O cabaz alimentar de 63 produtos essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE voltou a registar uma subida esta semana, fixando-se nos 261,89 euros. O valor representa um aumento de 3,37 euros face à semana anterior e constitui o nível mais elevado desde o início da monitorização, em 2022.

Depois de uma ligeira descida na semana passada, o cabaz inverteu novamente a tendência, prolongando a trajetória de subida dos preços dos bens alimentares essenciais.
O cabaz inclui produtos das principais categorias alimentares, como carne, peixe, congelados, frutas e legumes, laticínios e mercearia. Entre os artigos considerados estão, entre outros, frango, peru, pescada, carapau, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, leite, queijo, manteiga e fiambre.
Entre 29 de abril e 6 de maio, os maiores aumentos percentuais verificaram-se no atum posta em óleo vegetal, que subiu 20% para 1,54 euros, no esparguete, que aumentou 15% para 1,13 euros, e no queijo curado fatiado embalado, que registou uma subida de 14%, para 2,61 euros.
Em termos homólogos, a DECO PROTESTE indica que o cabaz está 22,94 euros mais caro do que há um ano, o que corresponde a uma variação de 6,6%. Em comparação com o início de 2022, o aumento é de 74,19 euros, equivalente a uma subida de 39,52%.
Entre os produtos com maiores aumentos anuais destacam-se a couve-coração, que subiu 44% para 2,02 euros por quilo, o robalo, com uma subida de 34% para 10,33 euros por quilo, e os brócolos, com um aumento de 31%.
Desde janeiro de 2022, os maiores aumentos acumulados verificam-se na carne de novilho para cozer (+124% para 13,04 euros por quilo), na couve-coração (+103%) e nos ovos (+84% para 2,10 euros).
A DECO PROTESTE sublinha que a evolução dos preços continua a pressionar o orçamento das famílias, num contexto de instabilidade no custo dos bens alimentares essenciais.
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