O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou na última reunião de câmara o projeto de regulamento e plano de ação no âmbito do Programa Municipal de Apoio aos Cuidadores Informais (PMACI). O objetivo é conceder apoios provisórios ou prolongados aos cuidadores, até ao máximo de 48 horas, para poderem descansar. O regulamento apresenta o enquadramento e procedimentos da implementação do Programa definindo os critérios de atribuição, organização, funcionamento e os apoios atribuídos pelo Município. O documento segue para consulta pública por um prazo de 30 dias úteis.

O regulamento apresenta o enquadramento e procedimentos inerentes à implementação do “Programa Municipal de Apoio aos Cuidadores Informais” (PMACI), definindo os critérios de atribuição, organização, funcionamento e os apoios atribuídos pelo Município de Viana do Castelo. O documento segue agora para consulta pública por um prazo de 30 dias úteis.
O PMACI centra-se na promoção da saúde psicológica e mental do cuidador informal, promovendo momentos de pausa na tarefa de cuidar ao cuidador informal principal e tem como principais objetivos, capacitar continuamente o cuidador para a prestação de cuidados, promovendo a sua saúde mental e bem-estar psicológico, facilitar o alívio da sobrecarga emocional e física do cuidador, promovendo o acesso a momentos e atividades de descanso, lazer e apoio assim como envolver o cuidador numa rede
de apoio integrada, aumentando a sua rede de suporte e o (re)equilíbrio do sistema familiar.
No âmbito deste Programa, enquadram-se várias ações como a caracterização dos cuidadores do concelho, constituição de Gabinete e linha de apoio ao cuidador, Programa Psicoeducativo para Cuidadores, projeto “Turismo inclusivo e
cuidador”, projeto Voucher “cuidar(me)” e capacitação de “stakeholders” e da população em geral, através do desenvolvimento de ações concertadas com parceiros estratégicos do território.
Inclui ainda a promoção de pausas ocasionais do cuidador informal principal na sua tarefa de cuidar que fomentem a promoção da sua saúde mental e qualidade de vida através de uma bolsa de horas de cuidadores formais com formação complementar no cuidado a pessoas em situação de dependência e/ou bolsa de horas para internamento em unidade privada de saúde.
Viana do Castelo foi recentemente integrada na Rede de Autarquias que Cuidam dos Cuidadores Informais (RACCI), lançada pelo Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais, tendo sido reconhecida com o projeto Programa Municipal de Apoio aos Cuidadores Informais para pertencer a esta rede de autarquias que adotam as melhores práticas e medidas de apoio em benefício dos cuidadores informais, com reconhecimento na atribuição de selos de mérito.
De acordo com a proposta apresentada pelo Vereador da Promoção da Saúde, Ricardo Rego, no Plano de Desenvolvimento Social (PDS) do Concelho de Viana do Castelo (2021-2025), são identificados como eixos estratégicos de intervenção, o Eixo 3 – Saúde Mental; o Eixo 5 – Envelhecimento e o Eixo 6 – Deficiência e incapacidade, e designadamente a necessidade de desenvolver respostas que apoiem e capacitem a rede de suporte formal e informal, inclusive os cuidadores informais bem como a criação de uma rede de profissionais especializados na área de apoio aos cuidadores informais, tendo sido destacada a sobrecarga física e psicológica dos cuidadores como um dos problemas centrais.
Surge, assim, a proposta de Programa Municipal de Apoio aos Cuidadores Informais que “pretende apoiar os cuidadores informais, designadamente através da criação de respostas integradas e especializadas de capacitação e apoio ao cuidador informal, protegendo e promovendo a sua saúde psicológica e mental bem como a sua qualidade de vida e tentando encontrar respostas locais mais equitativas, ajustadas e céleres em relação ao tempo que medeia o pedido e a resposta efetiva, que permitam intervir ao nível da sobrecarga e exaustão do cuidador informal, focando o alívio do sofrimento psicológico, respostas estas complementares das já existentes, quer operacionalizadas pelo Serviço Nacional de Saúde quer pelo Instituto da Segurança
Social”.
O documento realça que “os estudos mais recentes, realizados a nível nacional, sobre a saúde mental e o bem-estar dos cuidadores informais revelam que 83,3% dos inquiridos já se sentiram em “burnout/exaustão emocional”; que 78,5% consideram
que o seu estado de saúde mental” influencia o desempenho do seu papel de cuidador” e que 77,9% reconhece que precisa de apoio psicológico, mas menos de metade destes procura e usufrui desta ajuda”.
A organização da Romaria d’Agonia suspendeu temporariamente o processo de inscrições para o Desfile da Mordomia, após detetar um número considerado anormal de acessos à plataforma digital.
O Santa Luzia FC vai avançar com a organização da primeira edição do 24 Horas Futsal – Summer Edition 2026, uma nova competição de verão que pretende afirmar-se como referência no calendário do futsal regional e atrair equipas de diferentes pontos do país e da Galiza.
O Município de Ponte de Lima está a reforçar a sua intervenção social com a implementação do projeto “Projetos Inovadores para a Inclusão Ativa – Ponte de Lima 2030”, uma iniciativa que aposta na proximidade para apoiar cidadãos em situação de maior vulnerabilidade.
A Comunidade de Energia Renovável de Caminha (CERCAMINHA) vai avançar com cinco freguesias e prevê, no futuro, abrir-se à participação de munícipes, empresas e outras entidades locais, anunciou a Câmara Municipal.
Vila Nova de Cerveira encerra o exercício financeiro de 2025 com resultados positivos e uma execução orçamental que o executivo municipal considera demonstrativa de “solidez e visão estratégica” na gestão autárquica.
A Assembleia Municipal de Paredes de Coura aprovou, por maioria expressiva, os documentos de Prestação de Contas da Câmara Municipal relativos a 2025, ano em que a receita fiscal ultrapassou os 100% de execução.
A associação ambientalista Quercus manifestou preocupação com o atraso na disponibilização dos apoios financeiros destinados à limpeza de terrenos nos concelhos afetados pela tempestade Kristin. A cerca de dois meses do fim do prazo legal, fixado em 30 de junho, a organização questiona o Governo sobre a ausência dos vales prometidos, no valor entre 1000 e 1500 euros por hectare.