Na Assembleia Geral Ordinária do Sport Clube Vianense, realizada ontem no Auditório da ex-Associação Industrial do Minho, Nuno Azevedo e Cardoso, Presidente da Vianense, Futebol SAD, apresentou "o sonho" de construir a Cidade Desportiva do Clube.

A Assembleia começou com agradecimentos aos adeptos, sócios e a todos os membros do clube, sendo atribuído por todos os presentes, cerca de 70 sócios, um voto de louvor à Sport Clube Vianense, Futebol SAD. Equipa técnica, dirigentes, jogadores e staff.
Nuno Azevedo e Cardoso iniciou a ordem de trabalhos com a apresentação do projeto para a criação de novas instalações desportivas.
“A ideia é fazer aqui no concelho uma cidade desportiva que nos permita conviver no mesmo espaço e dar a oportunidade às camadas mais jovens para se desenvolverem, tal como a a todas as atividades. Não só as da SAD, mas também as do clube. Só assim seremos cada vez melhores e mais atrativos”.
“Partimos do principio que a SAD nunca pode ser senhoria do clube, logo a SAD mesmo que tivesse todo este capital para investir, nunca o poderia fazer, porque assim teria que pedir ao clube uma renda. Eu acho que isso seria o mundo ao contrário. Isso nunca irá acontecer. O que deve acontecer, é o património continuar a ser do clube e ser o clube a cobrar uma renda à SAD”, realçou relativamente ao investimento, que prevê a mudança do Estádio para a freguesia de Darque.
“O nosso trabalho foi encontrar um investidor, um outro que não tem nada a ver com o que vocês já conhecem. Que não tem nada a ver com futebol , nem com a SAD, mas sim um empresário do ramo do Real State, que viu neste negócio uma oportunidade e que não vai ter nenhuma participação na SAD ou no clube”.
Cardoso afirmou que “o investidor é português, mas não é de Viana do Castelo”.
Já com a apresentação projetada para os sócios presentes, Nuno Azevedo e Cardoso, afirmou que o projeto “não é definitivo”, mas “é o mínimo para nós, o mínimo olímpico do que nós achamos necessário”.
O estádio prevê a possibilidade de 15 000 lugares porém o Presidente da SAD reforça que “talvez seja um bocadinho ambicioso, porque mesmo chegando à final como nós chegamos, o José de Matos continuava vazio”, portanto “um estádio com cinco ou com dez mil (lugares) servia perfeitamente”.
A ideia do projeto passa pela criação de 5 000 lugares, mas sempre, com a possibilidade de crescer, tendo sido o projeto desenhado dessa mesma forma.
O projeto prevê aquele que “é o sonho de todos os clubes” com a criação de três campos e um estádio mais pequeno, mas com bancada e balneários, onde jogarão os Sub-19 e todos os outros escalões. “É o mínimo olímpico para um clube que quer chegar aos campeonatos profissionais.” frisou.
O projeto contempla ainda, um centro de estágio composto por um Hotel com cerca de 40 quartos, para estágios da equipa profissional, com a possibilidade de rentabilizar o empreendimento, uma piscina, ginásio e estruturas que apoiem o clube, as equipas da SAD e os vianenses em geral.
Voltando ao projeto o Presidente explicou que o promotor tem algumas exigências, sendo a primeira e talvez a principal, que a “Câmara Municipal aprove o projeto e que o índice de construção dos terrenos do José de Matos estejam de acordo com o investimento a fazer”.
Cardoso explicou que “o processo inicia-se com uma avaliação aos terrenos do José de Matos e uma avaliação a este projeto onde os valores terão de ser similares”.
Para viabilizar o projeto, o Município terá de ceder os terrenos, ao Sport Clube Vianense, mantendo-se o Estádio Dr. José de Matos intacto até ao fim da construção do novo Estádio.
Caso o projeto avance, a “ideia passa por construir habitações, no lugar do antigo Estádio, bem como Lares para Idosos onde será dada uma benesse aos sócios do Vianense, com condições especiais”.
O Presidente da SAD conclui dizendo que “não há mal nenhum em mudar e evoluir, sendo o projeto em Darque, Praia Norte…ou Meadela… para mim é igual até porque foram estudadas várias possibilidades e neste projeto tentamos uma série de locais e vão todos dar a Darque, sejam nestes terrenos ou noutros”, relembrando ainda que a decisão é dos sócios e que aceitará sempre a decisão dos mesmos.
Projeto:

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