Tomé Pinto, António José Cruz e Inês Sincero vão percorrer, em setembro de 2025, 30 lares e centros de dia do concelho de Viana do Castelo para contar histórias infantojuvenis a avós e netos.
Os três jovens são os autores do projeto “Lar doce ler” que ficou em primeiro lugar do concurso “Viana Jovens com Talento”, promovido pela Câmara de Castelo e destinado a jovens residentes na cidade, com idades entre os 18 e os 35 anos.
Com uma dotação orçamental de 50 mil euros, foram apresentadas 19 candidaturas e selecionados quatro projetos vencedores.
Ao projeto “Lar doce ler” foi atribuído um orçamento de seis mil euros, para “circularem pelos lares e centros de dia de Viana do Castelo, testando a intemporalidade e intergeracionalidade de algumas histórias infantojuvenis – e assim juntar miúdos e graúdos, avós e netos, na hora da história”.
O “Lar doce Ler” vai percorrer lares e centros de dia das 27 freguesias e uniões de freguesias de Viana do Castelo, entre 1 e 30 de setembro de 2025.
Já, de 1 a 5 de outubro de 2025, “o projeto surge com uma programação aberta a público geral, mas especialmente dedicada a avós e netos, com a apresentação dos cinco espetáculos na sala experimental do teatro municipal Sá de Miranda”.
O segundo lugar, com uma dotação de 20 mil euros, foi atribuído ao projeto “Rua Malandra”, de Sara Monteiro, Manuel Brásio e Ricardo Figueiredo, que visa “a ocupação artística da rua dos Manjovos e do espaço Antro”.
O projeto “pretende afirmar-se como um espaço de criação e investigação artística transdisciplinar (música, dança, artes plásticas, multimédia), oferecendo uma programação artística plurivalente que inclui residências artísticas, ‘performances’, exposições, oficinas, ciclo de conversas e ‘jam sessions’”.
“De fevereiro a julho de 2025, a Rua Malandra apresenta-se como uma experiência de criação e programação de carácter laboratorial, questionando formas de habitar e transformar a rua através de práticas artísticas e culturais”, acrescenta a nota hoje emitida pela autarquia.
Ao projeto “Cara à Vela”, de Rui e Luísa Coelho, o terceiro lugar no concurso deu direito a 15.000 euros.
Os autores propõem-se selecionar 10 personalidades ligadas ao mar e ao rio, desde pescadores, peixeiras, velejadores, carpinteiros navais, remadores, marinheiros, canoístas, entre outros.
Às personalidades selecionadas “será feita uma entrevista de vida com o objetivo de recolher a história pessoal e conhecer o que liga ao mar e ao rio”.
Serão também convidados a participar no projeto 10 ilustradores que ficarão responsáveis por uma das pessoas entrevistadas, retratando-as com uma ilustração feita numa vela real de ‘Optimist’ (veleiro pequeno para crianças entre os 7 e 15 anos).
Quando as 10 velas tiverem as ilustrações prontas, o projeto culmina com uma regata de celebração no rio Lima. No dia da regata “será promovido um festival à volta da ilustração com atividades, oficinas, bancas de artistas, celebrando assim a água e o vento que nos unem”.
O quarto projeto selecionado designa-se “Semente” e receberá nove mil euros. Leonardo Amorim e Sofia Calvet pretendem fazer “uma oficina de criação entre as duas principais escolas secundárias de Viana do Castelo, a de Santa Maria Maior e a de Monserrate.
A atividade propõe “a criação de duplas entre alunos das duas escolas, para, em conjunto, serem desafiados a criar uma obra”.
O projeto, em colaboração com um professor de cada instituição, pretende realizar “uma oficina semanal de criação, como uma atividade extracurricular em que os alunos inscritos desenvolvem criações próprias”.
As obras, que podem assumir diferentes formatos, irão integrar a programação do evento “Semente”, expostas no jardim público da cidade. O projeto inclui um ‘workshop’ de orientação, em cada escola, dedicado a metodologias de criação”.
“No dia do evento, a arte sai à rua e o público é convidado a percorrer os vários locais do centro da cidade, abrangidos pelo evento, desfrutando da programação que inclui atividades contínuas e pontuais”, refere a nota.
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