O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, defendeu durante o debate “Ferrovia Nacional e as implicações no território concelhio” promovido pela Assembleia Municipal, a criação de uma ligação ferroviária ao porto de mar de forma a complementar as duas estruturas- a ferrovia e o porto de mar - para servir melhor os cidadãos e as empresas, criando uma “plataforma logística de retaguarda para dar consistência à estrutura ferroviária”.
O debate, que contou também com a presença do Secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, serviu para apresentar as linhas orientadoras do Plano Ferroviário Nacional e os investimentos previstos e, na sua intervenção, Luís Nobre frisou a importância da modernização da Linha do Minho e da ferrovia para a região. “Foram investidos cem milhões de euros entre 2018 e agora é necessário potenciar este investimento para estar ao serviço dos nossos cidadãos e investidores, que se fixaram no concelho por causa da ferrovia e a quem não podemos defraudar”, vincou o autarca, acrescentando que “não se pode dissociar a relevância da ferrovia da importância do porto de mar e da sua operabilidade”.

“Torna-se fundamental criar uma plataforma logística de retaguarda para dar consistência à estrutura ferroviária e faz apenas falta uma pequena ligação aos dois investimentos que aconteceram recentemente: a ferrovia e o porto de mar”, defendeu, aproveitando para evidenciar que é necessária uma “efetiva relação do novo traçado de alta velocidade e perceber o papel da hoje moderna Linha do Minho na logística e nas mercadorias”.
Já o Secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, considerou Viana do Castelo “um exemplo” e vincou que o Plano Ferroviário Nacional prevê uma ligação de qualidade dos 28 centros urbanos de relevância regional. “O objetivo é ligar Lisboa e Viana em menos de três horas”, declarou, informando ainda que a Linha do Minho é a “mais prioritária” e onde será possível ligar “os comboios intercidades e inter-regionais no eixo Valença Lisboa, permitindo a frequência de comboios de hora a hora e interligando à alta velocidade”.

O governante aproveitou ainda para concordar com o autarca de Viana do Castelo “no que toca às ligações aos portos e fronteiras” e classificou de “lacuna” no Plano que se encontra em discussão pública “que não esteja mencionada uma ligação ao porto de mar tanto mais que se trata de poucos quilómetros e os contributos vão nesse sentido”.
“A Linha do Minho será o corredor principal para mercadorias que saem do país”, rematou, concordando com Luís Nobre na sua defesa pela criação da ligação entre ferrovia e porto de mar.
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