A seleção nacional portuguesa fez a antevisão à eliminatória do Grupo Mundial 1 da Taça Davis by Rakuten contra o Brasil. O capitão Rui Machado e os jogadores João Sousa, Nuno Borges, Gastão Elias, Frederico Silva e Francisco Cabral marcaram presença na sala de conferências de imprensa do Centro Cultural de Viana do Castelo para lançarem a eliminatória, que acontece nos dias 16 e 17 de setembro.
Rui Machado, capitão de Portugal, afirmou estar à espera de uma frente-a-frente equilibrado: “Estamos à espera de uma eliminatória difícil, renhida, contra uma equipa com bons jogadores de singulares e pares. Taça Davis é isto mesmo, não sabemos quem é que ganha no fim, mas vamos jogar em Portugal e temos tido bons resultados sempre que jogamos em Portugal. O que procuramos é que os jogadores consigam produzir um bom ténis, porque se o fizerem teremos boas hipóteses de ganhar.”
O selecionador algarvio, de 38 anos, também comentou as condições (hard-court indoor) em que a eliminatória será disputada: “Tenho à minha disposição jogadores que competem muito bem em todos os pisos, mas esta escolha passou por dar seguimento à superfície em que vinham a jogar e na qual se sentem bastante cómodos, bem como por dificultar um bocadinho a tarefa à equipa adversária. Mas o ponto principal é que os nossos jogadores se adaptam bem a este piso.”
Já sobre o regresso a Viana do Castelo, Rui Machado salientou que “somos sempre muito bem-recebidos em Viana do Castelo. Já tivemos boas experiências aqui, é uma cidade que fica no coração e que ficou no coração da seleção portuguesa. Espero que haja não só muito público, como muito bom público.”
João Sousa, o número um português (56.º classificado no ranking ATP), também fez o lançamento ao confronto inédito entre as duas seleções: “Tudo o que conseguimos controlar está do nosso lado. Jogar em casa é sempre muito especial e fazê-lo aqui em Viana, que é um sítio de boas recordações não só por termos vencido, mas pelo ambiente que envolveu as eliminatórias anteriores, cria-nos a expetativa de voltarmos a ter esse ambiente. O espírito de grupo tem sido fantástico, os treinos e a adaptação às condições têm corrido bem e estamos preparados. Sabemos que o Brasil tem uma boa equipa, com jogadores jovens e bons tanto nos singulares como no par, mas nós também temos um lote de jogadores muito bom e se o Rui assim entender estarei preparado para representar Portugal da melhor maneira.”
A representar Portugal pela terceira vez na carreira, Nuno Borges chegou a Viana do Castelo dias depois de celebrar a entrada no top 100 mundial pela primeira vez (é o 93.º classificado) e também demonstrou otimismo em relação a este encontro: “É verdade que na última eliminatória fui decisivo, mas esta é uma eliminatória completamente nova, contra outros jogadores e em condições diferentes. Felizmente é em casa e podemos voltar a contar com o apoio dos portugueses. É sempre uma vantagem e acho que vamos saber utilizar isso a nosso favor. Sei que quem for a jogo vai estar à altura do desafio e vai ser uma boa eliminatória, disputada até ao fim.”
Gastão Elias destacou a adaptação positiva ao Centro Cultural de Viana do Castelo: “Gostamos das condições, o campo está muito bonito e temos a certeza de que vai ter um ambiente extraordinário. Fomos atrás de um court que fosse mais benéfico para nós e é isso que temos. Temos feito uma boa adaptação, ainda temos mais alguns treinos até começarmos a jogar na sexta-feira e acredito que estaremos todos impecáveis e prontos a competir para ajudarmos a seleção.”
Frederico Silva, que volta a estar convocado, teceu comentários sobre uma superfície na qual tem muitas vitórias ao longo da carreira: “É muito bom estar de volta à equipa e é sempre um orgulho representar Portugal. Na última eliminatória estive com eles, mas sobretudo a apoiar, e agora estou preparado para jogar se o capitão assim o decidir. Esta superfície foi uma ótima escolha para nós, estamos todos a gostar do piso, a fazer uma boa adaptação e vamos estar todos preparados para jogar, que é o mais importante para nos sentirmos confortáveis e o capitão saber que tem os jogadores todos à sua disposição para o que for preciso.”
A completar a convocatória surge Francisco Cabral, que desde a estreia, em março, já conquistou dois títulos ATP de pares que o ajudam a ter ainda mais confiança: “Ainda há pouco estávamos na brincadeira a decidir se eu ainda sou caloiro ou não. Acho que vou acabar por considerar que ainda sou, porque é o meu primeiro ano de Taça Davis, mas sinto-me mais experiente e mais preparado depois de ter feito a eliminatória da Maia, que correu muito bem. Estou num bom momento, mas sou apenas mais um membro da equipa pronto para ajudar e se o capitão assim decidir jogarei.”
Na sexta-feira, a eliminatória arranca às 15 horas, com a cerimónia de abertura seguida de dois encontros de singulares. Já no sábado, último dia, o início da ação também está marcado para as 15 horas, mas com um encontro de pares, seguido dos singulares.
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