O concelho de Caminha está entre as zonas prioritárias nas intervenções urgentes previstas pelo Governo para reparar os estragos causados pelas tempestades deste inverno na orla costeira portuguesa. O anúncio foi feito pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, durante uma visita às obras de consolidação do paredão da praia de Moledo.

Segundo a governante, estão identificados 571 pontos com danos ao longo do litoral, sendo que as intervenções mais urgentes — avaliadas em cerca de 27 milhões de euros — deverão estar concluídas até ao início ou meados de maio, antes da época balnear.
No total, o Executivo prevê investir 174 milhões de euros até ao final de 2027 na recuperação e proteção costeira. Este montante inclui verbas já disponíveis em programas europeus, no valor de 63 milhões de euros, e cerca de 80 milhões adicionais provenientes do Fundo Ambiental e de fundos comunitários.
As obras em curso em Moledo assumem particular relevância para a segurança da população e para a preservação da frente marítima, numa zona que tem sido sucessivamente afetada pela erosão e pela força das intempéries.
Também o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, garantiu recentemente que as intervenções emergentes estão a decorrer dentro do calendário previsto. Estas ações visam responder de forma imediata aos impactos provocados pelas tempestades que atingiram o país entre outubro e fevereiro, especialmente intensas na região Centro, mas com reflexos significativos no Alto Minho.
De acordo com um relatório da APA divulgado em março, os prejuízos no litoral ascendem a cerca de 111 milhões de euros, sendo inicialmente estimado um investimento de 15 milhões para intervenções antes do verão — valor que acabou por ser reforçado face à dimensão dos danos.
Em Caminha, a aposta na recuperação costeira é vista como essencial não só para garantir a segurança das infraestruras e populações, mas também para salvaguardar a atividade turística, fortemente dependente da qualidade das praias e da estabilidade da linha de costa.
As próximas semanas serão decisivas para a conclusão das obras prioritárias, num esforço que pretende assegurar condições adequadas para a época balnear que se aproxima.
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