O fim das propinas e o reforço do alojamento estudantil são reivindicações antigas e voltaram, esta quinta-feira, a estar no centro das palavras de ordem de milhares de estudantes que se manifestaram em Lisboa.
Durante mais de duas horas, milhares de universitários percorreram as ruas da capital, entre a Praça do Rossio e a Assembleia da República, na habitual manifestação para assinalar o Dia Nacional do Estudante, que se comemora a 24 de março, convocada por associações de várias instituições de ensino superior.
“Bolsas sim, propinas não”, “Propinas e Bolonha, é tudo uma vergonha” ou “Educação é um direito, sem ela nada feito” são palavras de ordem decoradas por várias gerações de estudantes e voltaram a ser repetidas hoje, refletindo problemas antigos para os quais os jovens continuam à espera de resposta.
“A primeira grande barreira ao ensino superior é a propina”, sublinhou Constança Viegas Martins, estudante da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
No dia em que o líder do PSD, Luís Montenegro, foi indigitado como primeiro-ministro, a jovem admitiu que olha para o resultado das eleições com preocupação e espera que o novo governo não aumente o valor das propinas, sublinhando que aquilo que os estudantes defendem é mesmo a abolição.
“É importante que os estudantes digam o que querem para o ensino superior e que não vão aceitar retrocessos”, sublinhou também Marta Boavista, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
No topo das reivindicações esteve também o alojamento estudantil, uma barreira que os jovens dizem que se tem vindo a erguer nos últimos anos, ultrapassando mesmo a propina.
“A maior fatia do orçamento dos estudantes é para a habitação”, disse Mariana Barbosa, vice-presidente da Federação Académica de Lisboa, recordando que o preço médio de um quarto em Lisboa ronda os 450 euros.
Enquanto representante dos estudantes da capital, relatou que cada vez mais os jovens consideram deixar os estudos por não conseguirem suportar os custos a que nem as bolsas e apoios sociais permitem fazer face.
“Recebemos muitas queixas de estudantes que contavam ter lugar numa residência pública e não conseguiram, com os aumentos das rendas a meio do ano, que não têm contratos de arrendamento para conseguirem o complemento ao alojamento, ou que despejados durante o verão”, referiu.
O Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior promete duplicar até 2030 a oferta de camas em residências universitárias, mas os estudantes duvidam do cumprimento das metas e dizem que, a concretizar-se, os efeitos do plano só se farão sentir “daqui a bastante tempo”.
“O plano começou antes da pandemia e até agora quase não se fez sentir na qualidade de vida dos estudantes. Neste momento, quem entra agora não tem respostas diretas para a habitação”, disse Mariana Barbosa.
Além das reivindicações por melhores condições, o cinquentenário da revolução foi igualmente assinalado pelos estudantes e, logo no arranque do protesto, quando começaram a subir a Rua do Carmo, um grupo de manifestantes lançou da ponte de acesso ao Elevador de Santa Justa uma faixa onde se lia “Abril é futuro”, enquanto os restantes gritavam “25 de abril sempre, fascismo nunca mais”.
“Viemos relembrar aquilo que deveria ser abril no ensino superior. É a gratuitidade do ensino superior, é o fim da propina, é todos os estudantes terem alojamento numa residência, é mais bolsas, mais representação estudantil e uma revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior que as torne espaços democráticos”, justificou Marta Boavista.
Fotografia: Notícias de Vila Real
As condições meteorológicas adversas estão a dificultar a captura de lampreia nos rios Minho e Lima, afetando a atividade de cerca de duas centenas de embarcações e colocando em risco o rendimento anual de muitos pescadores da região.
Um deslizamento de terras ocorrido esta terça-feira, na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas, em Ponte da Barca, destruiu parcialmente uma habitação e obrigou à retirada de sete pessoas, informou a Proteção Civil.
Viana do Castelo recebeu, entre os dias 6 e 8 de fevereiro, a VII Convenção do Mercado das Viagens, reunindo a maioria das agências da rede, parceiros estratégicos e diversos representantes de relevo do setor do turismo. O evento decorreu sob o lema “Rumo ao Futuro”, refletindo o foco na evolução e nos desafios do setor.
Um residente da freguesia de Chafé, no concelho de Viana do Castelo, doou cerca de 500 telhas destinadas a apoiar as zonas mais afetadas pelo recente mau tempo, informou a Junta de Freguesia.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 2 e 8 de fevereiro, um conjunto de operações em todo o distrito, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade violenta, reforçar a fiscalização rodoviária e promover ações de sensibilização junto da população.
Trinta e quatro pessoas, entre as quais 18 crianças, foram realojadas preventivamente na zona ribeirinha de Valença devido ao risco de cheia do rio Minho, informou a Proteção Civil. A medida deverá manter-se pelo menos até esta terça-feira, dependendo das descargas da barragem da Frieira, em Espanha.
Portugal continental está hoje, terça-feira, sob forte instabilidade meteorológica, com previsão de chuva persistente e por vezes intensa, sobretudo nas regiões Norte e Centro, onde vigoram avisos laranja devido ao risco de acumulados elevados de precipitação.