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“Respira a Vida”: O diário de uma aventura superada com orgulho

12 Junho, 2024 | 16:31
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Eduarda Alves
20 min. leitura

A Viana TV esteve a acompanhar o "Respira a Vida" do inicio ao fim. Marcamos presença em todas as etapas. "Orgulho", "resiliência", "solidariedade" são alguns dos adjetivos utilizados na receção dos 13 companheiros de aventura nas diversas autarquias. O grupo partiu Santa Marta de Portuzelo rumo a Lisboa a pedalar, num total de quatro etapas totalizando mais de 400 quilómetros.

1º Dia – segunda-feira, 3 de junho: Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, Vila do Conde e Aveiro

Paragem em Vila do Conde, Autarca Municipal, Vítor Costa realça: “É um motivo de grande orgulho”

Após cerca de 50 quilómetros a pedalar na iniciativa “Respira a Vida”, o grupo que arrancou com o vianense Carlos Plácido no comando, foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde e pelo Vereador da Cultura, Paulo Vasques, destacando o “orgulho” que é para o município acolher estes “vencedores”. 

“Dificilmente imaginaria uma melhor forma de começar uma semana de trabalho, ter nestes nossos Paços do Concelho, aqui na Câmara Municipal, este grupo verdadeiramente extraordinário, com alguns transplantados que além da vitória pessoal que já tiveram no momento do transplante e que a tem ao longo da sua vida, agora também fazem uma prova daquilo que são capazes. Acima de tudo vejo isto como uma mensagem de esperança a toda a comunidade daquilo que é possível fazer, naquilo que são os avanços na medicina, mas naquilo que também é a resiliência humana, naquilo que é a vontade de construir comunidade e todos juntos fazemos parte desta grande vitória”.

“São vencedores desde o primeiro momento e que neste trajeto, estas etapas que vão fazer de bicicleta, dão esse exemplo ao longo do país. É para o Município de Vila de Conde uma honra muito grande recebe-los aqui. Temos um Vilacondense entre eles que é colaborador municipal e também me orgulho muito, não só pela competência profissional, mas pelo homem e ser humano maravilhoso que é e que hoje trás um conjunto de amigos que são exatamente como ele”.

“Enriquecemos certamente porque sentimos que nos ajudam a cumprir a nossa missão e quando pediram o apoio ao município de Vila do Conde não exitei, não exitamos… e portanto eu creio que a nossa missão enquanto decisores públicos e enquanto servidores públicos é também perceber a nossa comunidade e apoiar aquilo que de mais belo temos”. 

Quanto ao apoio nesta iniciativa o presidente do município acredita que: foi um “cumprimento da nossa missão do que propriamente uma despesa, bem antes pelo contrário, é um investimento do mais belo e profundo que temos, que é a nossa humanidade”.

Ao terminar, o presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde pediu o reconhecimento “para a equipa de transplante… a equipa médica que torna possível esta vida, estas vidas normais, estas segundas fases da vida destes Homens e destas Mulheres que vivem de forma mais intensa e mais bonita e portanto também nos ajudam a perceber o que é ser vencedor e o que é ser bem sucedido, isto é ter sucesso. O autarca realçou ainda o orgulho que tem em trabalhar com Augusto Ferreira, funcionário municipal da autarquia também transplantado e que se juntou a Carlos Plácido nesta iniciativa.

A equipa continuou a pedalar rumo a Esmoriz onde parou para almoçar após concluir 115 quilómetros., ficando a restar cerca de 50 quilómetros até à primeira paragem, onde ficariam a pernoitar.

Paragem em Aveiro, Vereador da Cultura e da Saúde, Miguel Capão Filipe: “Isto prova que não há doentes e não doentes”

Já em pleno centro de Aveiro, nos Paços do Concelho, o grupo de amigos do “Respira a Vida” foi recebido pelo Vereador da Cultura e da Saúde do Município de Aveiro, Miguel Capão Filipe, fez questão de realçar que em nome do Presidente da Câmara e de todo o executivo “damos um caloroso abraço e receção de boas vindas a Aveiro”.

“Cada vez mais os municípios tem um papel importante na promoção de estilos de vida saudáveis, promoção do envelhecimento ativo, a prevenção das doenças e a promoção da saúde de um modo em geral e isso fazemos através de diferentes tipos de ações…na área educativa, na área do desporto, etc..” realçando que aquilo que foi cativante em receber este grupo foi “todo um conjunto de mensagens em que associa precisamente a saúde e a doença, o desporto e as respostas da medicina de transplante, com respostas e esperanças concretas, que permitem pegar num ser humano com determinada doença e coloca-lo ao nível do não doente”.

Para o vereador da autarquia de Aveiro, “as mensagens são múltiplas…e do ponto de vista social da solidariedade, da amizade porque são acompanhados por um conjunto de amigos que fazem esta pedalada com este espirito de solidariedade e amizade, portanto temos aqui muitas mensagens e todas elas sublimes e de exemplo para qualquer comunidade que seja visitada devido a este evento”.

“Isto prova que não há doentes e não doentes, há cidadãos! A medicina já responde com enorme capacidade qualitativa e com soluções inovadoras que não existiam há uma década, duas décadas e por consequência há um conjunto de cidadãos sem esse tipo de diferenciação” conclui.

Também Alice Correia, viajou de Vale de Câmara até Aveiro para aplaudir a chegada do grupo. Em conversa com a Viana TV Alice contou que fez um transplante aos dois pulmões há 12 anos e que aquilo que a levou a Aveiro foi a “coragem” de Carlos Plácido e Augusto Ferreira.

“Isto é importante para darmos a conhecer que apesar de serem intervenções complicadas estamos vivos e temos de continuar” referindo-se às pessoas que são alvo de transplantes. Alice contou-nos ainda que antigamente não fazia qualquer prática de desporto e que agora faz mais ao menos 10 quilómetros a caminhar, “eu dizia que o desporto era para os outros e agora quando não faço parece que me falta qualquer coisa, o dia não está completo…”.

“Já não faço planos a longo prazo, cada dia que passa é um dia ganho”, admitindo que a vida é vivida de forma mais intensa e que o faz, sem se lembrar dos constrangimentos de saúde, porque “já lá vão 12 anos desde que fui operada e se tivesse de ser hoje outra vez ía sem pensar duas vezes”. Alice frisou ainda para aqueles que possam estar agora na mesma situação “para irem ser medo, é uma chance sobre duas, porque a partir daí garantimos mais anos de uma vida espetacular!”.

2 º Dia – terça-feira, 4 de junho: Aveiro – Figueira da Foz, Freguesia de Paião – Leiria

Paragem em Paião. Almoço oferecido por Cristiano Paiva no Restaurante “O Peleiro”: “São um Farol para os outros…”

Poucos minutos passavam das 7h30 quando o “Respira a Vida” arrancou a pedalar de Aveiro rumo à Freguesia de Paião do Município da Figueira da Foz.

Após cerca de 86 quilómetros os ciclistas reforçaram energias na Freguesia de Paião, no Restaurante “O Peleiro”. O almoço que gentilmente foi oferecido a toda a comitiva pelo proprietário Cristiano Paiva, que já é a terceira geração a tomar conta do negócio de família.

“A causa em si e tudo aquilo que acarreta” fez com que o restaurante “O Peleiro” oferecesse na totalidade os almoços, onde Cristiano sensibilizado com a iniciativa confidenciou que “na família tivemos problemas que infelizmente não tiveram um final feliz e se todos ajudarmos não custa nada, é um ânimo e uma força que damos”.

Cristiano Paiva referiu ainda que esta iniciativa é um exemplo que deve ser seguido, admitindo que este grupo de homens “são um Farol para os outros que estejam em situações menos favoráveis.”. “Isto prova que podem ter uma vida normal”, referindo que o importante é não desistir.

Receção na Câmara Municipal de Leiria pela Chefe de Divisão do Desenvolvimento Social, Ana Filipa: “…haja a força quer física quer mental, de chegar aqui e de nos dar esta lição de vida.”

O Município de Leiria, recebeu os ciclistas no segundo dia da iniciativa. Na impossibilidade de estarem presentes o Presidente da Autarquia, Gonçalo Nuno Lopes e a Vereadora com o pelouro da Saúde e do Desenvolvimento Social, Ana Valentim, a tarefa ficou a cargo do Gabinete de Ação Social que garantindo que em nome todo o executivo Municipal “temos muita honra em vos receber, não só pela vossa coragem, como também pela vossa coragem e pela inspiração que são para todos” disse Olga André, Adjunta do Gabinete do Apoio à Vereação do Municipio.

Ana Filipa, Chefe de Divisão do Desenvolvimento Social, “eu não faço ideia do que é estar desse lado e espero vir a fazer”. “A causa é nobre, a causa da Associação, a causa de todos vocês, daqueles que são transplantados e daquele que não são e são amigos que se juntam a uma causa…acima de tudo essa coragem.”

A Chefe de Divisão destacou a importância de todas as Associações e da solidariedade social: “A solidariedade é a forma como nós mostramos que é possível mudar o mundo e que o mundo não são só guerras, fome, pobreza e desilusão. Este é um dos grandes exemplos!”.

Referindo-se à área social e da saúde, citando que todos os dias os profissionais destas áreas se defrontam com problemas sociais, onde a tendência é baixar os braços, enalteceu a missão do grupo “Respira a Vida” bem como da Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal (ATPP): “Como é que é possível que depois de grandes dificuldades de saúde, problemas graves de saúde haja a força quer física quer mental, de chegar aqui e de nos dar esta lição de vida.”

Referindo-se a Carlos Plácido e Augusto Ferreira a quem fez um agradecimento especial, a Chefe de Divisão garantiu que estes dois transplantados são um grande exemplo de força e coragem em continuar a avançar “e que trazem uma comitiva de força e energia” onde a idade e condição física não representam entraves na causa.

Em conversa com a Viana TV, Ana Filipa, realçou uma vez mais a importância destes movimentos cívicos “de pessoas que se unem por uma coisa onde há um esforço acrescido de resiliência e a capacidade de juntar instituições, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, um meio de Comunicação Social que se envolve para dar voz a estas pessoas, para nós e para a área da saúde é um boa prático e um bom exemplo para nós.” “É muito mais do que desporto e do que saúde, é cidadania.”

O dia terminou assim em Leiria com destino a Torres Vedras na manhã seguinte.

3 º Dia – quarta-feira, 5 de junho: Leiria – Distrito de Santarém-Rio Maior – Torres Vedras

Almoço oferecido por Filipe Nunes, proprietário do Restaurante Palhinhas Gold

Rita Agostinho, neta do emblemático ciclista Joaquim Agostinho: “Nada prometo a não ser esforço e sacrifício, e vocês também são isso”.

Poucos minutos passavam das 7h30, quando o grupo de amigos arrancaram a pedalar rumo a Rio Maior, onde após cerca de 60 quilómetros fariam pausa para almoçar no Restaurante Palhinhas Gold, também oferecido pelo proprietário Filipe Nunes, que juntamente com a sua esposa exploram o negócio familiar desde 2008.

Filipe Nunes, em conversa com a Viana TV, disse que após o contacto não conseguiu ficar indiferente por considerar uma causa nobre porque “hoje são umas pessoas a ter determinado problema e amanhã posso ser eu, nunca se sabe”, dando ênfase à solidariedade social destas e de outras causas.

Após energias recuperadas da pausa para almoço, o grupo rumou em direção a Torres Vedras, numa distância de cerca de 55 quilómetros, onde ficaram a pernoitar nesta penúltima etapa antes da Receção ao Hospital de Santa Marta em Lisboa.

A última paragem do dia foi feita no Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, onde foram recebidos pelo Vereador do Municipio de Torres Vedras, com o Pelouro da Mobilidade, Nelson Aniceto, pelo diretor do Museu João Carriço, assim como a neta do saudoso Joaquim Agostinho, Rita Agostinho.

João Carriço, encarregue pela apresentação do Museu enquanto recordava a história de Joaquim Agostinho,  enalteceu a coragem e espirito de equipa do grupo do “Respira a Vida”, sendo um privilégio a receção num espaço tão emblemático, principalmente no mundo do ciclismo.

Para o vereador Nelson Aniceto, “é obrigatório dizer que é com muita honra que os recebo aqui, principalmente pelo objetivo que tem, é uma ação de sensibilização que a Associação dos Transplantados Pulmonares de Portugal está a promover e é muito importante para nós pela mensagem que fazem passar, uma mensagem de esperança e de vida que merece ser difundida.”

“Aquilo que fica aqui é a vossa força de vontade e a vossa resiliência”, conclui Nelson Aniceto.

Também Rita Agostinho, neta de Joaquim Agostinho, reafirma à semelhança daquilo que já havia ter sido dito por João Carriço, a máxima utilizada pelo avô: “Nada prometo a não ser esforço e sacrifício, e vocês também são isso, porque apesar de puderem ter passado por algumas dificuldades, estão aqui hoje a provar que isso foi só uma fase e que a vida continua”.

“Ver no desporto este companheirismo e esta amizade… o Joaquim Agostinho também era assim num total, não era por acaso que toda a gente tinha muito admiração pela pessoa que ele era”, referiu Rita, emocionada a recordar o avô, acrescentando que esses sempre foram os valores que lhes foram transmitidos. “Serão sempre bem vindos aqui” conclui a neta do torriense  Joaquim Agostinho

Recorde-se de que o equipamento museológico nasce com o intuito de ser um observatório permanente e uma estrutura de mediação cultural para investigar, conservar, interpretar, divulgar e valorizar os testemunhos materiais e imateriais mais relevantes da história do ciclismo, desde o uso da bicicleta recordando também a memória e identidade da comunidade ciclística, local, regional e nacional, bem como da sua interação com o mundo.

Joaquim Agostinho nasceu a 7 de abril de 1943 em Brejenjas (Silveira – Torres Vedras) e morreu a 10 de maio de 1984 em Lisboa. Foi profissional de ciclismo entre 1968 e 1984, onde vestiu a camisola do Sporting Clube de Portugal de 1968 a 1973, retomando à mesma equipa em 1975 onde permaneceu até 1984.

O ícone do ciclismo não enveredou só as cores nacionais tendo ingressado e passado por várias equipas estrangeiras, como: Frimatic (1969 e 1970), Hoover (1971), Magniflex (1972), Bic (1973 e 1974), Teka (1976 e 1977), Flandria (1978 e 1979), Puch-Sem-Campagnolo (1980) e Sem-France Loire (1981 e 1983).

4ª e última etapa: Torres Vedras – Lisboa

Receção Hospital de Santa Marta

A cerca de 55 quilómetros da conclusão da prova, o “Respira a Vida” começou a pedalar rumo ao Hospital de Santa Marta-Centro Hospitalar de Lisboa.

O grupo que teria partido de Santa Marta de Portuzelo na segunda-feira de manhã rumo a Lisboa, foi recebido por centenas de pessoas, amigos e familiares, que os receberam por entre abraços e fortes aplausos, com a presença da Secretária de Estado da Saúde.

A Presidente da Unidade Local de Saúde S. José, Rosa Zorrinho, começou por agradecer a todos os participantes cumprimentando em especial os utentes transplantados. “Muito obrigada a todos vocês por este esforço e também por esta alegria que trouxeram a todos nós, hoje todos tivemos lágrimas nos olhos e essas lágrimas foram lágrimas de alegria de um caminho que todos fizemos. Um caminho que esta casa com excelentes equipas de médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, fizeram um caminho…Há 20 anos que fazemos transplantes! Este ano é um ano especial, fizemos mais de 400 transplantes…é um sucesso! E esta corrida de bicicleta demonstra bem a capacidade que estas pessoas, os transplantados, tem de fazer a sua vida normal e ter qualidade de vida e isto é muito bom…mostrar ao resto da sociedade o caminho que estamos a fazer.”

Ana Ribeiro, Presidente da Associação de Transplantados de Portugal, que acompanhou todas as etapas do grupo que arrancou de Santa Marta de Portuzelo, referiu que foi um privilégio acompanhar desde o ponto de partida:

“Tive o privilégio de subir até à terra do Carlos e abraçar o sonho dele e tantos outros que estão aqui bem demarcados, não só os ciclistas, mas também, as famílias e os amigos que abdicaram de tanta coisa e que patrocinaram este evento e que fizeram questão de vir de Viana e de Vila do Conde para estarem hoje, aqui connosco.”

Ana Ribeiro emocionada recorda ainda o trajeto da Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal, que já tem 7 anos: “Temos feito um trabalho com muitos erros, mas com muitas vitórias também…e eu agradeço terem-nos recebido desta maneira tão calorosa”, momento para o qual pediu uma forte salva de palmas, também em memória de todos aqueles que já partiram.

Após a intervenção da Presidente da ATPP, Carlos Plácido, mentor e sonhador do “Respira a Vida” aproveitou para agradecer a todos.

“Quero agradecer a todos, todos foram fundamentais, desde os patrocinadores onde não houve ninguém que me tivesse dito que não, aos meus amigos que se ofereceram para vir comigo… desde o Rui Sousa, que quando o fui convidar para padrinho da iniciativa e que já deixou de pedalar desde 2017, e disse-me que não só seria padrinho e daria a cara como iria pedalar comigo até Lisboa”, destacando também o papel de Ana Ribeiro e do trabalho que fizeram durante 8 meses para que este sonho se tornasse realidade.

Já bastante emotivo, Plácido fez um forte agradecimento à esposa e à filha recordando os momentos pré e pós transplante: “Se não fossem elas talvez eu já não estivesse aqui”, referindo que ambas tiveram um papel fundamental à semelhança “de toda esta equipa fantástica” referindo-se a todos os profissionais “maravilhosos” do Hospital de Santa Marta.

Plácido terminou o seu discurso a agradecer o apoio e a receção de todos aqueles que o receberam à entrada do hospital na última etapa.

Rui Sousa, padrinho da iniciativa do “Respira a Vida” destacou a “a luta, a resiliência e o exemplo” que os transplantados dão a toda a sociedade:

“Olhando para estes exemplos, e olhando para trás…percebemos que realmente aquele percalço que tivemos na vida é tão pouco e tão pequeno à beira destes exemplos. Aprendi muito estes dias”.

“O Plácido fez com que eu voltasse a pedalar ao fim destes anos, num grupo excecional, onde quero realçar, a entre ajuda, o companheirismo e o espirito de equipa. Saio daqui com muitos amigos!” conclui o padrinho da prova parabenizando o trabalho  feito pelas equipas médicas, realçando que “os exemplos são eles” referindo-se a todos aqueles que já foram alvo de transplante.

Recorde-se que Rui Sousa, é um ex ciclista, natural da Vila de Barroselas no concelho de Viana do Castelo no qual exerce o cargo de Presidente de Junta da União das Freguesias de Carvoeiro e Barroselas, desde 2013.

Rui Sousa ingressou no ciclismo, como juvenil, pelas mãos do Núcleo Desportivo de Barroselas em 1991, assinando o primeiro contrato profissional em 1998 com a equipa Troia Marisco-Porta da Ravessa, onde permaneceu até 2001 sendo 6º classificado na Volta a Portugal de 2001 e 24º no Mundial de Ciclismo, prova que decorreu nesse ano em Portugal, mas que só foi conquistada uma única vez por um ciclista lusitano em 2013 Rui Costa

Entre 2002 e 2004 Rui Sousa representou a Maia Milaneza-MSS, ao serviço da qual foi o 25º na Clássica Paris-Nice, 16º na Volta a Espanha e 3º na Volta a Portugal de 2002. No entanto, foi também, durante esse Triénio que contraiu uma lesão no joelho direito, que o afastou durante algum tempo da competição. Com a camisola da Liberty Seguros venceu uma das míticas etapas da Volta a Portugal na edição de 2008, a chegada à Torre e conquistou a camisola amarela, que manteve durante mais 5 etapas, terminando a edição desse ano na 3ª posição da Geral Individual, lugar que viria a repetir na Volta a Portugal de 2011 e na Volta a Portugal de 2012, vencendo nesta última edição o prémio da Montanha.

Na Volta a Portugal de 2013 assumiu o papel de chefe de fila da Efapel-Glassdrive-Skoda e apesar de ser apontado como um dos principais candidatos à vitória final, apenas venceu a 2ª etapa na chegada ao Alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo e voltou a vestir a camisola amarela após a etapa rainha do Alto da Torre, terminando a prova novamente no 3º lugar do pódio. 

Em 2014 mudou-se para a Rádio Popular-Onda assumindo-se como chefe de fila e como um dos candidatos à vitória na Volta a Portugal de 2014, voltou a vencer a etapa-rainha, a chegada ao Alto da Torre, repetindo o triunfo de 2008 e mais uma vez não foi além no 2º lugar da classificação geral. Com 40 anos, Rui Sousa volta a alinhar em 2017 pela Rádio Popular-Boavista.

Decidiu terminar a carreira de ciclista aos 41 anos, em 2017, durante a 79ª Volta a Portugal em Bicicleta, após vinte temporadas como profissional.

Também Augusto Ferreira, transplantado pulmonar de Vila do Conde e que participou do inicio ao fim no sonho de Carlos Plácido, aproveitou o momento para agradecer o apoio de todos.

Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde acompanhada pelo Chefe de Gabinete, Jorge Mendes, também fez questão de estar presente na receção a Carlos Plácido, Augusto Ferreira e restantes ciclistas relembrando de que era a segunda vez que visitava aquela unidade de saúde:

“É a segunda vez que estou aqui, a primeira vez foi para festejar os 400 transplantes pulmonares e hoje aqui é um dia de festa e quero felicitar as pessoas presentes”. “A nossa missão é cuidar das nossas” referindo-se ao trabalho do ministério da saúde, destacando também o trabalho dos profissionais e das pessoas:

“É este trabalho conjunto que permite chegar ao sucesso que vimos hoje, dar saúde é acima de tudo devolver qualidade de vida, é dar às pessoas a vida que elas tinham antes da doença. Não se chega aqui sem o trabalho dos profissionais.”

O momento foi ainda celebrado com a bênção do padre deste Hospital, seguido de uma almoço convívio com os profissionais, ciclistas, amigos e familiares.

Já na sexta-feira, na consulta de rotina, as noticias para Carlos Plácido não podiam ter sido melhores, com os bons resultados das análises, raio-x e provas funcionais.

Atualmente, a Unidade de Cirurgia Torácica do Hospital de Santa Marta é a única instituição que realiza transplante pulmonar no país.

A Viana TV teve ainda acesso a algumas mensagens dos amigos participantes do “Respira a Vida” e as opiniões são unânimes:

“Solidariedade”, “inter ajuda”, “amizade”, “companheirismo” são as palavras de ordem trocadas por esta equipa.

De salientar que estas etapas contaram com o apoio de uma carrinha, do Grupo Desportivo de Santa Marta de Portuzelo, conduzida por Albino Antunes, que confidenciou à Viana TV que no dia 15 de agosto de 2024, celebra 46 anos a acompanhar equipas de ciclismo, de vários escalões, nas provas.

Albino Antunes, nasceu em Viana do Castelo em 25 de setembro de 1943 e desde sempre se dedicou ao ciclismo sendo diretor desportivo do Grupo Desportivo do Centro Paroquial de Santa Marta de Portuzelo – secção de ciclismo desde 1982 bem como o responsável pelos escalões de formação.

Contribuiu para a conquista de 41 títulos nacionais (37 individuais e 4 coletivos) e foi o fundador da primeira equipa de ciclismo feminino em Portugal, em 1993.

Organizou ainda as provas: Grande Prémio Cidade de Viana (para atletas séniores) de 1984 a 1988; Grande Prémio Tensai (para profissionais) de 1989 a 1991; Grande Prémio Internacional Tensai (para femininos) de 1992 a 1995; Prémio de ciclismo “cidade de Viana do Castelo-fica no coração” (para camadas jovens) 998 a 2018 e o Circuito de Santa Marta de Portuzelo (para camadas jovens) desde 1982 a 2018.

Pedro Sousa, José Gigante, José Manuel, Artur Rocha, Jorge Dias, Ricardo Lima, Henrique Guerreiro, António Cruz, João Moreira, Alberto Moreira e Albino Amorim foram os amigos que se juntaram a Carlos Plácido e Augusto Ferreira juntamente com o padrinho da prova Rui Sousa.

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