O Partido Socialista de Viana do Castelo aprovou, no XXII Congresso Distrital, realizado durante o fim de semana, um compromisso estratégico para o desenvolvimento do Alto Minho e deixou fortes críticas ao Governo pela ausência de investimentos considerados essenciais para a região.

Os trabalhos culminaram com a apresentação do Contrato Territorial de Desenvolvimento do Alto Minho, documento apresentado pelo presidente da Federação Distrital do PS, Luís Nobre, que estabelece uma visão estratégica para o distrito, centrada na valorização das pessoas, da economia, da coesão territorial e da sustentabilidade.
Na apresentação da Moção Global de Estratégia Política, Luís Nobre identificou como prioridades a modernização das acessibilidades e das infraestruturas, o reforço da competitividade económica, a promoção da habitação, da saúde, da educação e da inovação, bem como a valorização do mar e dos recursos naturais, a transição energética e a mobilidade sustentável.
O dirigente socialista defendeu ainda a necessidade de afirmar o Alto Minho como um território capaz de atrair investimento, criar emprego qualificado e fixar população, reforçando a competitividade da região no contexto nacional.

Durante o congresso, os delegados aprovaram também uma posição crítica em relação à atuação do atual Governo, considerando que o Alto Minho continua a ser excluído dos principais investimentos públicos previstos para o país.
Segundo os congressistas, continuam por concretizar infraestruturas estruturantes nas áreas da mobilidade, das acessibilidades e de outros equipamentos considerados fundamentais para o desenvolvimento do distrito de Viana do Castelo, situação que, defendem, agrava as desigualdades territoriais e limita o crescimento económico da região.
Perante este cenário, o Congresso Distrital atribuiu simbolicamente um “cartão vermelho” ao Governo, acusando o Executivo de não apresentar uma estratégia capaz de responder aos desafios e às necessidades do Alto Minho.
No encerramento dos trabalhos, o Partido Socialista de Viana do Castelo reafirmou o compromisso de continuar a defender os interesses da região, assumindo a intenção de mobilizar instituições e sociedade civil e de exigir ao Governo os investimentos considerados indispensáveis para assegurar um desenvolvimento equilibrado, sustentável e justo para todo o Alto Minho.
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