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Bloco de Esquerda de Viana do Castelo acusa PSD, CDS e PS de “falharem ao Alto Minho”

1 Dezembro, 2024 | 9:25
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Viana TV
3 min. leitura

O Bloco de Esquerda de Viana do Castelo acusou hoje PSD, CDS-PP e PS de "falharem ao Alto Minho", por terem inviabilizado propostas para o portinho de Vila Praia de Âncora, a navegabilidade Caminha/La Guardia ou o fim de portagens na A28.

Em comunicado, o BE explica estar em causa o chumbo de várias propostas do partido para o Orçamento de Estado de 2025 no distrito de Viana do Castelo, e alerta que o sentido de voto de PSD, CDS e PS mostrou contradições com as posições das estruturas locais dos partidos.

“A proposta do BE para a requalificação do portinho de Vila Praia de Âncora foi rejeitada com votos contra do PSD e do CDS e a abstenção do PS”, descrevem os bloquistas.

O BE lembra que a Coligação O Concelho em Primeiro (PSD/CDS/Aliança/PPM), oposição na Câmara de Caminha, disse a 29 de maio estar em causa “um problema estrutural que tem décadas e cuja resolução tem que acontecer, uma vez que a segurança dos pescadores e a atividade da pesca fica muitas vezes posta em causa”.

De acordo com o BE, a coligação afirmou ainda saber que este era um assunto que o Governo “tem em cima da mesa como prioritário”.

“Mas não foi apenas o CDS e o PSD que falharam aos alto minhotos, em particular à comunidade de Vila Praia de Âncora, porque o PS, em outubro de 2024, defendia que o Governo deveria avançar com as dragagens necessárias para a navegabilidade do porto de Vila Praia de Âncora, e retomar o processo de reconfiguração, com conclusão prevista para 2026”, indica o bloco.

Contudo, o PS “absteve-se perante a proposta do BE de avançar com a reconfiguração do portinho de Vila Praia de Âncora”, acrescenta.

“Ainda no concelho de Caminha, uma das propostas, agora rejeitada com votos contra do PSD, CDS e IL, e a abstenção do PS e do Livre, foi a de restabelecer a ligação fluvial entre Caminha e A Guarda, através do desassoreamento do canal de navegação e encontrar uma solução para a ligação fluvial entre Caminha e A Guarda, no estado espanhol”, refere.

Para o BE, “estas votações são algo inesperadas, tendo em conta que tanto a coligação O Concelho Primeiro (PSD/CDS/Aliança/PPM), como o próprio PS, em abril, referiam a importância do desassoreamento do canal e desta ligação fluvial”.

Também o presidente da Câmara de Caminha (PS), em outubro, “prometeu não se calar até o Governo resolver o assoreamento deste canal”.

“No entanto, o seu partido acabou por se abster numa matéria de tanta importância para a região”, assinala o BE.

Quanto à eliminação de portagens na A28, “mais uma vez foi rejeitada com votos contra do PSD e CDS e a abstenção do PS e da IL”.

“Nem o PSD votou a favor de nenhuma redução das portagens no Alto Minho, nem o PS, ao abster-se na proposta do BE, defendeu o fim das portagens na A28”, lamenta o BE.

O Bloco de Esquerda apresentou também uma “proposta de estudo para um ramal paralelo à Linha do Minho entre a Estação Ferroviária de Darque e o porto de mar de Viana do Castelo”, que foi “rejeitada com votos contra do PSD e CDS, e a abstenção do PS e do Chega”.

Em 2023, o presidente da Câmara de Viana do Castelo (PS) “defendeu a ligação ferroviária ao porto de mar da sua cidade”, recorda o BE.

A proposta do BE para “que fosse feito o investimento necessário em material circulante, por um comboio mais cómodo, rápido e com mais oferta de horários na linha ferroviária Porto — Vigo, foi rejeitada com votos contra do PSD e do CDS e abstenção do PS e da IL”.

“E a proposta de internalização do serviço imagiologia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, foi rejeitada com votos contra do PSD, Chega, CDS e IL, e abstenção do PS”, prosseguiu o BE.

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