A XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC), que teve início no dia 20 de julho e terminou na segunda-feira, recebeu 8.560 visitantes e 2.848 participantes nas atividades da edição dedicada à liberdade.

Os números avançados pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), segundo a organização, indicam uma edição “bastante positiva”, nomeadamente “pela participação [de artistas] no concurso internacional”, pelo impacto no concelho e pelos níveis de resposta do público à exposição, ainda hoje aberta ao público, com os seus quatro polos expositivos – o fórum cultural de Cerveira, a galeria da bienal, o convento de San Payo e a biblioteca municipal -, e as 160 obras patentes de 121 artistas de 20 países.
No concurso internacional foram apresentadas 56 obras e cinco intervenções de 51 artistas de 12 países. Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Itália, Moldávia, Nigéria, Portugal, Turquia são as nacionalidades representadas.
Foram inscritas para o concurso internacional da XXIII BIAC 469 candidaturas de 477 artistas de 32 países, num total de 658 obras e intervenções.
Segundo a FBAC, esta vigésima terceira edição, com o tema “És livre?”, contou com a participação de 18 artistas em residência nas 15 freguesias de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, 59 atividades paralelas e 40 visitas orientadas.
Contactado pela Lusa, o presidente da FBAC, Rui Teixeira, disse que o balanço da bienal deste ano é “muito positivo” também pela aprovação, “em primeiro lugar”, de uma candidatura ao concurso de Artes Visuais do Programa de Apoio Sustentado 2025-26 da Direção-Geral das Artes (DGArtes), no valor de 240 mil euros.
“É um apoio financeiro de 240 mil euros que nos deixa muito orgulhosos e satisfeitos, não só pela componente financeira, mas também pelo facto de termos obtido o primeiro lugar, a nível nacional. Em 2022, fomos selecionados pela primeira vez e ficávamos em terceiro lugar. Em 2024, ficávamos em primeiro lugar. No fundo, esta evolução e este reconhecimento também nos deixa satisfeitos pelo trabalho que temos vindo a desenvolver”, afirmou.
Para Rui Teixeira, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, a bienal de 2024, com direção artística de Helena Mendes Pereira e Mafalda Santos, foi também “bastante positiva pela participação no concurso internacional, com centenas de artistas”.
Além das exposições, a organização da bienal promoveu um ciclo de conferências internacionais sobre o tema da “Liberdade”, ateliês livres e visitas orientadas, entre outras ações.
“Também foi positiva pelo tema escolhido, os 50 anos do 25 de Abril. Questionámos artistas e cidadãos a refletir sobre a liberdade, e apresentaram trabalhos bastante interessantes [sobre o tema] através da natureza, do trabalho, do papel da mulher, da migração, dos exilados, entre outros”, apontou.
O balanço da XXIII bienal “também foi positivo pelo impacto que teve em Vila Nova de Cerveira”, com “visitas exponenciais” e “por se ter levado as intervenções artísticas às 15 freguesias do concelho, aproximando a arte e a cultura da população”.
O autarca socialista destacou ainda a participação das escolas do concelho, resultado do trabalho que “a FBAC tem vindo a fazer, ao longo do tempo”.
“Estamos cada vez mais a receber alunos de escolas de todo o distrito, e não só para visitarem as exposições, mas também para participarem nas oficinas. Estamos a contribuir para a evolução e a educação dos jovens de Vila Nova de Cerveira, do distrito de Viana do Castelo e do país”, concluiu Rui Teixeira.
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