No dia 25 de agosto, os corpos sociais da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Abelheira, em Viana do Castelo, emitiram um comunicado no seu site sobre indícios de plágio na "Carta de Missão" do Diretor do Agrupamento.

Num comunicado enviado à redação da Viana TV, a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Abelheira, dá nota de que foi pedida uma audiência “urgente” ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor.
O comunicado para esse Conselho Geral, aprovado por todos os membros, foi feito por um representante dos pais, com assento nesse órgão, a 31 de agosto deste ano civil, cerca de uma semana depois da aprovação do documento.
Foi de entendimento desta associação esperar que os órgãos de gestão do agrupamento, após tomarem conhecimento adotassem uma atitude, porém, perante “total silêncio após 25 dias”, foi publicado um outro comunicado, dando conhecimento do sentimento de indignação que vários pais e encarregados de educação manifestaram.
Após, seis semanas a ser divulgada toda a comunicação dos factos, há uma declaração do Conselho Geral reconhecendo “que a carta de Missão apresentada, votada e aprovada em 25 de julho de 2023, não é um documento original, produzido para apreciação deste Conselho, mas constitui cópia de outra Carta de Missão”.
No primeiro comunicado pode ler-se que a “Carta de Missão do Diretor é um documento, de acordo com o artigo 6º da Portaria 266/2012 de 30 de agosto, deve ser entregue num prazo máximo de 90 dias após o início do mandato, bem como obedecer a um conjunto de requisitos previstos nesse diploma. Por não os cumprir, por ser entregue com cerca de dois anos de atraso em relação ao limite estipulado, por não quantificar os compromissos e por não apresentar uma calendarização plurianual, conforme requere o citado diploma legal, os representantes eleitos pelos encarregados de educação votaram contra”.
Apesar do Conselho Geral ter assumido e reconhecido ontem o plágio, esta associação continua a solicitar uma audiência urgente ao Ministro da Educação para o total esclarecimento e intervenção no caso.
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