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Alunos do Colégio do Minho debateram papel e desafios do jornalismo

26 Janeiro, 2024 | 10:55
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Pedro Xavier
3 min. leitura

Mais de 60 alunos do 12ºano do Colégio do Minho, da diocese de Viana do Castelo, tiveram um encontro com jornalistas, sobre o papel do jornalismo nos dias de hoje e os desafios que se colocam à profissão.

Esta foi uma iniciativa que integrou o programa de apresentação da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais sobre a “Inteligência Artificial e sabedoria no coração”, promovida pela Conferência Episcopal Portuguesa.

“Estamos perante alunos do 12º ano. Eles estão a fazer as suas escolhas de futuro. E seja qual for a área onde eles vão integrar os estudos superiores, ou seja, onde quer que eles estejam no futuro, eles vão ser intervenientes na sociedade, sabendo que a comunicação social é uma realidade importantíssima, pioneira, no que é a sociedade, no que é formar a opinião pública, no que é as decisões da própria sociedade, uma sociedade plural, una sociedade democrática”, afirmou o bispo de Viana do Castelo.

D. João Lavrador congratulou-se pela realização do encontro, viabilizado pelo Secretariado Diocesano da Comunicação Social de Viana do Castelo, admitindo que é muito importante para os jovens, nesta fase da vida, poderem encontrar-se com jornalistas para reconhecerem o valor e os limites da realidade da comunicação.

“Os interesses, sejam ideológicos, sejam económicos, seja de promoções pessoais ou de grupo […] vêm adulterar um bocadinho o que deve ser uma comunicação social assente nos tais patamares de uma sociedade que se quer evoluída em progresso”, apontou.

No encontro estiveram presentes a jornalista da Lusa, Andrea Cruz, o chefe de redação da Agência Ecclesia, e o padre João Basto, diretor do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais de Viana do Castelo e o diretor do Colégio do Minho, Ricardo Sousa.

“Os alunos não devem ser ensinados a pensar, porque todos nós pensamos, têm de ser é ensinados como pensar e acho que nós podemos ajudar a que o mecanismo de pensamento seja feito de forma crítica e não unicamente emocional, que o pensamento não seja algo epidérmico, mas algo que efetivamente toque o coração como o Papa aliás salienta na mensagem para o Dia das Comunicações Sociais”, defendeu o padre João Basto.

“É importante ter a possibilidade de perceber, compreender e regulamentar instrumentos que, em mãos erradas, poderiam abrir cenários negativos”, assinalou o Papa na mensagem.

Miguel Costa e Tiago Alves são alunos do 12ºano e participaram na iniciativa que teve lugar Colégio do Minho.

Com o desejo de seguir Engenharia Física no futuro, Tiago Alves considera que com a ascensão da inteligência artificial “as fake news vão ganhar força”, ressaltando o impacto da tecnologia nas imagens.

O jovem assume que muitas vezes não tem o cuidado de verificar a fonte das notícias que lê, considerando “importantes” iniciativas como esta.

Para Miguel Costa, do curso de Línguas e Humanidades, o jornalismo “tem de se renovar”, admitindo que os jovens têm agora como meio de comunicação as redes sociais Youtube e Tik Tok.

Questionado sobre se sente a falta da perspetiva dos jovens e da forma como olham o mundo no jornalismo, o aluno afirma que os jovens têm de fazer um esforço para ouvir as gerações passadas, mas estas também têm de fazer o mesmo trabalho com os mais novos, “porque o mundo está em constante mudança”.

A finalizar o dia decorreu um debate sobre inteligência artificial e jornalismo com a participação de Andrea Cruz, jornalista da Agência Lusa em Viana do Castelo, Daniel Catalão, jornalista da RTP, e Octávio Carmo, chefe de redação da Agência ECCLESIA.

Seguiu-se a apresentação da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado a 12 de maio, por D. Nuno Brás, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

 

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