A Câmara Municipal de Viana do Castelo reforçou o dispositivo de vigilância florestal para o período de maior risco de incêndios, através da renovação e celebração de protocolos com o Exército, o Corpo Nacional de Escutas e a Freguesia de Vila de Punhe, numa estratégia que pretende aumentar a prevenção, reduzir comportamentos de risco e acelerar a deteção de eventuais ocorrências.

A decisão foi formalizada na reunião do executivo municipal realizada esta segunda-feira, onde foi aprovado o contrato interadministrativo com a Freguesia de Vila de Punhe para assegurar ações de vigilância móvel e sensibilização no Monte de Roques, entre 8 de julho e 15 de setembro, período que poderá ser prolongado caso as condições meteorológicas o justifiquem.
Este reforço junta-se ao protocolo já em vigor com a Escola dos Serviços do Exército, responsável pela vigilância da Serra de Santa Luzia e da área envolvente entre 1 de junho e 30 de setembro. Este ano, o dispositivo militar foi prolongado por mais quinze dias relativamente ao habitual, cobrindo um período mais alargado da época crítica de incêndios.
Segundo o protocolo, a presença do Exército tem como principal objetivo reforçar a vigilância da Serra de Santa Luzia, aumentar o efeito dissuasor sobre comportamentos de risco e contribuir para a diminuição do número de incêndios rurais, colaborando com o município na proteção da floresta e das populações.
Paralelamente, entre 15 de julho e 15 de setembro, a Junta Regional de Viana do Castelo do Corpo Nacional de Escutas assegurará ações de vigilância e sensibilização em três pontos considerados estratégicos: Serra de Santa Luzia, Senhora do Crasto, em Deocriste, e São Silvestre, em Cardielos.
O protocolo prevê a presença diária de dois escuteiros por turno, incluindo fins de semana, reforçando a vigilância em zonas de maior vulnerabilidade e promovendo igualmente ações de sensibilização junto da população.
A coordenação de todo o dispositivo é assegurada em articulação com a GNR, autoridade competente na coordenação da vigilância florestal.
De acordo com a autarquia, este modelo de vigilância de proximidade constitui um complemento aos meios tradicionais de prevenção, permitindo uma resposta mais rápida, maior cobertura do território e uma presença permanente com caráter dissuasor e pedagógico durante a época de maior perigo de incêndio rural.
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