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Portugal regista decréscimo do abandono escolar precoce e ultrapassa a média europeia para 2030

23 Março, 2023 | 16:32
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Isabel Marques
2 min. leitura

Em 2022, apenas cerca de 6% dos jovens entre os 18 e os 24 anos não completaram o ensino secundário, não se encontravam a estudar e a participar em qualquer tipo de formação. Com esta taxa de abandono, Portugal ultrapassa a meta europeia de 9% prevista para 2030. 

Os dados são da Fundação José Neves e na véspera da comemoração do Dia Nacional do Estudante pretendem averiguar se as medidas implementadas ao longo das últimas décadas no sentido de promover uma maior escolarização da população portuguesa estão a ter o impacto desejado.

O decréscimo do abandono escolar precoce na última década “representa um dos progressos mais relevantes na educação em Portugal. Em 2011, o mesmo indicador fixava-se nos 23%, ou seja, num período de 11 anos, verificou-se uma notável redução de 17 pontos percentuais. Esta evolução é particularmente positiva e está associada às melhorias verificadas na conclusão do ensino secundário e da progressão para o ensino superior”, explicou a fundação.

A taxa de abandono escolar precoce foi, em 2022 como nos anos anteriores, “significativamente mais baixa nas mulheres (3,9%) do que nos homens (7,9%). Não obstante, a diferença na taxa de abandono precoce da educação ou formação entre homens e mulheres tem vindo a decrescer (de 10,4 pontos percentuais, em 2011, para 4 pontos percentuais, em 2022)”, esclareceu.

Face a estes valores, Portugal registou valores de abandono escolar precoce mais baixos do que a generalidade dos países europeus.

Recorde- se que a União Europeia tinha estabelecido como meta para 2030 que a taxa de abandono escolar precoce se situasse abaixo dos 9%.

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