A Câmara Municipal de Viana do Castelo e parceiros integram a quarta edição da iniciativa nacional “Agenda Nacional À Descoberta do Turismo Industrial”, que decorre de 5 a 19 de abril e oferece uma oportunidade única de conhecer os locais e experiências associados à indústria viva e ao património industrial em Portugal.

O concelho de Viana do Castelo integra esta Agenda com a oferta de experiências únicas proporcionadas pelos parceiros que integram a Rede Portuguesa de Turismo Industrial, nomeadamente a Azenha da Almerinda e os Fornos Telheiros de Alvarães, o Navio Museu Gil Eannes, o Moinho do Inácio e o Museu do Mel ao Caulino de Vila de Punhe, bem como o Moinho de Maré – Azenhas de D. Prior, na Argaçosa – Meadela.
As propostas do Município de Viana do Castelo e dos parceiros podem ser consultadas através do link:
http://www.portoenorte.pt/fotos/guias/ti25-agendapt-4_77515339567dc4252588be.pdf
Ao longo de duas semanas, o convite é para que vianenses e visitantes conheçam o património industrial que reflete a história e identidade do território.
Na página 131 da agenda pode encontrar-se a ROTA DA AZENHA, em Alvarães, atividade educativa que oferece aos participantes uma experiência nos processos industriais das azenhas, revelando as técnicas tradicionais de moagem e transformação de cereais. Através de projeções práticas, os participantes compreendem o funcionamento dos moinhos de água, a importância histórica das azenhas na produção alimentar e o impacto dessa tradição na economia local ao longo dos séculos.
Na página 132, surge a ROTA DA CERÂMICA, também na freguesia de Alvarães, com uma atividade educativa que explora os processos industriais dos fornos antigos, proporcionando aos participantes o conhecimento sobre as técnicas de produção de tijolos e cerâmica. Ao longo da experiência, os participantes aprendem sobre os métodos de fabricação, as ferramentas utilizadas e o impacto histórico dessa atividade.
Na página 133, é apresentada a proposta NAVEGANDO PELOS ESPAÇOSDO NAVIO MUSEU GIL EANNES. Na visita livre aos espaços museológicos do Navio, os visitantes podem embarcar numa experiência de conhecimento histórico, cultural e náutico “navegando” pelos espaços museológicos, como: ponte de comando, casa do leme, cozinha, padaria, casa das máquinas, enfermarias, consultório médico, sala de tratamento, bloco operatório, diversos camarotes, capela e entre outros espaços, bem como conhecer o processo de construção do Navio, datado de 1955.
VISITA GUIADA AO NAVIO MUSEU GIL EANNES é a proposta da página 134. Realizada para grupos de no mínimo 10 participantes e máximo 25, a visita guiada inicia com uma breve introdução histórica sobre a importância da construção do Navio, a missão que desempenhou no apoio à frota bacalhoeira da pesca à linha, o seu resgate da sucata e a atual função enquanto museu. Com duração média de 1h30, acompanhados de um guia, os visitantes podem “navegar” e conhecer a funcionalidade de cada espaço, bem como visitar as exposições a bordo dedicadas à navegação, ao mar e à cultura.
Na página 135, surge VISITA GUIADA AO MOINHO INÁCIO, visita ao antigo engenho de rodízio, de uma água, que começou a funcionar em 1837, e que foi recentemente restaurado. O espaço encontra-se equipado, e preparado para funcionar, respeitando as técnicas tradicionais de moagem e transformação de cereais.
Já na página 136 surge a VISITA GUIADA AO MUSEU DO MEL AO CAULINO. Os visitantes podem explorar o património identitário da margem esquerda da Ribeira Lima e, ainda, conhecerem o vasto património natural e cultural patente na área territorial de Viana do Castelo neste espaço expositivo que se divide em duas alas: a ala do mel onde se pode observar os vários utensílios usados pelos apicultores, conhecer os diferentes produtos extraídos da colmeia e fazer prova de mel; e a ala dedicada ao caulino, onde são apresentados testemunhos da exploração e das aplicações deste barro especial. Possibilidade de realização de visitas ao apiário, em viatura própria, seguida de degustação de broa com mel.
Na 137, PEDDY-PAPER AUTÓNOMO DO PARQUE ECOLÓGICO URBANO, atividade que convida a explorar a ligação entre o Moinho de Maré e a área natural que o rodeia – Parque Ecológico Urbano. Durante o percurso, os participantes descobrem como o moinho, ao longo do tempo, moldou a paisagem e influenciou a evolução do ecossistema local. Através desta atividade é possível entender como a interação entre o homem e a natureza resultou num equilíbrio sustentável, onde o moinho e a área natural coexistem de forma harmoniosa, refletindo a importância da preservação ambiental.
Página 138, VISITA LIVRE AO MOINHO DE MARÉ. O Moinho de Maré, sedeado no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental e localmente conhecido por Azenhas de D. Prior, é hoje um testemunho singular do aproveitamento da energia das marés para a atividade moageira, em funcionamento provavelmente até aos anos 30 do século XX. A visita ao Moinho de Maré permite conhecer a história local, a sua importância – potencial hidráulico e mecânico que as marés apresentam de forma inesgotável e sustentável – e funcionamento.
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