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Valença vai classificar Fortes da Restauração e Cruzeiros do Caminho de Santiago

24 Março, 2025 | 16:07
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Pedro Sérgio Xavier
2 min. leitura

A Câmara Municipal de Valença aprovou o início do processo de classificação dos seis Fortins Térreos Abaluartados das Guerras da Restauração e dois cruzeiros do Caminho Português para Santiago de Compostela como Património de Interesse Municipal.

Forte de São Jorge, na freguesia da Silva, o Forte de São Luís Gonzaga, em São Pedro da Torre, o Forte do Tuído, em Gandra, o Forte de São Francisco na Balagota, em Gandra, o Forte de Belém, em Arão e o Forte da Gingleta em Verdoejo são os fortes que vão passar a integrar a classificação de Património de Interesse Municipal.

A abertura deste processo de classificação segue-se a um intenso trabalho de inventariação e acordo com os proprietários para intervenções de limpeza parcial e total dos recintos. Estas intervenções permitiram um levantamento topográfico e com o sistema Lidar que proporcionaram leituras detalhadas destas estruturas fortificadas térreas. Está prevista, também, a criação de uma zona de proteção, no âmbito do novo PDM – Plano Diretor Municipal.

Estas fortificações são testemunho da época das Guerras da Restauração e tiveram um papel fundamental na complementaridade da defesa e ataque da Praça-Forte de Valença e de toda a linha de fronteira.

Em reunião de Câmara, o executivo municipal aprovou, também, a abertura da classificação como Património de Interesse Municipal do Cruzeiro do Senhor dos Aflitos e do Cruzeiro do Senhor dos Caminhos, dois testemunhos e marcos simbólicos identitários do Caminho Português para Santiago de Compostela.

O Cruzeiro do Senhor dos Caminhos, em Fontoura, é um testemunho de proteção aos peregrinos mais singulares deste traçado jacobeu. O Cruzeiro do Senhor dos Aflitos, também em Fontoura, é uma das principais marcas jacobeias deste traçado secular com o cajado e a vieira representados na fuste do cruzeiro.

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