A Rede Elétrica Nacional (REN) defendeu em tribunal a “especial urgência” da linha de Alta Tensão Ponte de Lima-Fontefria (Galiza), contestada por autarcas do Alto Minho, nomeadamente para uma “redução e convergência de preços” no mercado ibérico.

“Qualquer diferimento da execução do projeto de construção e implementação da Linha, ou de qualquer um dos seus troços, será gravemente prejudicial para o interesse público, por razões que se prendem, nomeadamente, com […] o aumento do preço da energia: a construção desta Linha permite aumentar a importação e exportação de eletricidade de e para Espanha, contribuindo para uma redução e convergência de preços no mercado do MIBEL [Mercado Ibérico de Eletricidade]”, sustenta a elétrica nacional.
A resposta da REN no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, a que a Lusa teve hoje acesso, surge na sequência de uma providência cautelar interposta pelas câmaras de Monção (PSD), Ponte de Lima (CDS), Ponte da Barca (PSD), Arcos de Valdevez (PSD) e Melgaço (PS), no distrito de Viana do Castelo, relativamente à linha Dupla Ponte de Lima – Fontefría, Troço Português, a 400 kV.
A elétrica sustenta que a linha vai permitir “aumentar a importação de eletricidade de Espanha, contribuindo para a segurança de abastecimento do sistema português”.
Isto, num contexto em que a seca em Portugal tem levado, “nos últimos anos, à suspensão da produção de hidroeletricidade em algumas barragens”, designadamente em Alto Lindoso/Touvedo, Alto Rabagão, Vilar/Tabuaço, Cabril e Castelo de Bode, “quando determinadas cotas são atingidas”.
A REN destaca ainda “os prejuízos diretamente decorrentes de um eventual cancelamento ou ainda maior atraso no procedimento de avaliação ambiental e consequente atraso na execução”.
A providência cautelar das autarquias minhotas, a que a Lusa também teve acesso, pede ao tribunal “a suspensão da eficácia da declaração de conformidade ambiental do projeto”.
No documento, os municípios solicitam também que as entidades envolvidas no processo se abstenham de, “por qualquer forma, procederem à execução da referida linha”, ou que a REN seja autorizada a iniciar ou prosseguir os trabalhos “ao abrigo dos contratos de empreitada celebrados”.
De acordo com a REN, os autarcas deduziram ainda um incidente de “declaração de ineficácia de ato de execução indevida […] relativamente à licença de estabelecimento referente à instalação da linha”, datada de 21 de maio de 2024.
A REN afirma que, “ao concluir o procedimento de licenciamento, mais não está do que a cumprir uma obrigação de serviço público, de interesse nacional e europeu”.
Tal, observa, “não pode ser posto em causa por interesses locais ou parcelares que foram devidamente acautelados em todos os procedimentos desencadeados para instalação da infraestrutura”.
De acordo com a empresa, os interesses públicos em causa com a construção da linha são “de primeira grandeza, relacionando-se com o progresso social e com o bem-estar coletivo a uma escala que transcende, em muito, os municípios ou a própria escala regional”.
Em causa está, diz a REN, “a satisfação de interesses nacionais e compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português no âmbito da sua participação na política energética europeia, designadamente em matéria de níveis de capacidade de interligação”.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelou na quarta-feira que invocou em tribunal o interesse público para impedir o adiamento do licenciamento e avanço desta linha.
O autarca de Monção revelou a 05 de junho que presidentes de câmara do Alto Minho receberam da REN a indicação de que, a 26 de maio, a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) teria “emitido licença para iniciar a obra”, estranhando que tal tenha acontecido sem o desfecho judicial dos dois processos judiciais movidos pelos municípios.
A 06 de junho, o ministério do Ambiente e Energia disse estar a reunir a informação necessária para avaliar o projeto.
As obras de conservação do Santuário de Nossa Senhora da Peneda deverão estar concluídas até ao final deste ano, num investimento de cerca de dois milhões de euros, permitindo que o espaço esteja totalmente recuperado a tempo das celebrações dos 170 anos, previstas para 2027.
A Serra de Santa Luzia vai voltar a contar, durante os próximos quatro meses, com vigilância reforçada assegurada por militares da Escola dos Serviços, numa operação preventiva que se tem afirmado como uma das principais medidas de proteção florestal em Viana do Castelo.
A longa-metragem de animação Viana, a Lenda dos Corações de Ouro, inspirada numa lenda de Viana do Castelo, estreia em novembro nas salas de cinema portuguesas, apostando numa forte componente musical e numa estratégia de internacionalização que prevê a distribuição em cerca de 20 mercados.
A Juventude Viana prepara-se para um dos momentos mais importantes da temporada e quer sentir o apoio dos adeptos mesmo à distância. No próximo sábado, o jogo frente ao Candelária SC, disputado na Ilha do Pico, será transmitido em direto nos ecrãs gigantes do Pavilhão José Natário, que se transformará numa grande Fan Zone dedicada ao clube vianense.
O executivo da Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou por unanimidade a abertura de um concurso público para obras de pavimentação e conservação de pavimentos betuminosos no concelho, num investimento base de 1.072.590 euros.
O trabalho desenvolvido pelo Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) nas áreas da inovação pedagógica, criatividade e pensamento crítico continua a afirmar-se além-fronteiras. Entre os dias 4 e 6 de junho, o IPVC estará representado em Tóquio, Japão, na "International Conference on Active Learning in Engineering Education", uma das mais relevantes conferências internacionais dedicadas às metodologias de aprendizagem ativa e ensino baseado em projetos.
O canoísta vianense Francisco Santos, atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima, esteve em grande destaque no Campeonato Nacional de Maratona, disputado no passado fim de semana em Prado, Vila Verde.