Viana do Castelo vai receber, no próximo 19 de fevereiro, uma sessão do ciclo nacional “Tratar o Cancro por Tu”, iniciativa do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto que pretende aproximar cientistas e cidadãos e esclarecer mitos sobre o cancro, uma doença que hoje é cada vez mais controlável. Segundo o investigador Manuel Sobrinho Simões, dois terços das pessoas diagnosticadas com cancro já não morrem da doença.

O diretor do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto sublinha que, apesar do aumento do número de novos casos de cancro a nível mundial, a mortalidade não tem acompanhado esse crescimento. “Não falamos em cura, mas em controlo. Em muitos casos, o cancro tornou-se uma doença crónica”, afirmou.
A sessão em Viana do Castelo terá como tema “Ambiente, comportamento e cancro: compreender para prevenir”, colocando o foco nos fatores de risco associados aos hábitos de vida e ao meio ambiente, como o tabagismo, a alimentação e outros comportamentos que podem ser alterados para reduzir o risco de desenvolver a doença.
Manuel Sobrinho Simões lembra que não existe, nem deverá existir, uma vacina contra o cancro, uma vez que cada doente e cada tipo de tumor apresentam características próprias. Por isso, a aposta deve centrar-se na prevenção, no rastreio, no controlo da doença e na informação clara à população.
Apesar do impacto emocional da palavra cancro, os dados são encorajadores. No caso do cancro da mama, cerca de 70% das pessoas já não morrem da doença, e a maioria dos cancros (cerca de 90%) não é hereditária, estando frequentemente associada a fatores ambientais e comportamentais.
Com mais de 3.500 participantes em edições anteriores, o ciclo “Tratar o Cancro por Tu” percorre várias cidades do país, promovendo sessões abertas ao público com linguagem acessível, com o objetivo de quebrar tabus e reforçar a importância da prevenção e da deteção precoce.
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