O secretário-geral do Eixo Atlântico afirmou que os governos de Portugal e Espanha chegaram a acordo sobre a localização da nova ponte ferroviária sobre o rio Minho entre Tui, e Valença, para servir a linha de alta velocidade.

Segundo o secretário-geral do Eixo Atlântico (EA) do Noroeste Peninsular, instituição que agrega 39 autarquias portuguesas e galegas, os “dois governos deverão reunir-se em breve para dar os primeiros passos para a construção da nova ponte ferroviária (…), estimando a sua conclusão entre 2030 e 2032”.
Xoán Mao, que falava na Câmara de Viana do Castelo durante a apresentação do relatório Infraestruturas Rodoviárias e Ferroviárias na Eurorregião Galiza/Norte de Portugal, acrescentou que o avanço do projeto “está dependente de uma reunião que já deveria ter ocorrido, mas que deverá acontecer depois da Páscoa para definir o modelo de gestão que vai ser aplicado”.
“Em cima da mesa estão três opções: a primeira prevê a criação de uma empresa mista, outra que aponta a construção por cada um dos dois países da sua parte da ponte ou, uma terceira opção, mais ágil, que um dos dois países executa a obra e o outro paga metade do investimento”, especificou.
Em causa está a linha de alta velocidade entre Lisboa e Vigo, que contempla estações no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença e será complementar à Linha do Minho, entre o Porto e Vigo.
Xoán Mao explicou que, inicialmente, o projeto esteve previsto para a ponte rodoferroviária de Valença, mas essa possibilidade foi descartada por razões técnicas.
Adiantou que o comboio de alta velocidade “vai unir todos os grandes portos de mar dos dois países como Sines, Corunha e Ferrol, aeroportos, como o Francisco Sá Carneiro, no Porto.
“Vai ligar universidades, parques tecnológicos, zonas industriais. A eurorregião Norte de Portugal/Galiza é um conjunto compacto, com mais de sete milhões de habitantes e uma das zonas mais competitivas da Europa”, realçou.
Xoán Mao espera que “o investimento no projeto de construção de túnel entre as duas margens Tejo, em Lisboa, não seja feito à custa dos investimentos da rede ferroviária do Norte”.
“Se o Governo de António Costa considerou prioritária a linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e a Galiza, esperamos que quem vier a governar Portugal a partir de maio respeite os compromissos que já vêm do governo Costa e que foram aprovados pela Assembleia da República”, observou.
O secretário-geral do EA revelou ainda que “Viana do Castelo está a liderar o apoio a uma proposta do Sindicato Nacional de Comisións Obreiras de Galicia que prevê a construção de uma linha-piloto entre Vigo e a capital do Alto Minho, com paragens em todos os parques empresariais da eurorregião para reduzir o tráfego automóvel.
“Do lado espanhol parte da decisão sobre este projeto-piloto é da competência da Junta da Galiza e outra do Governo de Madrid, o que não facilita as coisas”, disse.
O Programa Regional Norte 2030 aprovou a candidatura para a construção do Centro de Investigação 3AR, na Escola Superior Agrária da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC), em Refoios do Lima. O projeto pretende reforçar a investigação aplicada, a inovação e a ligação ao setor agroalimentar e aos recursos endógenos da região.
A utilização de uma frota integralmente elétrica no serviço TUViana poderá representar uma poupança anual entre 700 mil euros e um milhão de euros, segundo estimativas da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
O Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho inaugurou, na segunda-feira, 28 de setembro, o novo Centro Tecnológico Especializado (CTE) de Informática, na Escola Básica e Secundária Muralhas do Minho, em Valença.
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O controlo de espécies invasoras em 3,78 hectares e a proteção dos ninhos do borrelho-de-coleira-interrompida estão entre os resultados do projeto BIOCOSTEIRO em Viana do Castelo. A iniciativa, desenvolvida em parceria com entidades de Pontevedra, terminou após três anos de trabalho.