O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao e o coordenador do relatório, Roberto San Salvador, apresentaram o Mapa de Coesão do Sistema Urbano do Eixo Atlântico à Comissão Política de Política Social, dirigida pelo presidente do Governo provincial de Lugo e presidente da Câmara Municipal de Monforte de Lemos, José Tomé. O relatório mede o nível de coesão da Eurorregião e inicia um processo de inovação transformadora dos serviços e políticas sociais das cidades do Eixo.
O presidente do município de Monforte de Lemos, sublinhou que a cooperação entre administrações públicas “é a razão de ser do próprio Eixo, e este Mapa é um exemplo dos objetivos que se podem conseguir com essa colaboração. Porque um trabalho desta envergadura não poderia ser assumido em solitário por cada câmara municipal”. José Tomé destacou ainda que esta análise “compõe uma foto, a mais exata possível da realidade do conjunto do território”.
Este relatório pretende partilhar informações dos municípios do Eixo Atlântico entre eles para corrigir as desigualdades e melhorar as políticas coincidindo com os reptos globais do âmbito local definidas pela Agenda Urbana.
O relatório foi elaborado pela equipa de Investigação da Universidade de Deusto Cities Lab Katedra, composta por:
º Roberto San Salvador del Valle
º Braulio Gómez
º Fernando Villatoro
º Martiño Rubal
º Nerea Aranbarri
º María Jesús Monteagudo
º Geana de Miranda
O presidente da Comissão Política de Política Social do Eixo, José Tomé, destacou que esta publicação “não está pensada para permanecer na estante de uma biblioteca. Está pensada para estar nas mesas dos responsáveis políticos e dos técnicos, para ajudá-los a desenhar e desenvolver políticas públicas que corrijam os desequilíbrios ou desigualdades que se possam detetar em cada local”.
Neste sentido, reforçou que “este Mapa não é um ponto de chegada. É um ponto de partida para desenhar o futuro dos territórios do Eixo Atlântico desde fatores de desenvolvimento sustentável, igualdade, equilíbrio territorial e universalidade no acesso aos serviços públicos, ajudando a eliminar as possíveis brechas de género, digitais ou geracional que persistem na nossa sociedade”, políticas que, “ajudem a Galiza e o Norte de Portugal a avançar na Agenda 2030, que quer avançar na consecução de cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis”.
Para o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, “a situação que estamos a viver com a tripla crise; a económica, a pandémica e, agora, a guerra na Ucrânia; provocam um incremento das situações de vulnerabilidade e empobrecimento ao que se une, no nosso território, o problema de envelhecimento e o baixo poder de compra nas áreas rurais e o problema da brecha digital que afeta aos mesmos setores”. Assim, afirmou que é absolutamente prioritário “que apostemos na política social desde o conhecimento da realidade e, para isso, poder definir as atuações que se devem empreender com a maior urgência”.
Partilhar informações entre as cidades para corrigir desigualdades
O Mapa de Coesão não é só uma fotografia de cada cidade que pertence ao Eixo Atlântico, pretende também a partilha informações entre os municípios para corrigir as desigualdades e melhorar as políticas coincidindo com os reptos globais do âmbito local fixados na Agenda Urbana. “E isso é o que fizemos de uma forma inovadora porque é a primeira vez que um sistema urbano transfronteiriço aposta na elaboração de um mapa de coesão para conhecer a situação exata do território e comparar no âmbito da coesão social”, sublinhou Xoan Vázquez Mao.
O Mapa de Coesão, o primeiro de um sistema urbano transfronteiriço, estuda a complexidade social, a igualdade de oportunidades, as brechas da vulnerabilidade; a digitalização, a brecha digital; a competitividade económica, o emprego digno e a brecha geracional.
Depois da análise, Roberto San Salvador, autor do relatório e Diretor da Equipa de Investigação Deusto Cities Lab Katedra, concluiu que a coesão territorial das cidades e entidades do Eixo Atlântico evolui melhor que as desigualdades intraurbanas. Além disso, os dados que se mostram no relatório refletem um importante grau de coesão. Para San Salvador, “as pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão precisam políticas sociais, mais personalizadas, mais transversais, mais integradas”, e por isso, assinala o autor, “Temos que atender as brechas de vulnerabilidade e exclusão que se estão a abrir nas nossas cidades e territórios”
Os núcleos urbanos que pertencem ao Eixo Atlântico partilham uma abrangência dos sistemas de saúde e educação universais, a perceção de segurança é generalizada, a penetração digital e as transformações socioeconómicas alcançaram todos os espaços físicos. A maioria dos seus habitantes, independentemente de onde vivam, gozam de uma elevada esperança de vida, têm acesso a uma alimentação de qualidade, vivem em bairros/ freguesias e casas que lhes permitem levar uma vida digna, com acesso a espaços verdes e transporte público de qualidade.
O estado de bem-estar define-se pela abrangência às minorias
Em mudança, existem 25% de pessoas que se encontram em risco de pobreza e exclusão, em maior ou menor grau, e que se concentram em similares percentagens em todas as cidades que compõem a Eurorregião.
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