Utentes dos transportes públicos do Alto Minho escreveram ao Presidente da República (PR) reivindicando “igualdade” com a criação de um “passe de baixo custo” até ao Porto, evitando a subida de 88 para 200 euros mensais na deslocação.

O Grupo de Utilizadores dos Transportes Públicos do Alto Minho alerta que o seu território de origem “é negativamente discriminado no acesso a subsídios governamentais à utilização de transportes públicos, em particular em relação às regiões vizinhas de Porto e Braga”.
Os utentes referem o “caráter excecional da situação de pobreza de mobilidade no Alto Minho, sem paralelo com o resto do país onde, nomeadamente nas cidades das regiões periféricas às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, existem passes de baixo custo para as deslocações pendulares”.
O documento, enviado na terça-feira a Marcelo Rebelo de Sousa, surge depois de a Câmara de Viana do Castelo reduzir, em janeiro, o apoio “de 67% para 40%” do valor do bilhete para as deslocações feitas pelos seus munícipes entre aquele concelho e o Porto, levando a que os utilizadores diários/frequentes enfrentem um aumento de 100%”.
“Não obstante as reivindicações que nos motivam extravasarem as competências do PR, apelamos ao uso da sua magistratura de influência junto do governo central e da Câmara, no sentido de serem garantidos a estes cidadão os direitos constitucionalmente consagrados de igualdade”, reivindicam.
Os utentes assinalam que as demais alternativas têm valores semelhantes, desde logo o passe mensal ferroviário, com “um custo de 180 euros acrescido de 30 ou 40 euros do passe Andante [para circulação na AMP], o que resulta em 210 ou 220 euros”.
Por outro lado, o “transporte rodoviário em carreira pela Nacional 13 – Viana/Póvoa /Porto – não tem passe e tem um custo de 217,80 euros (22 dias x 2 viagens x 4,95€) acrescido de 30 ou 40 euros do passe Andante [para circulação na Área Metropolitana do Porto]”, o que “resulta em 247,80 euros ou 257,80 euros, respetivamente”.
O mesmo valor resulta da conjugação do transporte rodoviário no trajeto Viana do Castelo/Póvoa de Varzim com o metro a partir da Póvoa até ao Porto, afirma a comissão.
Numa resposta à Presidência da República, a que a Lusa teve acesso, a Câmara de Viana do Castelo esclarece que “existia uma carreira regular Viana-Póvoa-Viana e Póvoa-Porto-Póvoa que foi suprimida após a conclusão dos Concursos Públicos Internacionais para Concessão de Serviço Público de Transporte de Passageiros, quer da CIM Cávado quer da Área Metropolitana do Porto, respetivamente, passando esta carreira a ser efetuada por operadoras distintas e diferentes da anterior”.
“A operadora anterior aos concursos possuía também, e ainda possui, uma carreira “Expresso” Viana-Porto-Viana e permitia aos seus utentes a utilização do passe da carreira regular no Expresso, muito embora às carreiras expresso não seja aplicável a figura do passe”, acrescenta a autarquia.
De acordo com a câmara, “com o fim da exploração da carreira regular deixou de ser viável a utilização do passe”.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho revelou na terça-feira que aguarda da Área Metropolitana do Porto (AMP) resposta ao pedido de reunião para avaliar a possibilidade de criar um passe de transporte público rodoviário até ao Porto.
Em dezembro, a CIM do Cávado denunciou que a AMP decidiu acabar com a ligação de autocarro Braga – Porto pela A3 e o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, responsabilizou a CIM do Cávado pelo fim do serviço, alegando que competia à entidade minhota promover a sua continuidade.
As Câmaras do Porto e de Braga acordaram entretanto retomar o serviço.
A autarquia portuense estima gastar cerca de 30 mil euros anuais com o serviço e descontos implementados no autocarro expresso Braga-Porto via A3, nomeadamente para um novo desconto aplicado aos munícipes do Porto, tal como acontecia com os de Braga.
O Atlético dos Arcos venceu este domingo no terreno do Cardielense, por 2-0, na sexta jornada da Primeira Divisão SABSEG, da Associação de Futebol de Viana do Castelo, e lidera o campeonato com 18 pontos.
O Município de Valença promove, no dia 26 de outubro, uma ação de sensibilização dedicada à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao apoio a quem enfrenta o cancro da mama. Integrada no Outubro Rosa, a iniciativa «Cancro da Mama Não Tem Género» decorre a partir das 14h30, no edifício da antiga Alfândega, e está aberta a toda a comunidade.
O Vianense B empatou este domingo a duas bolas (2-2) no terreno do Campos, na sétima jornada da Segunda Divisão da Associação de Futebol de Viana do Castelo, MKA, e ocupa a liderança do campeonato com 19 pontos.
O Santa Luzia FC conquistou este sábado a primeira vitória na Liga Feminina de Futsal, ao vencer o GD Árvore por 2-1, no Pavilhão Municipal José Natário, em Viana do Castelo, em encontro da 5ª jornada da competição.
O Sport Clube Vianense perdeu este domingo na receção ao São João de Ver, por 1-3, em encontro da 7.ª jornada da Liga 3, disputado no Estádio Dr. José de Matos, em Viana do Castelo.
Um homem de 59 anos foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago, em Vila do Conde. Os crimes ocorreram em agosto, quando o suspeito se encontrava em liberdade condicional, após cumprir uma pena de 21 anos de prisão.
O treinador do Leixões, Carlos Fangueiro, e dois jogadores da equipa foram castigados pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol na sequência do jogo da Taça de Portugal que o Vianense venceu por 1-0 e que terminou em grande confusão.