As reportagens, desenvolvidas em conjunto com Luísa Nhantumbo e Rui Celestino, acompanharam no terreno a nova vaga de ataques insurgentes que provocou quase 60 mil deslocados em poucos dias. O júri destacou a “capacidade descritiva” e a forma como a equipa soube conjugar proximidade humana com rigor, documentando episódios de separações familiares, fugas precipitadas e situações de risco que também envolveram os próprios jornalistas.
Os trabalhos — em texto, vídeo e fotografia — tiveram ampla repercussão mediática e originaram a publicação de um especial de página inteira no semanário Expresso.
Esta não é a primeira vez que a Lusa em Moçambique recebe reconhecimento pelo seu trabalho. Em 2024, a delegação da Lusa foi distinguida pelo júri dos Prémios Lusa pela qualidade e rigor do acompanhamento do processo eleitoral e das manifestações que se seguiram durante quase três meses, trabalho realizado sob perigo de vida, sem dias de descanso e sem hesitação.
Além disso, em outubro deste ano, Paulo Julião esteve nomeado para o prémio de Melhor Correspondente Estrangeiro pelo Fórum de Comunicação, Marketing e Relações Públicas em Moçambique (COMARP Fórum), reforçando o seu percurso destacado no jornalismo internacional.
Com esta distinção, o vianense Paulo Julião consolida o seu nome entre os repórteres portugueses mais reconhecidos em cobertura internacional, valorizando também o jornalismo feito a partir da região Minho.
