A Câmara Municipal de Caminha alertou o Ministério da Cultura para a degradação do Forte da Ínsua, após o colapso de parte do paredão do monumento nacional devido à forte agitação marítima.

A presidente da autarquia, Liliana Silva, manifestou preocupação com o estado da estrutura e com o impacto do agravamento das condições do mar previsto para os próximos dias.
“Parte do paredão do Forte da Ínsua colapsou e a parte de baixo também está a ficar oca. Preocupa-nos bastante que um monumento nacional possa vir a ruir”, afirmou a autarca.
Liliana Silva adiantou ter informado o ministro da Cultura, Carlos Abreu Amorim, sobre a situação, bem como as entidades responsáveis pela tutela do monumento.
Segundo a presidente da Câmara, neste momento não existem condições de segurança para realizar qualquer intervenção no local, uma vez que o forte se encontra numa pequena ilha rochosa na foz do rio Minho, ao largo da praia de Moledo.
A autarquia contactou também a empresa DiverLanhoso, que em 2019 venceu o concurso público para a concessão do imóvel no âmbito do programa Revive. O projeto previa um investimento de cerca de 6,5 milhões de euros para transformar o forte num empreendimento turístico com cerca de 20 quartos e várias áreas de apoio.
No entanto, o projeto acabou por não avançar. Em junho de 2023, o então presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, explicou que a proposta tinha sido indeferida por não cumprir as normas do Plano Diretor Municipal (PDM) e por ter recolhido pareceres desfavoráveis de várias entidades governamentais.
Construído entre 1649 e 1652 na Ínsua de Santo Isidro, na União das Freguesias de Moledo e Cristelo, o Forte da Ínsua é um dos monumentos históricos mais emblemáticos do concelho de Caminha.
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