O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse que o investimento de 200 milhões de euros da multinacional Nordex numa fábrica de aerogeradores está em risco de não se concretizar devido à exposição mediática “negativa” do projeto.

Em causa está uma nova unidade de produção de pás para aerogeradores, com uma área de 25 hectares, prevista para a freguesia de Vila Nova de Anha, próxima do porto de mar, na margem esquerda do rio Lima, e que criará cerca de 2.000 novos postos de trabalho.
Em declarações aos jornalistas, no final da reunião ordinária do executivo municipal, onde o assunto surgiu durante a discussão do orçamento para o próximo ano, Luís Nobre disse que “formalmente” a autarquia não “recebeu nenhuma comunicação” a cancelar o investimento.
“A última comunicação que temos [janeiro] da [multinacional] é que continuava interessada na Europa, em Portugal, e em Viana do Castelo, em particular, mas que adiavam a decisão do investimento”, explicou.
Durante a reunião camarária, Luís Nobre acusou os vereadores do PSD, Paulo Vale e Eduardo Teixeira, agora independente, de terem sido os responsáveis por “queixas e denúncias” consecutivas, em diversas entidades, desde que o investimento foi anunciado para o concelho.
“As multinacionais [cotadas] em bolsa não querem andar em parangonas. Perceberam que não era um investimento desejado e, por isso, esfriaram”, referiu.
O vereador Paulo Vale defendeu-se, dizendo que, quando há dúvidas, os processos têm de ser analisados pelas entidades competentes.
“Isto é viver em democracia”, disse.
Eduardo Teixeira, atualmente deputado eleito pelo Chega, não esteve presente na sessão.
Aos jornalistas, Luís Nobre admitiu que “a luz começa a ter menos expressão, a ser menor e menos densa” e que o município tem de se “preparar para o pior”.
Ainda durante a reunião camarária, o autarca socialista revelou que a autarquia “está a trabalhar noutros investimentos, até de valor superior” ao da Nordex, mas garantiu que irá tratá-los “com a maior descrição”.
“Aprendi com toda a visibilidade que esse investimento teve”, observou.
Questionado pela Lusa, Luís Nobre assumiu a acusação que dirigiu aos vereadores do PSD, adiantando não o ter feito “à porta fechada”.
Luís Nobre explicou ainda que a suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM) e o estabelecimento de medidas preventivas na área onde a Nordex prevê construir a nova unidade industrial “é para aquela unidade em concreto, tem validade de dois anos, mas a decisão é válida por quatro anos”.
“Não podemos alterar a utilização daquele espaço [na freguesia de Vila Nova de Anha] sem concretizar este [projeto] ou decorrerem quatro anos. Nestes quatro anos é sempre possível fixar aquele investimento, naquele local. Para aquele local em concreto, até a conclusão da revisão do PDM, só pode ser aquele investimento”, referiu.
Segundo o autarca, os investimentos que a autarquia está a negociar não podem acontecer porque a “suspensão do PDM foi para aquele projeto em concreto”
“Tem um senão que é, durante quatro anos, se não se concretizar [o investimento da Nordex], não pode estabelecer ou orientar outro projeto para o mesmo espaço”, especificou.
A suspensão parcial do PDM abrange um total de 29,3 hectares, o equivalente a 30 campos de futebol.
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O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga absolveu o Município de Viana do Castelo numa ação apresentada por uma empresa do Grupo Avic, que exigia cerca de 268 mil euros em compensações adicionais pelos serviços de transporte público prestados entre 2021 e 2024.
O Centro Cultural de Viana do Castelo recebe, no próximo dia 26 de outubro, mais uma sessão da iniciativa “Conversas em Português”, dedicada à prática da língua portuguesa num ambiente informal, acolhedor e de partilha.
A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo acolheu, esta tarde, as comemorações do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, numa iniciativa promovida pela Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC), que contou com a participação da vereadora Carlota Borges.
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