A REN – Redes Energéticas Nacionais e a União de Freguesias de São Jorge e Ermelo, em Arcos de Valdevez, plantaram hoje mais de 1.350 laranjeiras em três hectares de terrenos atravessados por linhas de transporte e energia.

“A plantação, nos terrenos atravessados pelas Linhas de Transporte de Energia, de espécies autóctones compatíveis com as respetivas faixas de gestão de combustível e geradoras de rendimento anual são fundamentais para valorizar estes territórios e garantir a continuidade de uma produção que se estava a perder”, refere a REN em nota enviada à agência Lusa.
A REN adianta que “a iniciativa irá gerar valor para os proprietários dos terrenos e para a comunidade local, através da comercialização do fruto, a ser produzido em modo biológico, permitindo aos produtores a entrada num mercado mais exclusivo e financeiramente atrativo”.
À Lusa, o presidente da União de Freguesias de São Jorge e Ermelo, Horácio Cerqueira, estimou que “quando as árvores hoje plantadas atingirem o seu pleno, será possível atingir um volume de produção entre as 70 e as 100 toneladas”.
“Há 20 anos produziam-se neste território cerca de 20 toneladas de laranja. Com o envelhecimento da população, o abandono das áreas agrícolas e o próprio envelhecimento das laranjeiras [de Ermelo], a produção teve uma quebra significativa que se nota até aos dias de hoje”, sustentou.
Para o presidente da União de Freguesias de São Jorge e Ermelo, a plantação “é prioritária para que a laranjeira não desapareça e se possa voltar a comercializar de forma mais abrangente e com uma escala maior este produto único”.
“Plantados estes três hectares teremos margem para pensar em ir mais além. Queremos que a laranja seja ainda mais conhecida e valorizada e que essa valorização possa trazer retorno financeiro para a comunidade. Acreditamos ainda que este projeto servirá de incentivo à criação de novos negócios a partir deste produto”, afirmou Horácio Cerqueira.
Segundo a REN, a “plantação desta variedade autóctone de laranjeiras, única no país, enquadra-se no compromisso da empresa para com a defesa da floresta contra incêndios e pretende preservar e valorizar esta fruta tradicional da região, com uma história que remonta ao século XIII, e que chegou a este território pelas mãos dos Monges Beneditinos”.
A REN adianta que “a parceria com os Baldios de São Jorge contou com a presença de 100 crianças do 4.º ano de escolaridade do agrupamento de escolas de Valdevez, que plantaram simbolicamente algumas laranjeiras”.
Esta iniciativa integrou ainda uma degustação de dois pratos elaborados com laranjas de Ermelo, pelo ‘chef’ Álvaro Costa.
De casca lisa e fina, de média dimensão, doce, sem fibras e com poucas sementes, a laranja de Ermelo foi introduzida na região no século XIII pelos monges Beneditinos, quando estes se instalaram na aldeia.
A laranja de Ermelo pertence ao catálogo mundial de produtos do movimento internacional ‘Slow Food’, integrando esta lista desde 2010.
Esta laranja tem características únicas graças ao microclima do local onde se desenvolve, proporcionando um fruto mais doce e sumarento. Durante décadas as laranjeiras foram muito importantes para o desenvolvimento da comunidade local.
A PSP deteve um jovem de 20 anos, residente em Viana do Castelo, por condução sem habilitação legal.
O Voleibol Clube de Viana (VCV) anunciou que não irá inscrever a sua equipa sénior feminina no Campeonato Nacional da 2.ª Divisão na época 2026/2027, numa decisão que resulta de uma análise aprofundada das condições desportivas, humanas e financeiras necessárias para assegurar uma participação competitiva e sustentável.
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A companhia de teatro Comédias do Minho estreia este mês a nova criação teatral “Ninguém Sabe o Que Vai Ser”, um espetáculo concebido para o espaço público que percorrerá cinco municípios do Vale do Minho ao longo de junho. A digressão passa por Paredes de Coura, Valença, Melgaço, Vila Nova de Cerveira e Monção, propondo uma reflexão sobre a vida em comunidade, a participação cívica e a utilização dos espaços comuns.
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