Estado do Mar.
Pelo PSD foi eleito o ex-presidente da Câmara de Valença, Jorge Manuel Salgueiro Mendes, Maria Emília e Sousa Cerqueira e, João Carlos Araújo Rego Montenegro.
A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) registou, no dia 1 de janeiro, o primeiro nascimento de 2026. O bebé, de nome Bryam, nasceu às 00h06, por parto eutócico, apresentando um estado de saúde considerado bom.
Viana do Castelo fechou 2025 em grande destaque no panorama regional e nacional, com a realização do XXVII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e o avanço da construção da nova ponte entre Deocriste e Nogueira, marcando um ano de dinamismo político, cultural e económico.
O mês de novembro ficou marcado, em Viana do Castelo e no Alto Minho, por uma forte atividade política, social, ambiental, cultural e desportiva, com destaque para o anúncio da Cidade Desportiva, que prevê a construção de dois novos campos sintéticos e a criação de um Performance Hub da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), afirmando o concelho como polo estratégico do desporto nacional.
Viana do Castelo prepara-se para viver a passagem de ano mais aguardada da região. O New Year 2026, organizado pelo Santa Luzia Futebol Clube em parceria com a Collective, regressa pelo segundo ano consecutivo ao Centro Cultural de Viana do Castelo, prometendo uma noite de música, glamour e experiências exclusivas.
Luís Nobre, candidato do Partido Socialista, garantiu a reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Viana do Castelo, alcançando 42,76% dos votos e mantendo cinco lugares no executivo. O resultado assegura a continuidade da equipa do mandato anterior e reforça a presença do PS na governação local.
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez está a reutilizar a madeira dos passadiços danificados da ecovia do rio Vez para substituir as casas abrigo das colónias de gatos do concelho, numa iniciativa que cruza sustentabilidade ambiental e bem-estar animal.
Setembro ficou marcado pelo início de dois grandes projetos que vão transformar a cidade: o novo Mercado Municipal, com obras a arrancar no terreno do antigo prédio Coutinho, e o TuViana, o novo sistema de transportes urbanos 100% elétrico que começou a operar, melhorando a mobilidade no centro histórico, periferia e freguesias.